Por mais de uma semana, um cão guarda o corpo da companheira morta após ser atropelada em estrada de Filippovka (Rússia).
"É muito triste. Ele não deixa que ninguém se aproxime dela e tenta fazer com que ela fique aquecida com o seu próprio corpo", contou a moradora Lyudmila Laisheva à emissora LifeNews.
O casal canino está sendo chamado de Romeu e Julieta.
"Haverá muitas casas para onde ele ir quando perceber que Julieta não voltará mais", acrescentou Lyudmila.
Fonte: O Globo
Saiba onde estão os 'depósitos' de coliformes fecais nos lares
Celebração do 'Dia mundial de lavar as mãos' quer estimular
prática para evitar doenças
Uma grande quantidade de doenças infecciosas pode ser
transmitida em casa, sobretudo em determinados pontos que se tornaram
verdadeiros focos de coliformes. A advertência é reforçada por especialistas
nesta segunda-feira, o "dia mundial de lavar as mãos", que ressalta a
importância da higiene pessoal.
Objetos como controles remotos, torneiras de banheiro e cozinha, telefones,
brinquedos e lixeiras são importantes transmissores de bactérias.
Segundo o Gobal Hygiene Council, grupo formado por especialistas
internacionais em higiene, estima-se que entre 50% e 80% das doenças alimentares
tenham origem em casa. Isso porque pontos como a pia da cozinha, por exemplo,
costumam conter 100 mil vezes mais germes do que um banheiro, por estar
contaminada por restos e sujeira. Tábuas de cortar alimentos têm 200% mais
coliformes fecais do que assentos de privada.
Objetos frequentemente tocados com as mãos são grandes pontos transmissores -
é o caso das torneiras de banheiro, que também costumam ter mais germes nocivos
do que a tampa da privada, e das bolsas de mão, que têm milhares de bactérias
por centímetro quadrado.
Daí a preocupação com a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão
dessas bactérias.
"O nível surpreendente de contaminação em objetos do dia a dia é um sinal de
que as pessoas estão esquecendo de lavar suas mãos após o uso do banheiro, um
dos momentos-chave para prevenir infecções", disse à Press Association o
pesquisador britânico Val Curtis, da Escola Britânica de Higiene e Medicina
Tropical.
'Mãos de privada'
Objetos como controles remotos, brinquedos e torneiras são
frequentes pontos de acúmulo de germes
Estudo lançado nesta segunda-feira pela escola, em associação com a
Universidade Queen Mary e patrocínio de uma marca de sabonetes, aponta que cerca
de um em cada dez britânicos pesquisados carrega em suas mãos a mesma quantidade
de germes de uma privada suja.
A pesquisa identificou coliformes fecais em 26% dos entrevistados, em 14% das
notas de dinheiro e em 10% dos cartões de crédito analisados.
"As pessoas dizem que lavam suas mãos, mas as pesquisas mostram que não e
apontam o quão fácil esses patógenos (agentes causadores de doença) são
transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões", diz Ron Cutler, que liderou a
pesquisa britânica na Universidade Queen Mary.
Em média, as mãos carregam cerca de 3 mil tipos diferentes de bactérias de
mais de cem espécies, segundo pesquisadores americanos. Muitos desses tipos não
são nocivos, mas a higiene das mãos é essencial para evitar que os germes que
causam doenças não sejam transmitidos.
O hábito de lavar as mãos é considerado pela ONU uma das medidas de melhor
custo benefício para controlar doenças mundo afora. Pode, ainda, salvar mais de
1 milhão de vidas anualmente - perdidas, por exemplo, com diarreias e infecções
respiratórias.
"As pessoas dizem que lavam suas mãos, mas as
pesquisas mostram que não e apontam o quão fácil esses patógenos (agentes
causadores de doença) são transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões"
Ron Cutler, pesquisador da Universidade Queen
Mary
O Hygiene Council também recomenda, nas residências, o uso de lixeiras que se
abrem com pedal (para evitar contato manual), a limpeza de brinquedos
(principalmente os de crianças doentes) e de superfícies tocadas com
frequência.
O site do conselho traz um mapa interativo com os pontos comumente
contaminados nas casas, no link Clique http://bit.ly/Tmq2XD.
Equilíbrio
Ao mesmo tempo, relatório de setembro do Fórum Científico Internacional sobre
Higiene Doméstica (IFH, na sigla em inglês) cita a hipótese segundo a qual a
crescente prevenção de infecções desde a primeira infância pode resultar, mais
tarde, na maior incidência de doenças como alergias. A explicação: necessitamos
da interação com micróbios, particularmente nos primeiros anos de vida, para
manter nosso sistema imunológico em equilíbrio.
Desafio é incentivar higiene e, ao mesmo tempo, permitir
exposição natural a micro-organismos
Há indícios de que, idealmente, teríamos que ser expostos a determinados
tipos de micróbios, mas não há consenso científico sobre quais deles, ou em que
quantidade.
Como, então, encontrar o equilíbrio entre a exposição a esses
micro-organismos e a necessidade de manter distância de doenças infecciosas
perigosas?
Segundo o relatório, "podemos, por exemplo, estimular as crianças a brincar
livremente umas com as outras e com seu ambiente, o que as deixará expostas a
uma variedade de micróbios (inevitavelmente, também a patógenos), mas ao mesmo
tempo devemos ser rigorosos com a importância de ações como lavar as mãos após
ir ao banheiro ou visitar fazendas, antes de comer, etc".
O mesmo vale para animais de estimação: a exposição a eles traz contato com
diferentes tipos de micro-organismos, mas o risco de contaminações é reduzido
com a boa higiene dos pets.
Fonte: BBC Brasil
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Sim, acupuntura funciona
Um novo estudo mostra que as agulhas diminuem várias dores – mas a ciência não sabe o porquê
LUÍZA KARAM
Pelo menos 1 milhão de brasileiros se submeteram a agulhadas no ano passado para tratar problemas como dores lombares ou nas articulações. Para muitos, a acupuntura, técnica milenar chinesa baseada no estímulo de pontos do corpo por agulhas, é o último alívio depois de tratamentos com remédios, fisioterapia e, em alguns casos, até cirurgia. A acupuntura é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1988 e reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina há mais de 15 anos. No Brasil, desde março, só médicos estão habilitados a praticá-la. Apesar de oficializada no país, a comunidade científica ainda tenta entender as razões e a extensão de sua eficácia.
Há décadas os pesquisadores comparam seus resultados aos de outros tratamentos ou mesmo com o poder da autossugestão. Eles querem saber se o alívio proporcionado pela acupuntura é real ou se é influenciado pela vontade do paciente de que dê certo, algo conhecido como efeito placebo. Centenas de estudos já foram divulgados – alguns comprovando a eficácia da técnica, outros desmentindo. Um estudo publicado no site do periódico científico Archives of Internal Medicine, da prestigiada Associação Médica Americana, traz uma resposta à polêmica. Ele diz que o efeito da acupuntura é, sim, verdadeiro. “Nossos dados sugerem que a acupuntura é mais que um placebo contra dores crônicas”, afirma a epidemiologista Karen Sherman, pesquisadora da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e uma das coautoras do estudo.
A equipe de pesquisadores reavaliou 29 pesquisas que já haviam sido publicadas. Elas foram escolhidas porque tinham a metodologia mais rigorosa na coleta e interpretação dos dados e, em conjunto, analisavam um grande número de pacientes. Foram estudados os casos de quase 18 mil pessoas de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Suécia. Os pesquisadores revisaram os dados desses levantamentos para detectar imprecisões e descartar avaliações tendenciosas. Chegaram à conclusão de que o alívio proporcionado pela acupuntura é maior que o originado pelo efeito placebo – ou seja, não é resultado de sugestão da mente dos pacientes. A pesquisa se restringiu à eficácia da acupuntura no tratamento de dores crônicas, como artrite e enxaqueca. Outros usos, como para tratar ansiedade, casos de depressão ou problemas gastrintestinais, não foram analisados.
Para chegar ao resultado, os estudos analisados no novo levantamento compararam o relato de três tipos de paciente. No primeiro grupo, eles fizeram o tratamento com acupuntura. Os integrantes do segundo grupo não se submeteram à técnica. No terceiro, passaram por uma acupuntura falsa – um método desenvolvido pelos cientistas para enganar os pacientes. As agulhadas eram superficiais ou em pontos do corpo que não são recomendados pela técnica. Em alguns casos, foram usadas agulhas retrá-teis, que fazem pressão e não furam a pele, estímulos elétricos e até laser para simular as perfurações. Os pesquisadores queriam que os pacientes tivessem a impressão de ser tratados para testar se apenas a crença deles na acupuntura era suficiente para gerar a sensação de melhora.
Os resultados sugerem que não. Entre os voluntários que não fizeram acupuntura – nem a falsa nem a verdadeira –, 30% a-firmaram que a intensidade da dor diminuiu com o passar do tempo. Dos que fizeram acupuntura falsa, 42,5% relataram alívio semelhante. Entre os pacientes que passaram pela acupuntura verdadeira, 50% afirmaram que a dor diminuíra. A diferença entre a aplicação da técnica e o efeito placebo não é grande, mas já é suficiente, segundo os pesquisadores, para confirmar que existe algo mais na acupuntura que o poder da sugestão.
A acupuntura suscita a curiosidade de pesquisadores porque a explicação da medicina chinesa para seu funcionamento não tem correspondência na ciência médica ocidental. A técnica se baseia na ideia de que a força vital que traz saúde e bem-estar circula através do corpo por uma rede de 14 meridianos. Eles interligam 365 pontos que, uma vez pressionados, têm, de acordo com os preceitos da acupuntura, a capacidade de desobstruir a circulação da energia. São as interrupções de energia que causam as doenças, dizem os acupunturistas.
A medicina ocidental tenta explicar a sua maneira os mecanismos fisiológicos que fazem a acupuntura funcionar. Alguns estudos afirmam que o estímulo de terminações nervosas na pele faz com que os músculos conduzam impulsos até a medula, reduzindo a sensação de dor. Outros dizem que as agulhadas ativam neurotransmissores semelhantes à morfina, localizados na medula, que inibem a condução de alertas de dor até o cérebro. Por enquanto, não há consenso.
Os cientistas não se entendem sequer sobre a melhor maneira de medir o resultado da acupuntura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou no mês passado um relatório em que explica que é complicado tirar conclusões definitivas sobre a eficácia e os mecanismos de funcionamento da técnica. Os pesquisadores da OMS acham que é difícil separar os resultados das agulhas daqueles provocados pelo efeito placebo. Eles acreditam que o paciente sempre consegue perceber se foi espetado de verdade ou não – por mais criativos que os cientistas sejam ao tentar simular essa sensação. O médico alemão Edzard Ernst, fundador do primeiro departamento do Reino Unido a verificar a eficácia de práticas alternativas, tem opinião semelhante. “Além de ser difícil enganar o voluntário, muitos dos cientistas usam os estudos para comprovar suas crenças, o que pode levar a resultados tendenciosos”, diz Ernst, da Universidade de Exeter. Um artigo alemão sobre dor, publicado em 2005, sugere que 81% dos acupunturistas julgavam o sucesso da técnica com muito otimismo.
Os pesquisadores ainda não sabem por que a acupuntura consegue aliviar dores dos pacientes
O novo levantamento sobre a acupuntura não deve encerrar a polêmica, mas é um passo importante para construir o consenso científico. Para os pacientes, o importante é que ela funcione em alguns casos. Remédios e tratamentos modernos tampouco são eficazes 100% das vezes. “Esse estudo sugere que é melhor usar a acupuntura para tratar dores crônicas do que não usar”, diz o ortopedista André Tsai, do Centro de Acupuntura do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Fonte: Revista Época
domingo, 14 de outubro de 2012
Aplicativos que alertam seu médico sobre possíveis problemas
Tecnologias que interpretam padrões de uso agora são empregadas para monitorar o comportamento de pacientes em algumas doenças como diabetes e depressão
The New York Times* |
Jim Wilson/The New York Times
Smartphone: aplicativos que monitoram padrões de movimentação são usados agora em prol da saúde
Para muitos pacientes com condições crônicas como depressão, dores ou diabetes, o padrão é previsível: quanto mais sofrem, mais eles se voltam para dentro. Os médicos podem não vê-los até que estejam em crise e apareçam num pronto-socorro.
Agora está surgindo uma solução da era digital. Quando os pacientes se fecham, seus celulares podem estender a mão a eles.
Os telefones usam um aplicativo que rastreia com que frequência eles enviam mensagens de texto, fazem chamadas e se locomovem, além de para onde eles vão. Se os hábitos e padrões se desviarem de forma a sugerir que eles se isolaram, o aplicativo alerta o médico ou outro responsável.
Diversos hospitais e centros médicos começaram recentemente a testar e usar a tecnologia, com apoio financeiro vindo de redes médicas, do exército dos EUA e de companhias de seguros. A abordagem inovadora usa uma tecnologia cada vez mais comum em smartphones: sistemas de GPS e acelerômetros que conseguem rastrear localização e movimento.
“Trata-se de um sistema de alerta antecipado humano, a ‘luz de óleo’ do corpo”, disse Michael Seid, professor de pediatria do Children's Hospital Medical Center de Cincinnati.
Desde o ano passado, 15 pacientes com problemas gastrointestinais crônicos levaram os telefones para testar a eficácia do software. Até agora, os resultados indicam que alguns alteram claramente seus padrões de comunicação e deslocamento nos dias anteriores ao surgimento de fortes sintomas.
“Quando a dor aumenta, você fica menos suscetível a ir ao parque ou ao shopping. Isso poderia ser um indicador antecipado de um surto ou agravamento da doença”, afirmou Seid. A tecnologia, ele acrescentou, “mede o comportamento social numa escala e profundidade que você simplesmente não tinha antes”.
O software ainda está sendo testado e estudado por sua eficácia. Mas especialistas e pesquisadores de saúde mental dizem que ele traz uma grande promessa – não só para identificar pioras de condição, mas também para detectar mudanças de comportamento indicando que alguém parou de tomar seus remédios ou precisa de uma nova dosagem.
“Isso pode proporcionar uma importante nova ferramenta num setor bastante necessitado”, declarou Adam I. Kaplin, professor de psicologia e neurologia da Johns Hopkins.
“Eu tenho preocupações, mas posso dizer – enfaticamente – que eles colocaram o dedo sobre a necessidade de identificar essas pessoas antes que elas entrem no buraco do coelho.”
As preocupações de Kaplin incluem se tais sistemas poderiam enviar alertas sobre pessoas saudáveis, como alguém que não está deprimido mas resolve passar algum tempo inativo, ou alguém com uma simples gripe que passa o dia em casa. Se isso acontecer, isso somaria custos, em vez de amenizá-los? E, segundo ele, os pacientes podem achar que estão sendo excessivamente monitorados.
“Em que momento os grandes dados se tornam o Grande Irmão?”, questionou ele.
Os pesquisadores e empresas por trás da tecnologia dizem estar cientes da preocupação com privacidade. Mas eles apontam que o paciente precisa consentir, e que as informações são enviadas apenas a profissionais da saúde ou a membros designados da família. Eles também dizem ser cedo demais para mensurar qual será o efeito disso sobre os médicos, e como eles trabalharão com os pacientes.
A tecnologia faz parte de um campo muitas vezes chamado de “grandes dados” (do inglês “big data”), que captura e filtra enormes quantidades de dados para melhor entender e prever comportamentos – como padrões de compra, movimentos do mercado de ações e condições que podem levar a conflitos militares.
No campo da saúde, pesquisadores em laboratórios de todo o país estão buscando um provedor de tecnologias de grandes dados, incluindo maneiras de avaliar melhor os comportamentos de pacientes e medir a eficiência de medicamentos.
Um dos principais centros de pesquisa nesse campo é o MIT Media Lab, onde Alex Pentland, professor de dinâmicas humanas, supervisiona o programa de empreendedorismo. Segundo ele, a ideia de coletar comunicações e deslocamentos de pacientes pode dar aos médicos evidências mais precisas de comportamento do que depender da memória do paciente, ou de seus esforços para descrever os problemas.
“O ser humano não é apenas ruim nisso, ele é péssimo, além de ser tendencioso sob muitos aspectos”, afirmou ele sobre a autoavaliação dos pacientes.
“Os dados dos celulares representam uma verdadeira visão de Deus sobre o que estamos fazendo.”
Mas Pentland acrescentou que os dados também precisam ser refinados e compreendidos para que, quando parecer que alguém está se fechando em si mesmo, as informações não sejam enganosas.
“Talvez o cara esteja prestes a se suicidar, ou talvez ele esteja pronto para escrever o romance da década”, disse ele.
Uma das empresas com raízes no Media Lab é a Ginger.io, que está provendo a tecnologia no Cincinnati Children's Hospital, além de implantações maiores programadas para este mês em hospitais da Carolina do Norte que pertencem à Novant Health, uma das maiores empresas de assistência médica do país.
Matthew Gymer, diretor de inovação da Novant, pretende analisar como a tecnologia se sai alertando médicos sobre potenciais mudanças de comportamento em milhares de pacientes com diferentes problemas – incluindo diabetes, dores crônicas e doenças cardíacas.
“A realidade é que, conforme marchamos pela vida, existe um padrão bastante previsível para onde vamos e o que fazemos”, disse ele. “Se esse padrão é quebrado de maneira inesperada, algo pode estar errado.”
A Cogito, empresa relacionada ao Media Lab, iniciou um amplo ensaio clínico da tecnologia com a VA Boston Health Care System, parte do Departamento de Assuntos dos Veteranos, financiado pelo Departamento de Defesa e pela Raytheon, prestadora de serviços ao exército. O teste procura mensurar se um soldado pode estar desenvolvendo o distúrbio de stress pós-traumático, identificando períodos de isolamento ou mania, explicou Joshua Feast, fundador da Cogito. Segundo Feast, um grande foco da pesquisa é identificar quais medidas são mais eficientes em identificar e prever doenças como depressão.
Deborah Estrin, professora de ciência da computação na UCLA, está trabalhando num pequeno ensaio clínico com pacientes de dores crônicas na Universidade da Califórnia, em Davis. O objetivo é descobrir se dados retirados dos celulares de pacientes podem mostrar se eles se tornaram subitamente sedentários – um possível sinal de aumento de dor, ou até mesmo de que alguém não está tomando seus remédios.
Segundo Estrin, as promissoras pesquisas iniciais sugerem possibilidades como tratamentos cada vez mais personalizados, baseados em avaliações de padrões individuais de comportamento. Os médicos poderiam entender melhor como tratamentos, medicações ou dosagens específicas afetam um paciente.
“Estou animada, mas há muito trabalho a ser feito”, disse ela, acrescentando: “Se a saúde fosse algo fácil, não teríamos tantas doenças”.
* Por Matt Richtel
Fonte:IG
O novo cardápio saudável tem sua cara
Dois respeitados centros médicos do Brasil apresentam sugestões de alimentação equilibrada
THAIS LAZZERI
O Brasil caminha para virar um dos países mais obesos do mundo. Mais da metade da população adulta no país está acima do peso. Entre as crianças de 5 a 9 anos, o índice chega a 30%. Para evitar que o problema se agrave, o Hospital das Clínicas de São Paulo e o Instituto do Coração (InCor), dois dos principais centros médicos do país, se uniram para desenvolver uma campanha inédita de orientação alimentar. Em vez de traduzir as orientações nutricionais para o dia a dia da população, os pesquisadores fizeram o caminho contrário. Foram pesquisar o que a população come, como mistura os alimentos, de que forma monta seus pratos. A partir daí, adaptaram o gosto popular para compor um cardápio equilibrado. O projeto Meu Prato Saudável e a versão infantil Meu Pratinho Saudável serão lançados no dia 12, em São Paulo, em parceria com a editora médica LatinMed.
A base do programa é propor refeições saudáveis para todo o dia, das principais aos lanches intermediários. O consumo de frutas, verduras e legumes é incentivado. O mesmo não se pode dizer de comidas prontas industrializadas. A variedade à mesa também será estimulada. Que tal trocar feijão por lentilha ou grão-de-bico, um filé de frango por dois ovos cozidos ou agrião com beterraba por pepino com ervilha? Outra mudança importante é a quantidade no prato. Uma refeição deveria ser assim: 4 colheres (sopa) de arroz integral (melhor que o branco), um bife, 4 colheres (sopa) de verdura ou legumes e meia concha de feijão. Mastigar muito (cerca de 20 vezes) é uma das recomendações, assim como fracionar as refeições e tentar comer, sempre, no mesmo horário.
Todos os Hospitais das Clínicas do país participarão. Especialistas em nutrição visitarão áreas públicas, como parques, praias e metrôs, onde abordarão as pessoas para conversar sobre bons hábitos alimentares. Distribuirão uma cartilha e jogos americanos com as imagens dos pratos sugeridos em tamanho real. “Se você diz que prescreve um cardápio e coloca 3 colheres de arroz no almoço, a pessoa acha que é pouco. Quando mostra visualmente isso num prato montado com outros alimentos, o impacto é outro”, afirma Andréa Frank, professora de nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A campanha terá ainda aplicativos gratuitos para tablets e smartphones.
Os pesquisadores buscaram combinações fáceis para quem come fora ou em casa. O cardápio contempla ingredientes regionais e combinações típicas dos brasileiros, como arroz, feijão e macarronada no mesmo prato. Ter uma alimentação saudável não é sinônimo de privação. “Reeducação alimentar ganhou status de sacrifício”, afirma Elisabete Fernandes Almeida, diretora do programa. “A mudança é mais simples do que se imagina.”
Para escolher o que colocar no prato, os pesquisadores mostraram algumas sugestões de cardápio para 800 frequentadores do InCor. Ali, surgiram a complexidade e a diversidade de paladar do brasileiro. O frango, antes feito na chapa, foi assado. Macarronada e arroz entraram na mesma refeição. Ingredientes regionais, como arroz de carreteiro no Sul e tapioca no café da manhã do Nordeste, também foram acrescentados. “O prazer em comer está associado à identificação cultural e social de cada um”, afirma Raul Lody, antropólogo, especialista em alimentação, autor de Brasil bom de boca (Editora Senac). “Se você não dá escolhas, o indivíduo não se sente sensibilizado a participar e abandona a ideia.” Agora, os pesquisadores acompanharão um grupo de 400 voluntários que seguirão o programa. A ambição é que esses voluntários adquiram hábitos alimentares saudáveis até a Copa do Mundo de 2014. Se der certo, a torcida brasileira estará em ótima forma.
Fonte: Revista Época
sábado, 13 de outubro de 2012
Hormônio testosterona pode tornar as pessoas mais honestas
Estudo realizado na Alemanha mostra que altos níveis do hormônio sexual fazem com que as pessoas contem menos mentira
Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, descobriram um papel importante do hormônio testosterona sobre o comportamento social.
O estudo mostra que altos níveis do hormônio sexual masculino fazem com que as pessoas sejam mais honestas e mintam menos.
A testosterona engloba características tipicamente masculinas, como, por exemplo, na formação das características sexuais, atuando no aumento da libido e também na construção muscular. As mulheres também possuem o hormônio sexual, porém em uma escala muito menor. "A testosterona sempre foi tida como responsável por promover o comportamento agressivo e arriscado", afirma o pesquisador Bernd Weber.
Estudos mais recentes, no entanto, indicam que este hormônio também promove o comportamento social.
"A desvantagem de muitos estudos é que eles apenas correlacionam o nível de testosterona dos participantes com suas próprias mudanças de comportamento", explica o autor principal Matthias Wibral, acrescentando que esta abordagem reflete apenas ligações estatísticas e não fornecem quaisquer esclarecimentos sobre as causas para o comportamento.
Pesquisas anteriores mostraram que a testosterona influencia o comportamento e, por sua vez, o comportamento também influencia os níveis hormonais. Consequentemente, os cientistas estavam procurando uma abordagem experimental que permitiria explicar essa causa e efeito.
Wibral e seus colegas recrutaram um total de 91 homens saudáveis para uma experiência comportamental. Deste total, 46 pessoas foram tratadas com testosterona, aplicadas cobre a pele como um gel. No dia seguinte, os cientistas verificaram se os níveis de testosterona no sangue foram de fato mais elevados nestes participantes do que no grupo placebo. Os outros 45 participantes receberam apenas um gel de placebo.
Para avaliar o efeito da testosterona sobre o comportamento, os pesquisadores utilizaram um jogo de dados, realizado em cabines separadas. Quanto maior a pontuação, maior a quantidade de dinheiro que os participantes receberam como recompensa. "Estes experimentos foram elaborados de tal forma que os indivíduos tinham a opção de mentir", explica Weber.
Devido às cabines separadas, ninguém sabia se eles estavam mostrando os resultados reais ou mais altos a fim de obter mais dinheiro.
No entanto, os cientistas foram capazes de determinar mais tarde, se os participantes do teste tentaram enganar ou não. "Estatisticamente, a probabilidade de todos os números sobre os dados ocorrerem é idêntica. Então, se existe discrepância nos números mais altos, esta é uma clara indicação de que os participantes mentiram", afirmam os pesquisadores.
Os investigadores compararam os resultados do grupo que recebeu testosterona com os do grupo de controle. "Os dados mostraram que os indivíduos com níveis mais elevados de testosterona no organismo tinham claramente mentido com menos frequência do que os indivíduos não tratados", destacam os autores.
Segundo os pesquisadores, esse resultado contradiz claramente a abordagem unidimensional que afirma o papel da testosterona no comportamento antissocial. Ele acrescenta que é provável que o hormônio aumente o orgulho e a necessidade de desenvolver uma autoimagem positiva.
O labrador Bosko encontrou um bezerro à beira da morte em um rancho e o resgatou. "A mãe do bezerro estava muito fraca para cuidar dele e a baixa temperatura quase o matou", disse Oakenboken, usuário do site Reddit, que postou as fotos.
A mãe a a avó de Oakenboken cuidaram do bezerro quase congelado e o aqueceram com cobertores.
Bosko se recusou a abandonar o animal que salvara.
Em poucos dias, o bezerro se recuperou e voltou ao convívio dos animais adultos. E, de quebra, ganhou um amigo canino!