quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bactérias a tiracolo

Cuidado: as bolsas transportam milhares de microorganismos que podem comprometer a saúde.

Não importa se é Prada, Chanel, Louis Vuitton ou aquela comprada na loja da esquina: toda bolsa de mulher serve como meio de transporte para bactérias.

Isso porque, ao longo do dia, ela passeia pelos mais diversos lugares: rua, ônibus, mesa de trabalho e até chão de banheiro público. Percebeu o perigo que cada mulher carrega nos ombros?

“São encontrados coliformes fecais (bactérias das fezes de animais e seres humanos), Salmonella e até Staphylococus aureos, a temida super bactéria”, diz a microbiologista Marta Cristina Souza, professora da Universidade Metodista, de São Paulo.

A contaminação é muito fácil: a bolsa infectada está o tempo todo ao lado da dona e sem grande esforço a bactéria pode ir parar na mão, no copo sobre sua mesa de trabalho e no prato, durante o almoço.

Uma vez no organismo, essas bactérias podem trazer infecções de pele, gastroenterite (que leva a diarreias, cólicas intestinais e vômitos, entre outros sintomas) e até provocar consequências mais graves em pessoas com baixa imunidade. “O Staphylococus é especialmente preocupante porque tem grande resistência aos antibióticos”, explica a especialista.

Bem instalados

Não é só na área externa que esses germes se agarram. Eles também se instalam na parte interna da bolsa. E os objetos ali guardados acabam servindo de agentes facilitadores para a contaminação.

“A bolacha e a fruta que você carrega alimentam as bactérias”, alerta a microbiologista Marta Souza.

O biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como Doutor Bactéria, lembra ainda dos chicletes e balas e diz que os microorganismos gostam particularmente de açúcar e umidade. Daí a pararem na boca é literalmente um pulo. Para evitar problemas, é bom não deixar alimentos de um dia para outro na bolsa, limpar possíveis migalhas e evitar manter embalagens abertas dentro da bolsa por mais de 48 horas.

Nécessaire é outro item essencial na bolsa de uma mulher. E dentro dela, a escova de dentes. A professora da Universidade Metodista diz que é preferível guardá-la em um armário ou gaveta da mesa de trabalho a carregá-la para cima e para baixo. “As cerdas úmidas, fechadas com aquela capinha, formam verdadeiras estufas de microorganismos”.

O celular é um dos objetos mais sujos de uso cotidiano – ele perde apenas para o carrinho de supermercado e para o teclado de computador. E onde a mulher carrega o telefone? Dentro da bolsa, claro.

“Sua sujeira é semelhante à encontrada na sola do sapato”, diz Doutor Bactéria. Para afastar os riscos, vale limpar o aparelho com um pano seco e limpo e, em caso de muita sujeira, com um pouco de álcool isopropílico. Tudo isso com o telefone desligado.

A carteira, claro, não pode faltar. E dentro dela notas de dinheiro que passaram de mão em mão pelos mais variados lugares. Ou seja, o nível de contaminação também é alto.

“Para se proteger, crie o hábito de lavar bem as mãos com água e sabão, pelo menos oito vezes ao dia. Isso pode reduzir em até 80% as chances de contrair doenças infecto-contagiosas”, ensina o biomédico.

Evite a carona indesejável

• Não deixe a bolsa no chão
• Evite levá-la ao banheiro. Se puder, carregue só a nécessaire
• Não coloque a bolsa em cima da pia do banheiro ou sobre a caixa de descarga. Prefira pendurá-la em um ganchinho
• Nunca a deixe sobre a mesa onde você faz suas refeições
• No carro, prefira guardar no porta-malas, que é menos contaminado do que o chão
• Procure limpá-la com pano, água e sabão, no mínimo, uma vez por semana


Fonte:IG

terça-feira, 28 de setembro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Algumas receitas da vovó, de fato, funcionam

Batata gelada para curar dor de cabeça

Funciona mesmo, diz a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Mas a heroína não é a batata e sim a temperatura fria. Qualquer material gelado provocaria o alívio, inclusive uma bolsa de gelo (mais indicado ainda). Funciona porque diminui a inflamação.

Água com açúcar para acalmar

Milenar e eficaz. A solução acalma porque em situações estressantes, o organismo consome mais glicose. O consumo do açúcar equilibra o nutriente no corpo humano. A mesma razão faz as mulheres sentirem a mesma sensação quando comem chocolate durante a famosa Tensão Pré-Menstrual.

Clara de ovo para assaduras

Um pouco de clara de ovo é um santo remédio para assaduras e pode ser usado em bebês e adultos. O produto não apenas alivia o local machucado, como acelera o processo de recuperação da pele. A receita é tão eficaz que os médicos do Hospital A.C Camargo orientam que os pacientes com câncer de intestino – por causa da doença eles sofrem muito com assaduras – a usar o recurso, que é barato e eficiente.

Panela de ferro para anemia

A criança é fraquinha e a avó logo orienta: precisa cozinhar em panela de ferro para melhorar a saúde. Ponto para o conhecimento popular. A orientação faz parte das recomendações de pediatras e ginecologista. O alimento preparado em panelas de ferro absorve mais o nutriente, justamente o que falta em casos de anemia. A prova disso é que as panelas muito usadas ficam com a parte interna “gasta” com o passar do tempo.

Colo de mãe para aliviar a dor

O instinto materno de segurar o filho no colo depois que ele se machuca foi comprovado cientificamente. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) atestou o poder do “colo da mãe” para prevenir dor.
O trabalho foi feito com 640 recém-nascidos, pouco antes de tomarem a vacina contra a hepatite B. Uma parte deles recebeu a injeção direto. A outra, antes da picadinha dolorosa, ficou no colo da mãe, pele com pele, por dois minutos. Por meio da intensidade do choro, feições faciais e frequências cardíacas foi possível detectar que as crianças abraçadas expressaram menos dor. Quando o “colo” foi combinado com a água com açúcar a redução foi 25% das manifestações doloridas. A hipótese é que o efeito analgésico é resultante das substâncias formadas por meio do contato e do cheiro entre mãe e filho, que amenizam a resposta do sistema nervoso à dor.

Alho é bom para o colesterol

Quem certifica a receita é a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O chá de alho atua como um expectorante e um antiséptico natual, o que facilita o controle do colesterol. Basta uma colher de café do bulbo e mais 30 ml de água. Receita fácil e barata, para utilizar duas vezes ao dia antes das refeições. A dica só não vale para crianças com menos de 3 anos, pessoas com gastrite e pressão baixa.

Ameixa preta para prisão de ventre

Sim, a fruta é um laxante natural que pode ser encontrado em qualquer feira ou supermercado. Muitas pessoas não sabem, mas não é só a fruta seca que auxilia no trato intestinal. A fruta in natura também é poderosa, tanto que precisa ser consumida com moderação já que o excesso pode ser prejudicial aos rins. Além de ser boa para prisão de ventre, os médicos recomendam ameixa seca para quem tem hemorróidas.

Gengibre para enjôo de gravidez

Para os quatro primeiros meses de gravidez existe uma receita caseira que é comprovada e recomendada pelas autoridades sanitárias do País: o gengibre é um importante agente contra os enjôos. Faça um chá e tome duas xícaras ao dia. O alimento ameniza os efeitos provocados pela produção de hormônios, que é mais intensa entre o segundo e terceiro mês. Só não vale abusar porque muito gengibre não é bom para quem tem cálculos biliares, problemas de circulação e hipertensão – outra doença perigosa, mas comum em grávidas.

Fonte:IG

domingo, 26 de setembro de 2010

Um exercício para cada tipo de dor de cabeça

Na receita de Silvana Mei, 22 anos, não constam medicamentos como aqueles que se pode comprar na farmácia. A recomendação médica para acabar com a enxaqueca que a atacava duas vezes por semana foi uma só: exercícios físicos.



Assim como ela, mais de 72 milhões de brasileiros sofrem com dores de cabeça todo ano, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Engana-se quem ainda acha que o alívio pode estar nas prateleiras das farmácias. Quando aquela enxaqueca dá sinais de que está chegando, o melhor é correr para a academia.

“No momento do exercício, há a produção de endorfina e serotonina, este último o neurotransmissor do bem-estar. Ele age como uma morfina natural do organismo”, explica a neurologista Carla Jevoux, da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC).

Para que ele seja um "santo remédio”, no entanto, a prática precisa ser regular, ou seja, realizada no mínimo três vezes por semana. “A produção constante desses hormônios é capaz de proteger o cérebro da dor, aumentando o limiar de resistência a ela”, afirma.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina conseguiu expressar os benefícios da atividade física em números. O estudo, que ouviu mais de quatro mil pessoas em todo o país, revelou que um sedentário tem 43% mais dor de cabeça do que alguém que faz exercícios.

Antes de escolher qual atividade física praticar é preciso identificar qual o tipo da sua dor de cabeça.

Tensional

Em muitos casos, o exercício substitui a medicação e a visita esporádica à farmácia é transformada em ida frequente à ginástica. As cefaleias do tipo tensional (como o próprio nome já diz, provocadas por estresse, tensão) são as que apresentam mais melhora com o exercício.

“Em casos de estresse, o ideal são atividades que mudem o foco do pensamento e promovam relaxamento como ioga, alongamento e pilates”, recomenda Rodrigues. Aulas de dança de salão, sapateado, ou balé, por exemplo, também podem entrar na lista.
Saber o que está causando o problema é realmente o ponto chave para que o tratamento seja eficaz. Dores causadas por mudanças bruscas na dieta, por exemplo, pedem outro tipo de interferência. Para estes casos, musculação de alta intensidade com uma hora de duração é o mais indicado.

TPM

Não bastasse a irritabilidade, a sensibilidade exacerbada e a cólica, a tensão pré-menstrual também vem acompanhada da dor de cabeça, mais parecida com a tensional, mas que varia com a oscilação hormonal. Para esses dias, o professor de educação física recomenda exercícios aeróbicos progressivos.

“É melhor evitar o exercício muito intenso sem aquecimento adequado. É preciso ir devagar, aos poucos, ou a dor pode piorar e começar a latejar”, conta. Segundo pesquisa da SBC, 60% das mulheres sofrem de cefaleia durante o período menstrual.
“É um hábito que costuma ser eficiente, já que ajuda na produção de substâncias que não deixam a dor aparecer”, expõe a neurologista.

Enxaqueca

Para manter a enxaqueca longe de você, há duas opções: musculação pesada ou exercícios aeróbios. O importante é que seja vigoroso. “Tem que ficar ao menos ofegante. Um treino bom para isso, por exemplo, pode ser uma caminhada mais forte como andar quatro minutos e correr um. Isso melhora o fluxo sanguíneo e atenua a dor de cabeça”, diz Rodrigues.

Além disso, você pode optar por aulas de spinning, jump (em cima de pequenas camas elásticas) ou boxe, que são intensas. “É possível reduzir a freqüência das crises e a dor passa a ser mais moderada”, diz Carla.

No entanto, se a sua enxaqueca já se instalou, preste atenção na intensidade da dor. Se estiver insuportável, evite o exercício, procure um quarto escuro e relaxe. Mas, se a dor ainda estiver chegando, vale a pena tentar atividades relaxantes como ioga ou alongamento.

Sem receita

Para este remédio, não há contraindicação, mas alguns casos exigem atenção. Quem tem hipertensão, diabetes, outras doenças crônicas ou problemas na coluna deve tomar cuidado. “É preciso ficar atento para a dor gerada pelo exercício. Por isso, é importante uma avaliação prévia. Pode haver compressão de vértebra, por exemplo, que faz pressão no nervo, causando dor”, relata Isaias Rodrigues, professor de educação física da Monday Academia.

A neurologista alerta também para o caso da cefaleia do esforço físico, que aparece depois de uma atividade extenuante. “Em geral, ela aparece se a pessoa está em um lugar de calor, no sol ou em altitudes elevadas. Tem características pulsáteis, mas, diferente da enxaqueca, atinge os dois lados da cabeça. Pode durar cinco minutos ou até dois dias. O importante, nesses casos, é procurar um médico para que ele afaste outro qualquer problema”, alerta Carla Jevoux.


Fonte:IG

sábado, 25 de setembro de 2010

Comida de insetos ganha adeptos

Comidas à base de insetos não estão apenas no reality Hipertensão, da Rede Globo. Populares no oriente, elas estão cada vez mais conhecidas no resto do mundo.

A cigarra faz parte da culinária do México e do Vietnã, assada ou frita. O cupim refogado ao curry pode ser provado na Índia. Os grilos são saboreados na África. E até mesmo em Nova York, existem menus gourmets com as iguarias. No Brasil, a farofa de iça (a formiga tanajura) é servida no interior. No Sesc de São Paulo, um curso sobre sabores asiáticos também inclui a degustação de insetos.

Seu estômago ainda está revirado? Pois superar este tabu pode abrir novas possibilidades para o seu paladar, segundo o chef americano Phil Ross, que criou o cardápio de insetos no restaurante Brooklyn Kitchen. “Quando as pessoas provam, percebem que é realmente bom”, disse ao New York Times.
Além de serem comercializados a granel em armazéns, os insetos também estão em doces e salgadinho, vendidos pela internet. A HotLix oferece pirulitos de verme e até mesmo gafanhotos tostados, que podem ganhar sabor bacon. A Fluker, além de comercializar os animais vivos, tem insetos com cobertura de chocolate e uma espécie de barata para ser degustada frita. A Edible vende tarântulas e doces de escorpiões.

No livro Creepy Crawly Cuisine, a pesquisadora Julieta Ramos explica que existem catalogados no mundo 1417 insetos comestíveis. "O erro de muitas culturas acharem que os insetos são sujos as impediu de aproveitá-los", escreve ela. E esclarece: são cheios de proteínas e mais próximos das lagostas e camarões do que imaginamos. Assim como os crustáceos, são do filo Artrópodes. Com uma vantagem: são mais baratos!

Fonte: GNT



Vai um tira-gosto aí?.....rsrs

Evento Farmácia

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Orégano: a mais nova arma contra o aquecimento global

Suplementos de orégano adicionados à alimentação do gado ajudam a diminuir a emissão de gás metano na atmosfera.





Cientistas da Universidade da Pensilvânia descobriram que suplementos de orégano na alimentação de bovinos ajudam a reduzir em 40% as emissões de metano em vacas, uma dos conhecidos agravantes do aquecimento global. De quebra, o orégano também aumenta a produção de leite.

O metano é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, uma das causas do aquecimento global – ele ajuda a reter na atmosfera parte da radiação solar refletida pela superfície da Terra e absorvida pelos e dióxido de carbono, e com isso as temperaturas aumentam. Comparado com outro gás-vilão, o dióxido de carbono, o metano tem 23 vezes mais potencial de criar o aquecimento global. E um dos maiores emissores do gás são os animais ruminantes, como bovinos, ovinos, caprinos e cervos – a pecuária responde por 16% das emissões totais de metano no planeta.

O gás é produzido naturalmente pelos animais em um dos quatro estômagos do complexo sistema digestivo. Quando a vaca digere seu alimento, bactérias presentes no rúmen – o maior dos estômagos – fermentam o material para liberar seus nutrientes, e um dos subprodutos é o metano. Quanto mais fibra presente na dieta, maior a emissão de metano.

Mas o orégano, em forma de suplemento adicionado à ração, inibe as bactérias metanogênicas, o que reduz a produção de metano. “Ele aparentemente também inibe outras espécies de bactéria, mas isso não afeta a fermentação global no rumem”, disse Alexander Hristov, autor do estudo.

As oito vacas do experimento produziram um litro e meio a mais de leite do que as que não tomaram o suplemento de orégano. Hristov acredita que isto esteja atrelado ao fato das vacas deixarem de perder de energia com o gás metano, que são cerca de 7% da energia bruta do alimento. Desta forma, elas podem usar a energia que seria usada na transformação do metano para a síntese do leite.

O professor vai continuar seu estudo. Ele pretende fazer testes em outras oito vacas. “O orégano é muito caro para servir de alimento para o gado, vamos estudar os componentes do orégano para que possamos criar um suplemento sintético”, disse ao iG.

Hristov disse que alguns compostos presentes no orégano, como carvacrol, geraniol e timol, parecem desempenhar um papel mais importante na supressão de metano. Identificar os compostos ativos é importante porque compostos puros são mais fáceis de produzir comercialmente e mais econômica para os agricultores a usar.


fonte:IG

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Gordura de lipo pode ajudar na regeneração muscular




Pesquisa com células-tronco são polêmicas, sobretudo quando a matéria-prima usada é embrionária. Por isso, as células-tronco adultas têm uma grande vantagem: são descarte biológico, ou seja, polpa de dente de leite, tecido do cordão umbilical e gordura de lipoaspiração. Esta última fonte mostrou-se a melhor das três para a regeneração muscular, segundo estudo do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP publicado neste mês no portal científico PubMed. Liderada pela professora Mayana Zatz, a pesquisa comparou o potencial de diferentes fontes de célula tronco (cordão, dente e gordura) para atuar especificamente sobre músculos.

Em testes in vitro, as três fontes se mostraram igualmente capazes de se transformar em célula muscular. Na segunda etapa do estudo, os pesquisadores injetaram células-tronco oriundas de cordão umbilical e tecido adiposo em camundongos com distrofia muscular. "Tivemos uma surpresa. As células têm uma espécie de memória da onde vieram e uma vocação maior para se tranformar em um tipo ou outro de célula", afirma Mayana. Como resultado, as células do tecido adiposo tiveram maior vocação para formar músculo. Segundo pesquisas recentes, as células do cordão umbilical têm bons resultados na tranformação em tecido ósseo, bem como as de polpa de dente de leite.
Para que sejam usadas, essas três fontes passam por um cultivo especial.

A gordura que veio de uma cirurgia de lipoaspiração, por exemplo, é lavada (para tirar o sangue que vem com ela), depois caracterizada, cultivada e só então pode ser chamada de célula-tronco. Nessa etapa, ela terá de ser capaz de formar quatro tipo de linhagens: osso, músculo, cartilagem e gordura. "Numa lipo tem muito mais material. As melhores células-tronco não são de pessoas obesas, mas daquelas que têm só um pneuzinho", afirma. E não é difícil conseguir o material, já que mulheres e homens estão cada vez mais adeptos desse tipo de plástica. Mais abundante do que a polpa de um pequeno dente-de-leite, sem dúvida.

Fonte: Revista Época.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Alimentos: os top 5 da contaminação

Na rua ou em casa, eles podem estar infectados de bactérias nocivas à saúde. Veja como se proteger.

Quem nunca teve um mal-estar, acompanhado de dor de barriga e vômitos depois de comer alguma coisa na rua?

Só no ano passado, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), do governo do Estado de São Paulo, notificou 7253 casos de doenças transmitidas por água e alimentos (DTA) – tendo como agentes bactérias como a Salmonella e a E. coli, entre outras. Desse total, foram 384 surtos e seis óbitos.

O perigo que pode estar no carrinho de cachorro-quente e no restaurante próximo ao trabalho também pode ser encontrado na geladeira de casa.
“Todos os alimentos são de riscos se preparados sem higiene e/ou mantidos sem refrigeração ou aquecimento adequado”, alerta Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Centro de Vigilância Epidemiológica/SES-SP.

Na rua

Alguns alimentos exigem cuidado dobrado antes de serem colocados no prato, ainda mais quando não se conhece a sua procedência. Confira os cinco alimentos mais relacionados a riscos de contaminação nas ruas:

Ovo

Pode abrigar a bactéria Salmonella, que causa diarreia, febre e vômitos, e até óbito em crianças, gestantes e pessoas com o sistema imunológico debilitado. “O maior risco é ingerir mal cozido (com a gema mole) ou cru (usado em alguns preparos como a maionese)”, alerta a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital Bandeirantes, de São Paulo.
Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria, um em cada 200 ovos em uma granja pode conter a Salmonella. A dica é optar pelo produto pasteurizado. “O processo de pasteurização elimina a bactéria”, diz o especialista. Acontece que na rua nem sempre é possível confiar na procedência do alimento.
“Se o ovo estiver contaminado, a alta temperatura do cozimento será capaz de eliminar o microorganismo”, completa a nutricionista Jaqueline Bernardini, da Clínica Medicina Integrada, de São Paulo.

Folhas

Larvas e bactérias podem estar escondidas entre as folhas verdinhas expostas nas travessas dos restaurantes a quilo. “Só lavar com água não basta. É preciso realizar uma desinfecção química para eliminar os microorganismos”, explica a nutricionista Patrícia Ramos. Isso significa que antes de serem oferecidas ao consumo, as verduras devem ficar mergulhadas por pelo menos 15 minutos em uma mistura de água e água sanitária (hipoclorito de sódio) – para cada litro de água, uma colher de sopa de água sanitária de boa procedência e não odorizada.
Não é o caso de eliminar a salada do prato, claro. “Mas fique atento à higiene do local e às condições de preparo e armazenamento dos alimentos”, reforça Maria Bernadete de Paula Eduardo, do CVE.

Carnes

Espetinhos, churrasquinhos, sanduíches de carne assada podem conter a bactéria Clostridium perfringens, causadora de cólicas e diarreia. Esse microorganismo é resistente muitas vezes até ao cozimento. “A carne deve ser armazenada sempre em temperatura inferior a cinco graus. Na hora de consumir, opte pela preparada na hora e bem passada, sendo mantida acima de 60 graus”, ensina Dr. Bactéria.

Cachorro-quente

O problema principal está na salsicha, que pode conter a bactéria Listeria monocytogenes. Após sua ingestão, costumam aparecer diarreia e fortes cólicas abdominais, por 24 horas. Não é indicado consumir a salsicha que esteja fora de refrigeração, crua ou aquela mergulhada há horas na panela do carrinho de cachorro-quente, a não ser que a água emane vapores, isto é, esteja acima de 60 graus.
“Ela deve ser cozida na hora e por cinco minutos após levantar fervura”, aconselha Dr. Bactéria. Cuidado ainda com o purê que acompanha o sanduíche: por ser preparado com leite e muitas vezes ficar exposto inadequadamente – o que também pode causar problemas.

Maionese

Para passar a ideia de saborosa e sem aditivos químicos, muitos comerciantes oferecem a “maionese caseira”. Além do risco da contaminação pelo uso de ovos crus no preparo, a falta de higiene da embalagem (bisnagas) e a refrigeração inadequada transformam o alimento em uma bomba de contaminação.
“Nunca coma maionese feita com ovos crus ou em embalagens que ficam fora da geladeira. Prefira os sachês industrializados para maionese, mostarda e catchup”, diz Maria Bernadete.

Em casa

Nem a segurança do lar está imune aos microorganismos. Aliás, pesquisas apontam que a maior parte dos casos de contaminação acontece dentro de casa. Conheça os top 5 da contaminação residencial.

Sobras do almoço

Aquele arroz com feijão que sobrou do almoço podem ficar para o jantar e até para o dia seguinte. Desde que manipulados de maneira adequada. “Tire das panelas, acondicione-os em outro recipiente e leve-os à geladeira”, ensina Jaqueline Bernardini.
“Pode guardá-los até mesmo quentes. Isso não estraga a geladeira, nem a comida”, diz Dr. Bactéria. Mas até que esfriem, mantenha o recipiente aberto. “Aquelas gotículas de água que se formam na tampa (umidade) podem facilitar a proliferação de bactérias”, completa a nutricionista.
A geladeira doméstica geralmente trabalha a 10 graus: nessa temperatura é capaz de conservar a comida por 24 horas. Se estiver a cinco graus, o prazo se estende até três dias. Agora, se a sobra foi grande e não será consumida rapidamente, melhor congelar.

Frios

Retire-os da embalagem original e coloque-os em recipientes com tampas. Na hora de se servir de uma fatia, utilize um garfo, evitando manipular o alimento com as mãos. “Consuma-os em até dois dias”, sugere a nutricionista da Clínica Medicina Integrada. Ranço e gosma na superfície dos frios significam microorganismos em ação – e problemas de contaminação na certa se forem ingeridos.

Bolo de aniversário

Geralmente recheados e preparados com leite e ovos, eles costumam ficar expostos, enfeitando a mesa do aniversariante.
“Esse tipo de alimento não pode ficar mais de duas horas em temperatura ambiente, sob o risco de favorecer a proliferação de bactérias e toxinas”, alerta Dr. Bactéria.
Mas o risco maior está na hora de apagar as velinhas. “O aniversariante assopra e espalha gotículas de saliva cheias de Staphylococus aureus, que podem produzir toxinas que provocam intoxicações com náuseas e vômitos.

Palmito

Ao comprar o produto verifique as informações da embalagem: o rótulo deve conter a data de validade, o número do lote e os dados do fabricante. Um alimento de má procedência pode conter a toxina botulínica, bactéria transmissora do botulismo, doença que pode levar à morte.
”Palmito em conserva só deve ser adquirido de marca e estabelecimentos confiáveis. Por ser um vegetal mole, ele não resiste a altas temperaturas e para que não venha desenvolver a toxina botulínica deve ser preparado industrialmente com quantidades de ácido e sal adequadas. As conservas clandestinas, caseiras ou adquiridas em beira de estrada são de extremo risco”, avisa Maria Bernadete, do CVE. E antes de consumi-lo em casa, a recomendação é fervê-lo durante 10 minutos.

Enlatados

O cuidado aqui é com a embalagem. “As latas têm um verniz interno, que preserva seu conteúdo. Pequenas batidas podem romper essa proteção e comprometer o alimento”, diz a nutricionista Patrícia Ramos. É importante também higienizá-las (lavar com água e detergente) antes de abri-las.
“Ao abrir, verifique se não contém bolhas, como se estivesse fermentado. Drene a água e consuma ou prepare imediatamente. Se não for utilizar todo conteúdo da lata, retire da embalagem, coloque em outro recipiente com tampa, marque a data e consuma em até três dias”.



Fonte:IG

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Cientistas desenvolvem rim implantável

Equipe cria primeiro rim artificial que poderá ser implantado em humanos.

Pela primeira vez, uma equipe de cientistas conseguiu desenvolver um rim artificial que poderá ser implantado em seres humanos. Ele será capaz de substituir as seções de diálise e as longas filas de espera por um transplante.

A equipe da Universidade da Califórnia anunciou nesta semana que conseguiu desenvolver um protótipo funcional do rim, mas ainda em grande escala – o dispositivo é quase do tamanho de uma sala. Eles pretendem usar os processos usados na fabricação de chips de silício para reduzir o órgão artificial para o tamanho de um órgão natural.

É a primeira tecnologia deste tipo que poderá ser reduzida e implantada em doentes. Os cientistas usaram as mais modernas técnicas da nanotecnologia e da geração de tecidos para desenvolver o sistema.

O dispositivo usa milhares de filtros minúsculos para retirar as impurezas do sangue. Enquanto isso, um cartucho feito de células renais artificiais deverá copiar outras tarefas dos rins, como seu papel metabólico. O sistema usará a força da pressão sanguínea do próprio paciente para fazer o filtro funcionar e bombear o sangue.





fonte:Revista Galileu

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

cartão pré-pago para serviços médicos

Quem acha que os planos de saúde são demasiadamente caros porém não quer depender somente do sistema público tem uma alternativa: o cartão pré-pago para serviços médicos.

O usuário adquire um desses cartões e o carrega com créditos da maneira que achar melhor para depois utilizá-lo em clínicas e consultórios conveniados.

Cada consulta sai por R$ 50. Pode-se também fazer exames diversos pelo mesmo valor que as operadoras de plano de saúde repassam aos laboratórios –um preço bem inferior, portanto, ao que se gastaria com o serviço particular. Por exemplo, em São Paulo, uma consulta médica custa a partir de R$ 150.

No momento, o cartão está disponível em algumas partes do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Minas Gerais e do Pará, e em breve também será encontrado na Bahia e no Paraná. As emissoras do instrumento são diferentes em cada localidade.

“Essa ferramenta facilita o acesso rápido a bons serviços e bons profissionais. Na rede pública, às vezes demora muito para se conseguir marcar uma consulta, o que posterga o início do tratamento. Começar a cuidar de um problema cedo melhora o prognóstico para a doença”, diz Euclides Carpi, presidente da federação de Unimeds do Rio, que lançou a ideia. O cartão da empresa se chama I-Saúde e circula no norte fluminense, no sul capixaba e na região de Pouso Alegre, em Minas.

O instrumento não serve, entretanto, para procedimentos que requeiram internação.

Fora do circuito das Unimeds, o cartão possui a bandeira da rede Sempre e é oferecido por empresas do ramo, como farmácias. Esse é o caso do Pará, onde começará a ser emitido pelo grupo Extra Farma, de Belém.

A recarga pode ser realizada em pontos autorizados e também por meio de boleto bancário.

“Conforme a estrutura for crescendo, o cliente poderá usar o cartão em qualquer clínica credenciada no Brasil”, explica Alberto Techera, diretor da unidade de negócios de saúde da APPI Tecnologia, responsável pelo sistema. A rede ainda possui um programa de fidelidade, que concede pontos de acordo com o uso da ferramenta, os quais podem ser trocados por serviços.

A expectativa da companhia é alcançar 10 milhões de cartões em dois anos. Atualmente, são cerca de 60 mil usuários. Há 600 estabelecimentos médicos conveniados.


fonte:IG

WWF

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