sexta-feira, 29 de abril de 2011

Programa Estação Pet

Os amantes dos animais que estavam um pouco órfãos desde o fim do programa “Late Show”, há dois anos, já podem comemorar: desde o dia 17 de abril, podem acompanhar o “Estação Pet”, um novo programa destinado a defesa dos animais pela TV aberta, apresentado por Luísa Mell, que comandou a extinta atração exibida pela Rede TV, de 2002 a 2008.

O programa “Estação Pet” estreou pela Rede Gazeta, e será exibido em todos os domingos pela emissora, no horário das 19h00 às 20h00. O programa de estréia contou com uma platéia formada por amigos, familiares da apresentadora, representantes de Organizações Não Governamentais (ONG’s) de proteção aos animais, e apresentadores da emissora, como o seu colega Ronnie Von.

Desde 2002, quando começou a apresentar o extinto “Late Show”, a loira comandava resgates de animais feridos ou abandonados e participava de campanhas educativas, ecológicas e de defesa dos seres vivos. Apesar do sucesso de público e de faturamento, o programa saiu do ar em 2008.

Mesmo fora do ar, Luísa continuou a defender os animais em seu site pessoal, através de campanhas. No início de 2011, a loira comandou uma campanha que arrecadou medicamentos e rações para os animais da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, que foi atingida por uma forte enchente sem precedentes.

O novo programa comandado pela apresentadora de 32 anos traz os principais assuntos que fizeram parte de sua carreira: reportagens sobre animais, para a investigação de maus tratos, resgates de animais, entrevistas com famosos e veterinários, e outras curiosidades.

Luísa divide o palco com o vira-lata Jaimão, e também com convidados especiais em cada programa, para o debate de temas variados. A apresentadora tem a intenção de levar temas interessantes sobre o Mundo Pet, mostrando as diversas opiniões sem causar polêmicas.

Uma das principais atrações do “Estação Pet” é o quadro“Resgate”. Nele, Luísa e uma equipe de profissionais ajudam animais feridos ou abandonados, em que os tratam e posteriormente os disponibilizam para adoção no programa.

Por isso, se você gosta de animais e acha o domingo um pouco monótono para assistir TV, agora tem uma nova opção: o programa “Estação Pet”, que vai ao ar às 19h00, pela TV Gazeta.

Por Selma Isis


fonte:www.zevariedades.com

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Projeto de Lei para Dia Nacional das Pessoas com Doenças Raras é apresentad​o no Senado

Eduardo Suplicy assume a causa das Pessoas com Doenças Raras

É com imensa satisfação que o Instituto Baresi informa que o Senador Eduardo Suplicy do Estado de São Paulo assumiu a causa das Pessoas com Doenças Raras. O senador apresentou a proposta do Dia Nacional das Pessoas com Doenças Raras, em Reunião Extraordinária da Comissão Permanente de Direitos Humanos e Legislação Participativa. As notas taquigráficas da sessão estão no anexo.

Notas de apoio devem ser enviadas a SECSUPLICY@senado.gov.br e eduardo.suplicy@senador.gov.br.

Manifestos de apoio ao Instituto Baresi devem ser enviados para instituto.baresi@gmail.com.

Veja também o vídeo de um encontro em São Paulo no qual o Senador Eduardo Suplicy defendeu o tema em
http://www.youtube.com/watch?v=6eiIGP_x7qI

Você pode apoiar esta causa! Clique no link e em "gostei", logo abaixo do vídeo.



fonte:Instituto Baresi

domingo, 3 de abril de 2011

Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

No dia 2 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar a população sobre a complexidade do assunto, a necessidade de mais pesquisas e a importância da inclusão social.

Na data, vários prédios e monumentos importantes são iluminados em azul, cor definida para o Autismo.

O autismo

Autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos conhecido como transtornos globais do desenvolvimento (TGD) descrito pela primeira vez em 1943 e somente em 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento. É um transtorno caracterizado por uma grave dificuldade no estabelecimento da comunicação, imaginação e na manutenção das relações sociais que inicia antes dos três anos de idade.

O autismo é uma síndrome que atinge quase dois milhões de brasileiros. No mundo há uma estimativa pela ONU - Organização das Nações Unidas - que existam 70 milhões de pessoas com autismo.

A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo. Não existe um teste médico específico para o diagnóstico da doença e ele baseia-se no comportamento. Um diagnóstico precoce, detalhado e minucioso é fundamental, pois fornece informações úteis para o tratamento, identificando os pontos fortes e dificuldades específicas e em sobre quais necessidades e habilidades a intervenção deverá trabalhar.

O Autista deve ser tratado com respeito e dignidade, sendo importante permitir que sejam incluídos na sociedade e tenham mais qualidade de vida.



fonte: http://www.itu.com.br/saude-beleza

quarta-feira, 2 de março de 2011

GRAACC - Sou Fã de Criança no Carnaval 2011

O Sou Fã de Criança estará presente no Carnaval 2011 de São Paulo, na Escola de Samba X-9 Paulistana, com a Ala Direito à Saúde - Sou Fã de Criança.

O desfile será dia 06/03/2011, aproximadamente às 3h da manhã (5ª escola a desfilar no sábado). Quem quiser desfilar, deverá participar de ensaios na quadra da escola de samba e ensaios técnicos na Avenida, contribuindo para maior harmonia e evolução da ala no desfile.

As fantasias estão à venda no GRAACC pelo valor especial de R$ 350,00 (pagamento facilitado em três vezes - fevereiro/ março/ abril). A X-9 Paulistana também oferecerá ônibus gratuito no dia do desfile, com saída e chegada na própria escola de samba.

Para adquirir a fantasia, entre em contato com o Voluntariado do GRAACC pelo telefone (11) 5080.8429.

Outras informações sobre a escola e o desfile podem ser obtidas no site da X9 Paulistana: www.x9paulistana.com.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os pecados capitais e a saúde

Gula, preguiça, avareza, luxúria, ira, vaidade e inveja causam doenças? Saiba o que dizem os especialistas

Cada vez que a ciência traz novas informações sobre a obesidade, a gula se afasta da categoria “pecado” e dá um passo em direção ao rótulo “doença”.

A comilança eventual – aquela que aparece em um sábado de feijoada ou domingo de macarrão – está perdoada das duas categorias, mas exige atenção quando, em vez de exceção, torna-se hábito diário.

A relação entre gula e obesidade se dá de duas formas, explica a endocrinologista Rosana Radominsk, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). “A primeira delas é que o comer excessivo tem repercussões cerebrais capazes de afetar a sensação de saciedade. E nós sabemos que esta parte do cérebro comprometida é muito próxima das alteradas pela drogas. São mecanismos de ação (drogas e guloseimas) muito parecidos.”

A especialista acrescenta que a segunda relação entre gula e a obesidade é o comer compulsivo. Uma grande quantidade de comida em um curto espaço de tempo, característica do chamado transtorno alimentar.

“Ninguém é guloso porque quer, então não há como chamar a gula de pecado. Sabemos que os obesos (normalmente taxados de gulosos) demoram mais para ficar saciados, têm o paladar diferente e sentem os cheiros de formas diferenciadas”, diz Rosana.

“Todo este processo é resultado de uma influência genética e também de fatores externos. Hoje vivemos em uma superexposição da comida, com muitos produtos industrializados e calóricos. Tudo isto influencia.”

Avareza e prisão de ventre

Toda vez que a química e pesquisadora Conceição Trucom atende uma pessoa com queixa de prisão de ventre severa, ela sabe que a solução para o problema vai além de uma alimentação rica em fibras, mesclada aos exercícios físicos. Ela faz um convite a seus clientes para observarem a forma como se relacionam com o mundo. Conceição entende que o intestino é um órgão emocional.

Dieta para o intestino preguiçoso

Para ela, entre as características pessoais mais relacionadas à constipação intestinal está a avareza. Não aquela amplamente conhecida, representada pelo “pão duro” e aquelas pessoas egocêntricas que têm a certeza de que são o centro do universo. “A avareza mais associada à prisão de ventre é a típica de pessoas muito generosas com todos que as cercam”, diz.

“Elas costumam colocar a vontade dos outros sempre em primeiro lugar, esquecem de seus desejos e têm dificuldade para reivindicar o seu espaço. São avarentas consigo mesmas e não no sentido literal”, explica.

A avaliação de Conceição, acrescenta a especialista, tem fundamentos fisiológicos. A prisão de ventre é caracterizada pelo ressecamento (interpretado como um ressecar das próprias vontades) e também pela falta de fluidez do trato intestinal (manifestado pela falta de jogo de cintura para pedir espaço próprio).
“Alimentação saudável e atividade físicas são cúmplices para reverter a manifestação física. Mas o autoconhecimento e a mudança de postura são as verdadeiras chaves para diminuir o problema.”

Vaidade e dismorfofobia

A guerra constante com o espelho pode não ser só uma questão de vaidade. Este pecado capital associado à imagem, por sinal, não é a origem de problemas de saúde graves que culminam em uma repetição perigosa de cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos.

Conheça mais sobre o transtorno de imagem

Seja o pop star que faz do bisturi uma companhia constante ou a dona de casa que enxerga nas agulhas que aplicam botox uma espécie de vara de condão para exterminar a insatisfação irremediável com o rosto, todos eles podem ser portadores de um distúrbio psiquiátrico sério, chamado transtorno dismórfico corporal.

“Essa preocupação exagerada com a imagem, que causa estresse e interfere na vida cotidiana, ocorre porque a pessoa tem uma distorção de julgamento e pensa ter alguma parte do corpo defeituosa (pode ser o nariz, a altura, a pele, etc)”, afirma a dermatologista Luciana Conrado, uma das pioneiras em pesquisas sobre o assunto.

“Assim como as pessoas que sofrem de hipocondria acreditam que estão com alguma doença que na realidade não existe, as pessoas que tem o Transtorno Dismórfico Corporal, acreditam ser defeituosas partes do corpo que são consideradas normais para as outras pessoas.”

Estas pessoas que convivem com o aprisionamento de acreditar que um nariz perfeito é a coisa mais importante da vida, por exemplo, podem acabar em vários consultórios de dermatologistas e cirurgiões plásticos. Por isso, Luciana Conrado defende que os profissionais precisam estar capacitados para acolher os pacientes. “Não atendê-los não é suficiente, porque estes pacientes vão continuar buscando uma solução cosmética para um problema que é psíquico”, alerta.

Nem toda a insatisfação com o corpo é um sintoma de transtorno dismórfico corporal. A linha que separa o natural do exagero é tênue, diz Luciana. A orientação é colocar na balança os prejuízos que o descontentamento acarreta.
“Deixar de ir a compromissos sociais, vida ao ar livre, ter vergonha excessiva ou passar horas trocando de roupa a ponto de perder horário de trabalho já podem ser indícios.” Para o “pecado” da vaidade talvez não haja tratamento. Para o transtorno de imagem, sim.

Raiva (ira) e gastrite

Um pouquinho de raiva não faz mal a ninguém, diz a professora universitária de psicologia e coordenadora do Instituto Jungiano da Bahia, Maria Teresa Nappi Moreno. “Mas esta emoção desmedida e mal assimilada, além de bloquear o ser humano, pode atingir em cheio o estômago”, completa ela que pesquisou 109 adultos com gastrite.
“Todos eles vivenciavam a raiva de forma reprimida e mostravam um alto grau de ansiedade”, concluiu a especialista.

O processo fisiológico para a ira chegar ao estômago não é difícil de entender. A emoção desequilibra o sistema nervoso autônomo, altera os neurotransmissores e eles deixam a mucosa que cobre o estômago mais ácida. Além da queimação, a acidez pode provocar pequenos buraquinhos na parede estomacal, conhecida como gastrite. A evolução pode culminar em uma úlcera.

“As pessoas que eu pesquisei associavam a raiva que sentiam ao pecado, uma falha de caráter. Mas justamente pensar que quem sente raiva é um pecador é o que bloqueia o indivíduo e faz com ele não enxergue o lado positivo desta sentimento”, avalia Maria Teresa. “Um pouco de raiva, sem reforçar que a responsabilidade do outro, estimula a superação. O excesso do sentimento volta para si e pode ter a manifestação orgânica da gastrite.”

Luxúria e DST

O sexo não causa doenças. Só se for feito sem proteção. Dito isso, é difícil relacionar a luxúria (que na visão religiosa é definida por deixar-se cair em tentação em busca dos prazeres da carne ou das vontades materiais) às doenças sexualmente transmissíveis. Mas já existem indícios de que as traições - quase sempre associadas ao pecado capital – são mesmo a porta de entrada da infecção do vírus HIV, caso praticadas sem camisinha.

Uma pesquisa feita pelo Programa Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, ligado ao Ministério da Saúde, entrevistou 8 mil pessoas do País para definir os padrões sexuais do brasileiro. O levantamento identificou que 21% dos homens pesquisados admitiram ter relações extraconjugais no ano anterior ao estudo. Deste total, 63% não usaram camisinha em todas as deslizadas. Na faixa-etária feminina maior de 50 anos infectada por aids, 70% delas contraíram o vírus HIV do marido ou companheiro fixo, mostrou análise investigativa feita pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Uma outra associação entre luxúria e doença está no transtorno da dependência de sexo, já assumido pelo milionário jogador de golfe Tiger Woods. Nestes casos, o distúrbio exige acompanhamento e tratamento médico e o vício, em nada, tem relação ao prazer.

Preguiça e sedentarismo

O sedentarismo invadiu a casa da maioria das pessoas e hoje afeta 80% dos brasileiros, segundo o último levantamento feito pelo Ministério da Saúde.
A falta de tempo é apontada como uma das principais responsáveis para a pouca ou nenhuma atividade física. A batalha com o relógio costuma ser mais difícil quando a preguiça entra na jogada. Mas antes de condenar este pecado capital, pense no primeiro pensamento que aparece ao tocar o despertador pela manhã. Que atire a primeira pedra quem não ajeita o travesseiro com o acalento da frase “só mais cinco minutinhos”.

A ausência eventual em um dia de academia ou caminhada ao ar livre pode ser perdoada, mas a sensação ganha contornos de problemas de saúde quando a vontade de “sempre não fazer nada” aparece para tudo: dos compromissos profissionais aos sociais.

A depressão pode estar associada ao sentimento freqüente. Alguns especialistas norte-americanos investigaram a sensação de cansaço e encontraram até um gene responsável por isso, que afeta a atividade cerebral. Existe ainda na área da medicina a narcolepsia, doença de difícil diagnóstico, que acomete um em cada dois mil indivíduos, e tem como principal sintoma a sonolência excessiva durante o dia. São casos mais extremos e precisam de avaliação médica para serem considerados.

O fato é que a preguiça, quando não é um problema de saúde tão específico, é alimentada pelo sono inadequado, má alimentação e obesidade. O remédio para tal pecado pode ser justamente aquilo que os preguiçosos tentam driblar. Os exercícios físicos liberam no corpo os hormônios endorfina e serotonina, que estimulam a disposição. Ao persistirem os sintomas, procure um especialista. É mais eficiente do que se autoclassificar como um preguiçoso pecador.

Inveja e depressão

A inveja talvez seja o pecado capital mais condenado já que é difícil alguém assumí-lo. Mas é justamente o ato de camuflar este sentimento, de forma sistemática e exaustiva, que pode resultar em depressão, avalia o psicólogo clínico formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Quirino.

“A associação entre inveja e depressão ficou ainda mais forte na sociedade contemporânea”, diz ele. “Isso porque, ter inveja é admirar algo ou uma característica do outro que você tem certeza de que é incapaz de ter. Atualmente, ter coisas é mais importante do que ser. A publicidade não vende mais carros e sim identidade. Tudo isso desperta a sensação de impotência, condutora da depressão”, relaciona o especialista.

O olhar destrutivo da inveja está no rosto de qualquer um, mas como “não é uma característica socialmente aceita”, diz Quirino, “há um esforço diário para recalcá-la em vez de trabalhar esta sensação”, completa. O ciclo fica ainda mais difícil de ser rompido já que a depressão pode aparecer primeiro e só depois vir a inveja.
Reconhecer as dificuldades é o primeiro passo. O seguinte é a vivência da situação. Terapia precisa acompanhar o processo. As consultas, inclusive, já se mostram mais eficazes do que os medicamentos antidepressivos.

Fonte:IG

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Do curtir ao agir: a solidariedade na internet

A web é ferramenta fundamental para mobilizar um grande número de pessoas rapidamente. Como o apoio virtual se torna uma ação concreta?

Em um pequeno município paulista, na região das divisas com Minas Gerais e Rio de Janeiro, a professora de inglês Teresa Isoldi juntou, em um dia, 200 litros de água mineral, 100 de água sanitária e cerca de 100 cobertores para as vítimas da tragédia provocada por deslizamentos de terra e enchentes na Região Serrana do Rio. O volume pode parecer pouco comparado às toneladas de doações enviadas por todo o Brasil – somente a Cruz Vermelha mandou mais de 250 mil litros de água e três mil cobertores. Porém, Silveiras tem apenas 5,7 mil habitantes e Teresa conseguiu formar, na internet, uma comunidade de apoio à causa com mais de 800 membros.

O TAMANHO DA CAUSA

No aplicativo Causes, no Facebook, o número de apoiadores da causa é ilustrado com desenhos como este, que representa o "pelotão" da causa "Solidariedade aos Brasileiros afetados pelas Enchentes"

Além de reunir os donativos com uma convocação via web, Teresa encontrou o transporte da contribuição dos moradores de sua cidade também pela internet. A professora soube de um grupo do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, que levaria doações em um veículo 4x4 para a serra. Encheu seu carro no sábado (15) após a tragédia com o que havia conseguido até então e levou até o Rio (cerca de três horas de viagem).

Outra ação que começou no Facebook foi o Minha Ajuda Sua Casa, que reuniu mais de 50 caminhões de doações e duas centenas de voluntários.

O desastre fluminense é mais um caso em que a web se torna um importante aliado para a mobilização rápida de um grande número de pessoas. Não apenas iniciativas individuais, como a de Teresa, mas as ONGs e entidades que atuam nessas catástrofes também utilizam cada vez mais a internet para se organizar e acionar seus voluntários. A Cruz Vermelha avalia que a tragédia no Rio é um marco na forma como a instituição atua no mundo virtual. Após a forte chuva que deixou mais de 800 mortos, o braço brasileiro da entidade criou um perfil no Facebook e um canal no Youtube. E uma página especial no site foi montada para receber o grande volume de visitas.

“Conseguimos mobilizar uma rede enorme de doadores acompanhado por essa rede virtual da internet. Isso fez com que a Cruz Vermelha alcançasse seus objetivos: mobilizar seus voluntários e a sociedade para socorrer aquelas pessoas e possiblitar à instituição um canal direto com a sociedade”, diz o presidente nacional da instituição, Walmir Moreira Serra Júnior. A possibilidade de mostrar pela web o que estava acontecendo na Região Serrana, para Moreira Serra, foi muito importante para sensibilizar a população de diferentes regiões do país. “Estaríamos nesse campo de intervenção com nossas equipes de qualquer jeito. Com esse processo de comunicação instantâneo, conseguimos mostrar as necessidades do campo. Isso mobilizou um contingente enorme, que nem eu no momento tenho ideia.”

A Cruz Vermelha deve manter a atuação nos canais que acabou de abrir, mesmo depois de passado o momento crítico de assistência na Região Serrana. Certamente, o volume de interação deve cair com o tempo. Porém, a rede criada em torno da causa estará lá, para ser acionada e ganhar forma quando necessário.

A internet é um lugar para exercer a solidariedade não somente nos momentos de grandes catástrofes. Ao facilitar o encontro – mesmo que apenas virtual – entre pessoas com interesses e dificuldades em comum, ela facilita a criação de laços. A informação chega com mais facilidade a seu público-alvo. É o que tenta fazer Laila Sena com a Veia Social – uma rede que a relações-públicas criou há quase um ano, com o webdesigner Lula Ribeiro. “Ele, como doador, queria um espaço pra ‘desmistificar’ e alertar os internautas em relação à doação de sangue. Eu, que fui ex-paciente de câncer e voluntária de uma instituição de pacientes também com câncer, sentia e via a necessidade de um lugar confiável para a família evitar jogar seus dados em alguma corrente de e-mail”, diz Laila. A Veia Social tem mais de 400 cadastrados e 70% é doador de sangue. Além dos membros da rede em si, também está no Twitter e no Facebook.

Laila conta que em momentos de tragédias, como a do Rio, o tráfego da Veia Social, mesmo sendo atendendo a um nicho, aumenta bastante. “Recebemos visitas do Chipre e até do Japão! Independentemente de ser uma rede social sobre doação de sangue, criamos uma campanha de solidariedade e agregamos inúmeros postos de coleta de donativos, para facilitar a vida de quem pudesse doar, e também ajudamos o HemoRio a divulgar informações, como o agendamento da doação de sangue e os endereços dos inúmeros postos da hemorrede”, diz.

Apesar dos resultados positivos da Veia Social, Laila reconhece que a mobilização virtual pode não se concretizar no mundo real. “Na internet, acontece a ‘revolução do sofá’, onde é fácil ser eco (por exemplo, “curtir” uma causa no Facebook). Ela ajuda a ‘sofrer junto’. Mas, para realmente ajudar, tem que sair da internet”, afirma. Ela dá como exemplo as mobilizações que organiza para hemocentros. Muitas pessoas “viram eco”, divulgando o evento. Porém, no dia da doação, não são todos os que aparecem.

O jornalista Malcolm Gladwell, colunista da revista The New Yorker, afirmou em um artigo que os laços criados na web são fracos e, por isso, podem até servir para atos como as doações, mas não são fortes o suficiente para que as pessoas corram riscos por uma causa. Por isso, disse, um ativismo social mais combativo – como os movimentos negros contra a segregação racial nos Estados Unidos nos anos 1960 – não vai ser baseado nas redes sociais do mundo virtual. O texto “Small Change – Why the revolution will not be tweeted” (“Pequena mudança – Por que a revolução não vai ser tuitada”), publicado por Gladwell no ano passado, foi bastante comentado por quem estuda e acompanha os movimentos das redes sociais.

Esclarecer o papel e a força da internet em acontecimentos recentes pode definir se os laços criados na web são mesmo incapazes de grandes transformações na sociedade. No Irã, Mahmoud Ahmadinejad segue no poder mais de um ano e meio depois dos protestos contra sua reeleição; na Tunísia, o presidente Zine El Abidine Ben Ali fugiu, mas é incerto que haverá uma democratização; e, no Egito, veremos uma revolução?

Se os laços não são suficientemente fortes para derrubar um governo, pelo menos ajudam pessoas como Teresa e Laila a serem solidárias e entidades como a Cruz Vermelha a alcançar quem quer ser solidário. “Tenho certeza de que a internet foi fundamental”, diz Teresa. Sem a web, os 200 litros de água mineral de Silveiras talvez não tivessem chegado a Nova Friburgo

Fonte: Revista Época

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