quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cadela Lilica enfrenta perigos de rodovia para alimentar outros animais

Há três anos, ela percorre 2 quilômetros para garantir o jantar dos bichos.
Moradora em um ferro velho, Lilica divide o espaço até com uma mula.

Do G1 São Carlos e Araraquara


Em meio à sucata de um ferro velho, em São Carlos (SP), descansa um exemplo de solidariedade. A cadela Lilica mora no local e divide o espaço com um cão, um gato, um galo, uma galinha e até uma mula. Todas as noites, os bichos têm o jantar garantido porque Lilica faz a parte dela.
Quando a tarde vai embora, a cadela cumpre rigorosamente uma missão. O destino é casa da professora Lúcia Helena de Souza, que cria 13 cachorros e 30 gatos, todos recolhidos da rua. Depois de servir o jantar da turma, a professora prepara uma marmita para Lilica.

“Eu percebia que ela comia e ficava olhando para o que tinha na sacola. Aí uma vizinha disse que dava e impressão de que a cadela queria levar o resto da comida. Aí nós amarramos e ela pegou a sacola e levou. Daquele dia em dia a gente faz isso”, conta Souza.

O encontro é pontual, ocorre sempre por volta das 21h30. A cadela mata a fome, pega a sacolinha com o alimento separado pela professora e segue de volta ao ferro velho. São dois quilômetros de caminhada na lateral de uma estrada bem movimentada. No escuro, a pista fica ainda mais perigosa, mas Lilica atravessa com segurança e em poucos minutos chega com o jantar dos outros animais.

Lilica carrega marmita preparada pela professora Lúcia para os outros animais (Foto: Reprodução/EPTV)
Lilica carrega marmita preparada pela professora
para os outros animais (Foto: Reprodução/EPTV)
 
A catadora Neile Vânia Antonio, que encontrou Lilica abandonada ainda filhote na porta do ferro velho, pega a sacola e abre para todos os bichos do local comerem. O que sobra fica para o café da manhã. A história se repete todos os dias, há três anos.

Dona Neile diz que desde que viu a cadela pela primeira vez percebeu que ela era diferente. “A gente que é humano não faz isso. Algumas pessoas até escondem e não querem dividir o que tem. Ela não, Lilica é um animal excepcional”, afirma.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Menor com autismo é abandonado dentro de escola em Taboão da Serra


Van de Centro de Reabilitação quebrou e não pôde levar o jovem para casa


25 de setembro de 2012 | 4h 32

Ricardo Valota, O Estado de S.Paulo
 
 
SÃO PAULO - O adolescente M., de 17 anos, com autismo, foi encontrando abandonado, na noite de segunda-feira, 24, no interior do Centro de Reabilitação Social(CRS) Municipal Renato Feliphe Hanai Mendes, localizado na altura do nº 80 da Rua João Floriano, no Jardim Vitória, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

Ao chegarem no CRS, familiares viram o local fechado; jovem estava trancado e sozinho na secretaria - Google Maps
Google Maps
 
Ao chegarem no CRS, familiares viram o local fechado; jovem estava trancado e sozinho na secretaria.
 
Eram 17 horas quando funcionários do estabelecimento ligaram para os familiares do menor informando que a van que faz o transporte dos alunos havia quebrado e que alguém da família deveria ir até o Centro de Reabilitação para buscá-lo. Quando os parentes do adolescente chegaram, o estabelecimento já estava fechado. Eles então voltaram para casa pensando que outro veículo havia então levado o rapaz, porém o jovem não voltou para a residência.

Segundo o guarda municipal 2ª Classe Marcelo Blanco os parentes foram até a delegacia para prestar queixa, porém o delegado disse que deveriam esperar mais um pouco para poder registrar boletim de ocorrência de desaparecimento. Já estava escuro quando a Guarda Municipal foi acionada pela família do adolescente. "Nós fomos até a escola e, como já estava fechada e não havia vigia algum, resolvemos pular o muro. Nós iluminamos a janela da secretaria e o rapaz então puxou a cortina e pudemos vê-lo. No momento em que entramos no local ele estava muito agitado e espalhado tudo lá dentro.", relatou Blanco.

Os parentes disseram aos guardas que o adolescente estava com fome e já havia passado do horário de tomar os medicamentos. Os pais do rapaz, segundo Blanco, são surdos-mudos e a foi irmã mais velha dele, de prenome Ariane, quem registrou queixa após a localização do jovem. A reportagem tentou falar com a diretora do CRS, Selma Basílio, mas ela já não estava mais na delegacia e não foi encontrada.

"Nós conversamos com ela (Selma) e ela disse que não pôde estar nesta segunda-feira na escola porque teve que resolver alguns assuntos pessoais e foi justamente neste dia que ocorreu o problema.", acrescentou o guarda municipal. Segundo os policiais do 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, o delegado plantonista estava ocupado com um flagrante de porte ilegal de arma e informou que a reportagem deveria solicitar uma cópia do boletim de ocorrência à Secretaria de Segurança Pública. O caso foi registrado como "periclitação de vida e saúde de outrem".

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Bebês gerados a partir de ‘três pais’ estariam livres de doenças genéticas

Manipulação genética livraria criança de doenças hereditárias
Manipulação genética livraria criança de doenças hereditárias Foto: Mônica Imbuzeiro /
O Globo
 
O governo britânico realiza uma consulta pública no país para decidir, até o dia 7 de dezembro, se legaliza ou não a manipulação genética de um bebê cujos pais têm problema hereditário. Para eliminar as características genéticas negativas que causam doenças ainda hoje incuráveis para pais, filhos e netos, a técnica apelidada de “três pais” usa material genético de três indivíduos diferentes. Uma “mãe externa” doa parte de seu DNA para substituir os genes doentes da mãe.
O que está em discussão é uma técnica recente, que ainda nem tem nome científico. O procedimento é parecido com a inseminação artificial: o espermatozoide do pai fertiliza o óvulo materno em laboratório, fora do útero da mulher, para depois ser reinjetado no corpo da mãe. A diferença está no material genético.
Primeiramente, retira-se o óvulo da mãe que tem um defeito congênito que desencadeia, por exemplo, a distrofia muscular. A medicina moderna ainda não encontrou uma forma de vencer essa terrível doença: a musculatura vai se degenerando de maneira rápida e crescente, e o paciente quase sempre acaba em uma cadeira de rodas.
O gene da distrofia muscular se manifesta principalmente em homens, mas está no cromossomo X (da mulher). Isso significa que as mulheres, embora não manifestem a doença, carregam o gene “contaminado” consigo.
O que os cientistas fazem neste novo método é coletar o óvulo da mãe, retirar apenas o núcleo e injetá-lo em uma célula de outra mulher, criando um novo óvulo. Lá dentro, haverá os genes do núcleo da mãe biológica, mas as mitocôndrias serão as da mãe doadora.
Depois, cientistas fertilizam esse óvulo com um espermatozoide do pai e recolocam o óvulo no útero da mãe. Nove meses depois, nasce uma criança com um pai e duas mães.
Cientistas acreditam que esse mecanismo pode ser a cura para todas as doenças congênitas. O bebê nascido dessa maneira tem 99% de material genético dos pais biológicos e apenas 1% da "mãe externa", mas está totalmente livre do risco da doença, bem como todos os seus descendentes.
A aprovação de uma medida como essa por parte do governo britânico, no entanto, levanta discussões. Há quem se pergunte como fica a identidade de uma criança ao saber que possui, mesmo que biologicamente, três genitores. Outros argumentam que isso é um preço muito pequeno a se pagar para que possamos, no futuro, erradicar todas as doenças genéticas da face da Terra. Os ingleses, pioneiros no assunto, terão dois meses e meio para pensar sobre isso.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/bebes-gerados-partir-de-tres-pais-estariam-livres-de-doencas-geneticas-6164910.html#ixzz27NraHwb3

Medicamentos genéricos: simplificando e nacionalizando os testes

 
Jornal do BrasilVera Maura Fernandes* e José Roberto Castilho Piqueira** 
 
 
O mercado farmacêutico no Brasil movimentou, em 2011, R$ 43 bilhões e vem crescendo a taxas de dois dígitos percentuais nos últimos cinco anos. Como o principal comprador é o governo, seja na esfera federal, estadual ou municipal, há, portanto, um grande aporte de recursos públicos nessa importante área.

Deve-se considerar, entretanto, que a indústria fornecedora importa 80% dos insumos básicos e, dos 20 maiores laboratórios ditos nacionais, só dois são brasileiros de origem e ficam na terceira e décima sexta posição, em termos de participação no mercado.

Os insumos, predominantemente importados, são transformados em medicamentos ditos de referência, quando a formulação é a original. As cópias dessa formulação que utilizam os mesmos insumos são vendidas como medicamentos similares ou genéricos.

O registro dos genéricos obriga a demonstração pela indústria de que o comportamento em 10 seres humanos saudáveis com respeito à absorção, metabolismo e excreção, medidos pela farmacocinética, é semelhante ao da preparação original. Isso é feito uma única vez, na ocasião do registro.
Há, entretanto, um método para a medida de bioeficácia que foi desenvolvido a partir de um modelo experimental, totalmente feito no Brasil, por Hiss Martins-Ferreira e Gilberto Oliveira e Castro, e de um contexto teórico fundamentado na teoria de sistemas excitáveis.

Em um estudo comparativo sobre a bioeficácia e formulações, realizado na Universidade de Hohenheim, em colaboração com a Anvisa e publicado este ano no periódico The Open Pharmachology Journal, ISSN: 1874-1436 - Volume 6, 2012, 1-11, foi demonstrado que é possível comparar a eficácia e segurança de insumos, preparações e novos compostos de forma simples e barata que pode ser repetida lote a lote.

Nesse estudo, insumos e preparações foram comparados, e o método demonstrou a mesma sensibilidade da ferramenta química usada atualmente, isto é, a cromatografia (HPLC). Além disso, a robustez do novo método foi validada. Os resultados corroboraram fatos interessantes: o medicamento similar, obtido pela cópia fiel da formulação de referência, com rigorosa reprodutibilidade, foi o que obteve melhores resultados, mesmo com pequena variância na preparação referência.

Outro genérico com a mesma fórmula, mas com maior variância na composição, apresentou, quando testado pelos novos métodos, resultados também mais variáveis na bioeficácia. Um terceiro mudou a formulação e os testes pela nova metodologia indicaram mudanças consideráveis na farmacocinética (absorção e distribuição) e na farmacodinâmica (comportamento em modelo biológico).
Entretanto, pelo que se sabe, os dois — o de grande variância nos componentes lote a lote e o de fórmula alterada — receberam o mesmo registro. Fica, então, a hipótese de que o novo método, baseado na dinâmica de sistemas excitáveis, além de nacional, mais prático e mais barato, é superior tecnicamente ao modelo adotado atualmente.

A importação de insumos levou a Anvisa à resolução (resolução RDC 57/2009) de registrá-los. A quantidade de fornecedores internacionais, particularmente da China e da Índia, exige a criação de plataformas que gerem bancos de dados para o controle de qualidade das aquisições.
Essa é mais uma vantagem da nova metodologia de testes: sistematização de conhecimento em plataformas robotizadas, permitindo a criação de banco de dados, descentralizando o controle e aquisição da tecnologia pelas indústrias ou por grandes compradores como as farmácias dos hospitais públicos.

Isso evitaria acidentes como aquele de um dono de indústria do Rio de Janeiro que resolveu sintetizar o contraste sulfato de bário. A contaminação com carbonato matou onze pessoas. Caso houvesse, ao seu alcance, método padronizado de testes em modelo biológico rápido e barato, isso seria evitado e daríamos um passo importante para a independência na produção de insumos e não para a tragédia.
Nosso amigo Henrique Del Nero nos ensinou que cérebros são individuais, mas mentes sempre coletivas. Neste século 21, a criação de poderosas mentes coletivas baseadas na tecnologia de informação vai revolucionar todos os campos de conhecimento.

A química orgânica já começou a sistematizar todas as vias conhecidas de síntese de compostos em memória coletiva ao alcance de todo neófito. O modelo desenvolvido por Hiss Martins-Ferreira e Gilberto Oliviera e Castro já acumula 60 anos de pesquisa básica e está pronto para a sistematização.
É um exemplo de serventia da universidade modelo tradicional e de pesquisa básica, feita pela curiosidade do saber que acaba dando frutos tecnológicos inesperados.

*Vera Maura Fernandes de Lima é professora titular da UFSJ e pesquisadora do LIM-26 da FMUSP; **José Roberto Castilho Piqueira é vice-diretor da Poli-USP.

Tratamento com águas salinas alivia inflamações ligadas a doenças

Pesquisa comprova que banho ou aplicação de solução hipertônica no organismo são eficazes para reduzir marcadores inflamatórios

 
Cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriram que a imersão em uma solução com alta concentração de sal (solução hipertônica) pode reduzir as inflamações do organismo.
A pesquisa também revela novos indícios de que uma solução simples, usada em soros intravenosos, é um tratamento eficaz para reduzir inclusive danos causados por derrames no cérebro.
O pesquisador Pablo Pelegrin e seus colegas estudaram os efeitos dos banhos com agua salina em nível celular, mostrando como a solução provoca um "inchaço" das células, que tem como efeito um controle das inflamações.
Eles descobriram que os glóbulos brancos, células ativas do sistema imunológico, incham de maneira similar ao que ocorre quando os tecidos incham ao redor de um ferimento.
Os experimentos realizados em animais também deram um embasamento ao uso dos fluidos hipertônicos para reduzir a inflamação no cérebro, em situações como acidentes vasculares cerebrais e epilepsia.
"As soluções hipertônicas têm sido usadas no tratamento do derrame há muitos anos. Os médicos descobriram que seu uso não apenas reduz o inchaço cerebral, como também alivia a inflamação. No entanto, como não há um alvo molecular para as soluções hipertônicas, tem havido muita controvérsia sobre o tratamento. Nós identificamos um alvo para a solução salina bloqueando o inflamossoma NLRP3, que aciona os mediadores inflamatórios em nível molecular", afirma Pelegrin.

Banhos anti-inflamatórios

Estudando os benefícios da solução hipertônica usada fora do corpo, os pesquisadores descobriram que a solução salina produz um gradiente osmótico através da pele, o que explica porque as águas termais de balneários que normalmente têm alto teor de sais, aliviam as dores de condições como a artrite reumatoide.
Tanto em bandagens embebidas com a solução, quanto com a imersão direta na água salinizada, a inflamação foi reduzida.
"Esta pesquisa abre oportunidades para o uso de soluções hipertônicas para o tratamento de doenças inflamatórias, como a artrite. O que nós descobrimos tem potencial para ajudar inúmeros pacientes", concluem os autores.
 
 
Fonte: ISaude.net

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Pais descobrem que bebê que deram à adoção virou campeã paraolímpica


 

Foto: Getty
 
Pais biológicos assistiram aos Jogos Paraolímpicos sem saber que nadadora era sua filha
Um casal russo que deu sua filha portadora de deficiência para adoção disse à mídia de seu país ter descoberto que a menina é a nadadora americana Jessica Long, medalhista de ouro na Paraolimpíada de Londres 2012.
O casal disse querer conhecer a para-atleta, que foi adotada por um casal americano.
 
Natalya e Oleg Valtyshev, que deixaram a menina em um orfanato na Sibéria pouco depois do seu nascimento, chegaram a assistir às competições de Jessica Long pela televisão sem saber quem ela era.
Em entrevista a um canal de TV russo, eles dizem estarem orgulhosos da garota.
Long já disse em entrevistas que gostaria de ir à Rússia após os Jogos Paraolímpicos para encontrar a família, mas ainda não se pronunciou sobre a aparição dos pais.

Sugestão dos médicos

Jessica Long, que foi chamada de Tatiana ao nascer, foi adotada por um casal americano quando tinha um ano de idade. Ela vivia em um orfanato na cidade de Bratsk, na Sibéria, há cerca de 3,7 mil quilômetros de Moscou.
A menina, que cresceu em Baltimore, nos Estados Unidos, nasceu sem tornozelos, joelhos e sem a maior parte dos ossos dos pés.
Ainda antes de deixar a Rússia, ela teve a parte inferior das pernas amputadas para usar próteses e aprender a andar.
Anos depois, Jessica se tornou atleta paraolímpica e ganhou 12 medalhas de ouro em três edições dos Jogos.
Após a paraolimpíada de Londres 2012, seus pais biológicos foram encontrados por jornalistas russos e se emocionaram ao falar da menina.
Segundo o jornal Siberian Times, a mãe da para-atleta disse "sentir muito" por tê-la dado para a adoção.
"Na época eu tive medo. Tive que deixá-la para trás. Mas eu cheguei a pensar em pegá-la de volta", afirmou.
"Eu estava sozinha na Sibéria, sem minha mãe e meu pai. Para onde eu iria com ela? Os médicos disseram para eu deixá-la, disseram que eu não podia ajudá-la. Eu a chamei de Tatiana, como minha irmã mais velha."
O pai, Oleg Valtyshev, que tinha 17 anos à época do nascimento da menina, disse que o casal foi pressionado pelos médicos para deixar a menina.
"O que eu poderia ter dito? Eu não poderia ter dito nada porque não estava preparado para isso. Eu fiquei muito chocado com a coisa toda", disse ele.
"Mas não quero falar contra os médicos. Eles disseram: 'A garota tem deformidades e vocês são jovens, vai ser difícil'."
Desde então, o casal teve três outras filhas incluindo outra menina portadora de deficiência. Dasha, de 13 anos, tem características semelhantes às de Jessica e vive com os pais.

'Orgulho'

Natalya e Oleg afirmaram ao canal de TV que tinham a intenção de buscar a filha quando pudessem, mas que ela foi adotada antes.
"As crianças geralmente são mantidas no orfanato até os três anos, e eu tinha certeza de que ninguém iria adotá-la. Eu me informava sobre ela, sabia que ela estava linda, que todos a amavam", disse a mãe.
"No dia 6 de julho de 1993 eu dei à luz minha segunda filha Nastya (Anastasia) e no dia 9 de julho soube que um casal de americanos a adotou."
Nastya descobriu aos 19 anos que tinha uma irmã. Ao canal russo, ela disse que sua mãe confessou que deu Tatiana para a adoção, mas que parecia traumatizada demais para falar a respeito.


Fonte: BBC Brasil

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