Ao pé do ouvido...
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Chocolate protege o cérebro, diz estudo
Na mais recente pesquisa para avaliar os benefícios cardiovasculares de um alimento já amado, o chocolate, cientistas suecos relataram que consumi-lo parece diminuir o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em mulheres.
O estudo descobriu que mulheres que tiveram o maior consumo de chocolate – cerca de duas barras por semana – tinham um risco 20% de redução dessa ocorrência.
“O cacau contém flavonóides, com propriedades antioxidantes e pode suprimir a oxidação da lipoproteína de baixa densidade [conhecida como o colesterol ruim], que favorece o surgimento de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC”, explicou a autora do estudo, Susanna Larsson, professora associada da divisão de Epidemiologia Nutricional do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
Os benefícios do chocolate não param por aí, disse Larsson, acrescentando que o consumo da versão escura – mais rica em cacau – também foi ajuda a reduzir a pressão arterial, a reduzir a resistência à insulina e ajuda evitar a formação de coágulos sanguíneos. A autora alerta: os resultados não significam que o chocolate deva ser acrescentado ao menu diário.
“É importante manter descobertas como essas dentro de contexto. Estes resultados não significam que as pessoas precisam devem trocar o chocolate pelo brócolis na dieta”, afirmou Nieca Goldberg, cardiologista e diretora médica do H. Joan Tisch Center for Womens Health, de Nova York.
“Chocolate tem antioxidantes e essas substâncias são benéficas à saúde. Elas podem ajudar a tornar as artérias mais flexíveis e que podem ajudar a reduzir a oxidação do colesterol. Mas, e se os cientistas tivessem testado no estudo cascas de maçã ou uvas?” questiona ela. Ao mesmo tempo em que o estudo observou uma associação entre o chocolate e o risco reduzido de AVC, ele não provou uma relação de causa e efeito.
Os resultados serão publicados em 18 de outubro na publicação científica Journal of American College of Cardiology.
O estudo incluiu mais de 33 mil mulheres suecas com idades entre 49 e 83. Nenhuma tinha qualquer histórico de acidente vascular cerebral, doença cardíaca, câncer ou diabetes quando o estudo começou, em 1997. Todas foram convidadas a preencher um questionário que incluía perguntas sobre mais de 350 fatores envolvendo dieta e estilo de vida.
Na década de 1990, escreveu Larsson, 90% do chocolate consumido na Suécia era à base de leite, e continha cerca de 30% de cacau na composição – uma concentração de cacau maior do que a encontrada na maioria dos chocolates escuros consumidos nos Estados Unidos.
Larsson revisou informações dos registros suecos de alta hospitalar entre 1998 e 2008 para documentar os casos de acidente vascular cerebral entre as mulheres participantes do estudo.
Ao todo, 1.549 das mulheres do estudo tiveram um AVC ao longo desse período. Desse total, cerca de 1,2 mil, tiveram AVCs do tipo isquêmico – quando um vaso sanguíneo no cérebro é bloqueado e deixa de receber sangue e oxigênio. Outros 224 AVCs foram do tipo hemorrágico, quando uma área do cérebro sangra, e este sangue inunda algumas áreas ou todo o cérebro. Os restantes 125 foram registrados como um tipo não especificado de AVC.
“Observamos que mulheres com o maior consumo de chocolate – cerca de 72g por semana – tinham um risco 20% inferior de AVC do que as que nunca ou raramente consumiam chocolate”, disse Larsson, acrescentando que, embora o estudo tenha sido feito com mulheres, espera-se que os resultados seriam semelhantes nos homens.
“Há um lado positivo e um lado negativo em tudo. Não acho que as pessoas devem comer todo o chocolate que podem, mas um pouco de chocolate com moderação pode ter benefícios”, disse Goldberg. Ela acrescentou que é importante lembrar que o chocolate é rico em açúcar e gordura, e também contém cafeína. Dessa forma, para quem é propenso a ter batimentos cardíacos irregulares ou a pressão alta, comer chocolate pode afetar essas condições.
* Por Serena Gordon
fonte: IG
O estudo descobriu que mulheres que tiveram o maior consumo de chocolate – cerca de duas barras por semana – tinham um risco 20% de redução dessa ocorrência.
“O cacau contém flavonóides, com propriedades antioxidantes e pode suprimir a oxidação da lipoproteína de baixa densidade [conhecida como o colesterol ruim], que favorece o surgimento de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC”, explicou a autora do estudo, Susanna Larsson, professora associada da divisão de Epidemiologia Nutricional do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
Os benefícios do chocolate não param por aí, disse Larsson, acrescentando que o consumo da versão escura – mais rica em cacau – também foi ajuda a reduzir a pressão arterial, a reduzir a resistência à insulina e ajuda evitar a formação de coágulos sanguíneos. A autora alerta: os resultados não significam que o chocolate deva ser acrescentado ao menu diário.
“É importante manter descobertas como essas dentro de contexto. Estes resultados não significam que as pessoas precisam devem trocar o chocolate pelo brócolis na dieta”, afirmou Nieca Goldberg, cardiologista e diretora médica do H. Joan Tisch Center for Womens Health, de Nova York.
“Chocolate tem antioxidantes e essas substâncias são benéficas à saúde. Elas podem ajudar a tornar as artérias mais flexíveis e que podem ajudar a reduzir a oxidação do colesterol. Mas, e se os cientistas tivessem testado no estudo cascas de maçã ou uvas?” questiona ela. Ao mesmo tempo em que o estudo observou uma associação entre o chocolate e o risco reduzido de AVC, ele não provou uma relação de causa e efeito.
Os resultados serão publicados em 18 de outubro na publicação científica Journal of American College of Cardiology.
O estudo incluiu mais de 33 mil mulheres suecas com idades entre 49 e 83. Nenhuma tinha qualquer histórico de acidente vascular cerebral, doença cardíaca, câncer ou diabetes quando o estudo começou, em 1997. Todas foram convidadas a preencher um questionário que incluía perguntas sobre mais de 350 fatores envolvendo dieta e estilo de vida.
Na década de 1990, escreveu Larsson, 90% do chocolate consumido na Suécia era à base de leite, e continha cerca de 30% de cacau na composição – uma concentração de cacau maior do que a encontrada na maioria dos chocolates escuros consumidos nos Estados Unidos.
Larsson revisou informações dos registros suecos de alta hospitalar entre 1998 e 2008 para documentar os casos de acidente vascular cerebral entre as mulheres participantes do estudo.
Ao todo, 1.549 das mulheres do estudo tiveram um AVC ao longo desse período. Desse total, cerca de 1,2 mil, tiveram AVCs do tipo isquêmico – quando um vaso sanguíneo no cérebro é bloqueado e deixa de receber sangue e oxigênio. Outros 224 AVCs foram do tipo hemorrágico, quando uma área do cérebro sangra, e este sangue inunda algumas áreas ou todo o cérebro. Os restantes 125 foram registrados como um tipo não especificado de AVC.
“Observamos que mulheres com o maior consumo de chocolate – cerca de 72g por semana – tinham um risco 20% inferior de AVC do que as que nunca ou raramente consumiam chocolate”, disse Larsson, acrescentando que, embora o estudo tenha sido feito com mulheres, espera-se que os resultados seriam semelhantes nos homens.
“Há um lado positivo e um lado negativo em tudo. Não acho que as pessoas devem comer todo o chocolate que podem, mas um pouco de chocolate com moderação pode ter benefícios”, disse Goldberg. Ela acrescentou que é importante lembrar que o chocolate é rico em açúcar e gordura, e também contém cafeína. Dessa forma, para quem é propenso a ter batimentos cardíacos irregulares ou a pressão alta, comer chocolate pode afetar essas condições.
* Por Serena Gordon
fonte: IG
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Avanços no DNA permitirão viver até os 150 anos, diz cientista
O professor de Harvard George Church é um dos pioneiros do sequenciamento do genoma humano não para de inovar.
É impossível não se perguntar o que há de extraordinário no DNA do professor de Harvard George Church que o leva a tanta inquietação científica.
Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano, o professor crê que as evoluções científicas nesta área ainda podem levar os indivíduos a viver "120, 150 anos".
Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro – cada A, C, G e T que nos torna únicos.
Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então ele tem se dedicado a melhorá-la.
Uma vez decodificado o primeiro genoma, o professor tem pressionado pela ideia de que é preciso ir adiante e sequenciar o genoma de todas as pessoas.
Críticos apontaram a astronômica cifra que o custo de sequenciar o primeiro DNA alcançou: US$ 3 bilhões. Como resposta, Church construiu outra máquina.
O valor agora é de US$ 5 mil por genoma, e o professor crê que muito em breve esse valor cairá para uma fração, ou décimo ou vigésimo disto – mais ou menos o valor de um exame de sangue.
Ler, escrever, editar
Sequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz George Church. Uma vez que "ler" um genoma se torne um processo corriqueiro, o professor de Harvard quer partir para "editá-lo", "escrever" sobre ele.
Ele vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo seja capaz de identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor, ou os genes de uma bactéria invasora.
Nesse caso, será possível tratá-los com uma simples pílula de antibiótico destinado a combater o invasor.
Doenças genéticas serão identificadas no nascimento, ou possivelmente até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para o interior das células comprometidas e corrigir o problema.
Para fins científicos, Church tem defendido a polêmica ideia de disponibilizar sequências de genomas publicamente, para que cientistas tenham oportunidade de estudá-las.
Church já postou na rede a sua própria sequência de DNA, além de outras dez. O objetivo é chegar a 100 mil.
"Sempre houve uma atitude (em relação à genética) de que você nasce com seu 'destino' genético e se acostuma com ele. Agora a atitude é: a genética é, na verdade, um conjunto de transformações ambientais que você pode empreender no seu destino", acredita Church.
Vanguarda
No laboratório de temperatura controlada de Church, uma bandeja se move para frente e para trás agitando amostras da bactéria E. coli.
Em um processo de quatro horas, os cientistas conseguem ativar ou desativar um só par de bases deste DNA, ou regiões inteiras de genes para ver o que acontece.
Existem 2,2 mil genes – de um total de 20 mil – sobre os quais já se conhece suficientemente para ativá-los ou desativá-los.
Durante a epidemia de E. coli na Alemanha neste ano, foram necessários menos de dois dias para sequenciar o genoma inteiro de uma variedade até então desconhecida.
Os dois equipamentos que deram ao laboratório de Church uma posição de vanguarda no campo da biologia sintética são a segunda versão da máquina de engenharia automatizada de genomas multiplex, ou Mage, e o Polonator, um sequenciador de genomas que pode decodificar um bilhão de pares de genes de uma só vez.
"Ele está começando a levar a biologia sintética a uma escala maior", opina o professor da Universidade de Boston James J. Collins, colega de Church no Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia, em Harvard.
Pé no chão
Entretanto, nem todos compartilham o entusiasmo de Church e sua visão de futuro para os usos e efeitos da biologia sintética.
"É preciso ter a imaginação de George e a sua visão se se quiser fazer progresso. Mas é tolice pensar que ele fará tanto progresso quanto crê", opina o diretor do departamento de Lei, Bioética e Direitos Humanos da Universidade de Boston, George Annas.
Os céticos observam que a humanidade pode até adicionar anos à expectativa de vida dos seres humanos, mas é improvável que a qualidade desta sobrevida aumente tanto.
"Há uma chance estatística de ser atropelado por um caminhão que dificultará chegar aos 150 anos", diz Chad Nussbaum, co-diretor do Programa de Sequenciamento de Genomas e Análises do Instituto Broad de Harvard e do MIT, um instituto do qual Church é associado.
"É maravilhosamente inocente pensar que tudo que precisamos é aprender tudo sobre a genética, e viveremos 150 anos", afirma.
Apesar das ressalvas, Nussbaum afirma que admira a visão do professor Church, assim como sua "genialidade".
"É muito importante pensar grande e tentar fazer coisas malucas", acredita. "Se você não tentar alcançar o impossível, nunca faremos as coisas que são quase impossíveis."
fonte:IG
É impossível não se perguntar o que há de extraordinário no DNA do professor de Harvard George Church que o leva a tanta inquietação científica.
Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano, o professor crê que as evoluções científicas nesta área ainda podem levar os indivíduos a viver "120, 150 anos".
Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro – cada A, C, G e T que nos torna únicos.
Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então ele tem se dedicado a melhorá-la.
Uma vez decodificado o primeiro genoma, o professor tem pressionado pela ideia de que é preciso ir adiante e sequenciar o genoma de todas as pessoas.
Críticos apontaram a astronômica cifra que o custo de sequenciar o primeiro DNA alcançou: US$ 3 bilhões. Como resposta, Church construiu outra máquina.
O valor agora é de US$ 5 mil por genoma, e o professor crê que muito em breve esse valor cairá para uma fração, ou décimo ou vigésimo disto – mais ou menos o valor de um exame de sangue.
Ler, escrever, editar
Sequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz George Church. Uma vez que "ler" um genoma se torne um processo corriqueiro, o professor de Harvard quer partir para "editá-lo", "escrever" sobre ele.
Ele vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo seja capaz de identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor, ou os genes de uma bactéria invasora.
Nesse caso, será possível tratá-los com uma simples pílula de antibiótico destinado a combater o invasor.
Doenças genéticas serão identificadas no nascimento, ou possivelmente até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para o interior das células comprometidas e corrigir o problema.
Para fins científicos, Church tem defendido a polêmica ideia de disponibilizar sequências de genomas publicamente, para que cientistas tenham oportunidade de estudá-las.
Church já postou na rede a sua própria sequência de DNA, além de outras dez. O objetivo é chegar a 100 mil.
"Sempre houve uma atitude (em relação à genética) de que você nasce com seu 'destino' genético e se acostuma com ele. Agora a atitude é: a genética é, na verdade, um conjunto de transformações ambientais que você pode empreender no seu destino", acredita Church.
Vanguarda
No laboratório de temperatura controlada de Church, uma bandeja se move para frente e para trás agitando amostras da bactéria E. coli.
Em um processo de quatro horas, os cientistas conseguem ativar ou desativar um só par de bases deste DNA, ou regiões inteiras de genes para ver o que acontece.
Existem 2,2 mil genes – de um total de 20 mil – sobre os quais já se conhece suficientemente para ativá-los ou desativá-los.
Durante a epidemia de E. coli na Alemanha neste ano, foram necessários menos de dois dias para sequenciar o genoma inteiro de uma variedade até então desconhecida.
Os dois equipamentos que deram ao laboratório de Church uma posição de vanguarda no campo da biologia sintética são a segunda versão da máquina de engenharia automatizada de genomas multiplex, ou Mage, e o Polonator, um sequenciador de genomas que pode decodificar um bilhão de pares de genes de uma só vez.
"Ele está começando a levar a biologia sintética a uma escala maior", opina o professor da Universidade de Boston James J. Collins, colega de Church no Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia, em Harvard.
Pé no chão
Entretanto, nem todos compartilham o entusiasmo de Church e sua visão de futuro para os usos e efeitos da biologia sintética.
"É preciso ter a imaginação de George e a sua visão se se quiser fazer progresso. Mas é tolice pensar que ele fará tanto progresso quanto crê", opina o diretor do departamento de Lei, Bioética e Direitos Humanos da Universidade de Boston, George Annas.
Os céticos observam que a humanidade pode até adicionar anos à expectativa de vida dos seres humanos, mas é improvável que a qualidade desta sobrevida aumente tanto.
"Há uma chance estatística de ser atropelado por um caminhão que dificultará chegar aos 150 anos", diz Chad Nussbaum, co-diretor do Programa de Sequenciamento de Genomas e Análises do Instituto Broad de Harvard e do MIT, um instituto do qual Church é associado.
"É maravilhosamente inocente pensar que tudo que precisamos é aprender tudo sobre a genética, e viveremos 150 anos", afirma.
Apesar das ressalvas, Nussbaum afirma que admira a visão do professor Church, assim como sua "genialidade".
"É muito importante pensar grande e tentar fazer coisas malucas", acredita. "Se você não tentar alcançar o impossível, nunca faremos as coisas que são quase impossíveis."
fonte:IG
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Gargalhar age como analgésico, diz estudo
Liberação de endorfina durante risada pode ter ajudado humanos a se unir socialmente, sugere estudo.
Dar uma boa gargalhada libera substâncias químicas que agem como analgésico natural, reduzindo a dor, indica uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.
Para testar a hipótese, os pesquisadores mediram as reações de voluntários à dor - por exemplo, colocando uma sacola de gelo sobre o braço para medir quanto tempo eles aguentavam.
Depois, eles foram divididos em dois grupos - o primeiro assistiu a um vídeo de comédia de 15 minutos, e o outro assistiu a uma filmagem que os pesquisadores consideraram entediantes, como programas de golfinhos.
Quando foram novamente submetidos a dor, os que tinham dado gargalhadas foram capazes de suportar até 10% mais dor que antes de rir, indicou a pesquisa.
Já os que assistiram a programas entediantes foram menos capazes de suportar dor que antes de assistir ao filme.
Euforia
O coordenador da pesquisa, professor Robin Dunbar, acredita que uma risada incontrolável libera endorfina, uma substância química que não apenas gera certa euforia como atua como analgésico.
"É o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito", disse o pesquisador à BBC.
"É exatamente o que acontece quando alguém diz que riu até doer. Soa como uma experiência bastante dolorosa, e é a dor que produz o efeito da endorfina."
A pesquisa indicou que uma risadinha contida não basta; é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito.
Além do quê, nem todos os programas de comedia têm o mesmo resultado. Humor bobo, tais como o de programas como "Mr. Bean", e até mesmo do seriado "Friends", parecem ser mais eficazes.
Já os monólogos de comediantes, no estilo stand-up comedy, não elevaram a tolerância dos voluntários à dor.
"Fico um pouco hesitante de dizer isso, mas tínhamos uma série de vídeos do (bem-sucedido comediante britânico) Michael McIntyre, que achávamos que teria um bom efeito. Mas acho que esse tipo de humor é muito cerebral para gerar grandes gargalhadas", disse Dunbar.
Efeito social
Os pesquisadores não mediram diretamente o nível de endorfina nos voluntários porque isto envolveria a extração de fluidos através de uma longa agulha - um procedimento que provavelmente geraria mau humor entre o grupo e influenciaria os resultados.
Para o professor Dunbar, a pesquisa pode ajudar a explicar o papel do riso no estabelecimento da sociedade humana, dois milhões de anos atrás.
Enquanto todos os primatas são capazes de rir, só os humanos são capazes de gargalhar e, portanto, liberar endorfina através do riso.
A teoria do professor Dunbar é que a endorfina favoreceu a criação de laços sociais entre os indivíduos da espécie.
"Neste estágio, quisemos mostrar que, sim, rir ativa endorfina. O próximo passo será avaliar se dar risadas realmente faz com que grupos fiquem mais próximos, trabalhem em equipe e demonstrem mais generosidade", disse o pesquisador.
Se este for o caso, poderia explicar porque, há 2 milhões de anos, as tribos de humanos uniam até cem pessoas, enquanto a de primatas de grande porte contemporâneos chegavam apenas à metade deste número.
fonte:Estadão
Dar uma boa gargalhada libera substâncias químicas que agem como analgésico natural, reduzindo a dor, indica uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.
Para testar a hipótese, os pesquisadores mediram as reações de voluntários à dor - por exemplo, colocando uma sacola de gelo sobre o braço para medir quanto tempo eles aguentavam.
Depois, eles foram divididos em dois grupos - o primeiro assistiu a um vídeo de comédia de 15 minutos, e o outro assistiu a uma filmagem que os pesquisadores consideraram entediantes, como programas de golfinhos.
Quando foram novamente submetidos a dor, os que tinham dado gargalhadas foram capazes de suportar até 10% mais dor que antes de rir, indicou a pesquisa.
Já os que assistiram a programas entediantes foram menos capazes de suportar dor que antes de assistir ao filme.
Euforia
O coordenador da pesquisa, professor Robin Dunbar, acredita que uma risada incontrolável libera endorfina, uma substância química que não apenas gera certa euforia como atua como analgésico.
"É o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito", disse o pesquisador à BBC.
"É exatamente o que acontece quando alguém diz que riu até doer. Soa como uma experiência bastante dolorosa, e é a dor que produz o efeito da endorfina."
A pesquisa indicou que uma risadinha contida não basta; é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito.
Além do quê, nem todos os programas de comedia têm o mesmo resultado. Humor bobo, tais como o de programas como "Mr. Bean", e até mesmo do seriado "Friends", parecem ser mais eficazes.
Já os monólogos de comediantes, no estilo stand-up comedy, não elevaram a tolerância dos voluntários à dor.
"Fico um pouco hesitante de dizer isso, mas tínhamos uma série de vídeos do (bem-sucedido comediante britânico) Michael McIntyre, que achávamos que teria um bom efeito. Mas acho que esse tipo de humor é muito cerebral para gerar grandes gargalhadas", disse Dunbar.
Efeito social
Os pesquisadores não mediram diretamente o nível de endorfina nos voluntários porque isto envolveria a extração de fluidos através de uma longa agulha - um procedimento que provavelmente geraria mau humor entre o grupo e influenciaria os resultados.
Para o professor Dunbar, a pesquisa pode ajudar a explicar o papel do riso no estabelecimento da sociedade humana, dois milhões de anos atrás.
Enquanto todos os primatas são capazes de rir, só os humanos são capazes de gargalhar e, portanto, liberar endorfina através do riso.
A teoria do professor Dunbar é que a endorfina favoreceu a criação de laços sociais entre os indivíduos da espécie.
"Neste estágio, quisemos mostrar que, sim, rir ativa endorfina. O próximo passo será avaliar se dar risadas realmente faz com que grupos fiquem mais próximos, trabalhem em equipe e demonstrem mais generosidade", disse o pesquisador.
Se este for o caso, poderia explicar porque, há 2 milhões de anos, as tribos de humanos uniam até cem pessoas, enquanto a de primatas de grande porte contemporâneos chegavam apenas à metade deste número.
fonte:Estadão
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