domingo, 29 de novembro de 2009

Uma cidade chamada você

Noventa por cento das células de seu corpo não são humanas. São bactérias. Sem elas, você não viveria. Agora, os cientistas vão mapeá-las.


Olhe-se no espelho. Observe com atenção a imagem de seu rosto, de seus cabelos e de suas mãos. Note a pequena espinha que não estava lá ontem à noite; verifique se há algum novo fio de cabelo branco; repare nas marcas indeléveis da idade que vão se acumulando. Agora fique de perfil e repita aquela olhadela matinal – quase involuntária – que fazemos na esperança de perceber alguma mudança para melhor nos quilinhos a mais (ou a menos) em nossa cintura. A imagem refletida no espelho é seu corpo. Ou melhor, é apenas 10% dele, o conjunto formado pelos 100 trilhões de células humanas. Os outros 90% são invisíveis – e não são humanos. Trata-se de uma multidão com 1 quatrilhão de micro-organismos, um vasto ecossistema formado por centenas de espécies de bactérias, protozoários e fungos (sem falar num número desconhecido, mas supostamente bem maior, de vírus). Em sua grande maioria, esses micro-organismos são benéficos. Nós só estamos vivos porque eles existem.

Estudá-los é o próximo passo de uma ciência iniciada há 150 anos, completados em 24 de novembro, quando Charles Darwin publicou A origem das espécies e elucidou o mecanismo da evolução por meio da seleção natural. É também a sequência natural do esforço do Projeto Genoma, que em 2001 mapeou o código genético do Homo sapiens. Agora, médicos e geneticistas tentam identificar os genes da flora microbiana que há dentro de nós.

Iniciado em 2007, o Projeto Microbioma Humano é tocado por dezenas de laboratórios nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Num primeiro momento, seu objetivo é mapear os genomas das cem principais espécies de bactérias do sistema digestivo. Elas decompõem os alimentos, extraindo seus nutrientes e sua energia. Elas produzem vitaminas e hormônios necessários ao metabolismo e apoiam o sistema imune, vigiando contra a invasão de agentes infecciosos que causam doenças.

Conhecer o DNA dessas bactérias pode ajudar a entender melhor suas funções individuais no organismo e saber como é que elas foram parar lá (a maioria dessas espécies só existe dentro do ser humano). Em algum momento no passado da humanidade – ou de nossos ancestrais – as bactérias do sistema digestivo trocaram a luta pela sobrevivência no meio ambiente externo pela segurança de nosso corpo. Em troca, passaram a nos servir, numa relação mutuamente vantajosa.

A exemplo do que acontece no sistema digestivo, colônias de bactérias proliferam na boca, na garganta, no nariz, nos olhos, em cada milímetro quadrado da pele, nos cabelos, nas unhas, nos sistemas urinário e reprodutivo. A vagina é uma prova da maior complexidade das mulheres em relação aos homens. É o órgão com a maior concentração microbiana do corpo, com exceção do intestino grosso. No interior desse último há 100 trilhões de indivíduos – número igual ao das células humanas.

Quando se calcula o total dos genes do DNA de todas as espécies que habitam o ser humano, chega-se a um número astronômico: cerca de 1.000 vezes maior que os 20 mil genes do DNA humano. Somando-se esse dado à constatação de que, na ausência de nossos companheiros microscópicos, nenhum de nós existiria, conclui-se que cada ser humano é um bioma intrincado, tanto quanto a Mata Atlântica ou a Amazônia.

O fim de uma única espécie pode refletir no todo. O consumo de açúcar e gordura, por exemplo, reduz a diversidade da flora intestinal – que pode ser reconstituída por meio de uma dieta vegetariana. Mas por que a diversidade bacteriana varia entre os seres humanos? Os membros de uma família geralmente têm uma flora similar. Mas pode ser muito diferente da família vizinha. Sabe-se também que a composição da flora varia geograficamente. Os brasileiros têm uma flora diferente dos americanos ou dos chineses. Ninguém sabe por quê. Ainda.



fonte:Revista Época

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Médicos se enganam com caso de coma por 20 anos.

Médicos achavam que homem estava em coma por 20 anos.

Embora estivesse impedido de se comunicar devido a uma paralisia, o belga estava consciente. Durante 23 anos, ouviu tudo o que foi falado ao seu redor.

Foi divulgado, na Bélgica, o caso médico de um homem que passou mais de 20 anos dando sinais de que estava em coma. Mas não estava. Quem explica é a correspondente Ilze Scamparini.

O belga Rom Rauden, era um estudante de engenharia, e lutador esportivo, quando em 1983 sofreu um acidente de carro, muito grave.

Entrou em estado vegetativo, segundo o diagnóstico do Hospital de Zolder, na Bélgica. Para os médicos, era um caso sem esperança de uma consciência que tinha se apagado para sempre.

Mas embora estivesse impedido de se comunicar pela paralisia, Rom estava consciente. Mas há três anos, exames com um novo equipamento de tomografia revelaram que o cérebro dele continuava funcionando perfeitamente.

Durante 23 anos, ouviu tudo o que foi falado ao seu redor. Hoje, com as sessões de fisioterapia, e através de uma tela, Rom consegue dizer ao mundo o que tentou, durante tanto tempo.

“Eu gritava, mas ninguém me ouvia. Me sentia impotente. Tinha raiva, me sentia abandonado. mas depois aprendi a viver com isso. Imagine o que é ouvir, ver, sentir e pensar, e enquanto isso ninguém te escuta. Você passa por tudo isso sem participar da vida".

A mãe diz que agora Rom, aos 46 anos, fala o que quer e toma as suas decisões. Que não se sente deprimido. Quer aproveitar a vida ao máximo. E costuma dizer: não sou um vegetal, eu sou alguém.

O doutor Steve Laurey, que foi o primeiro a perceber que Rom não estava em coma, declarou que situações como essa não são raras. Podem acontecer em 4 casos, a cada dez.

Para o médico, ainda é difícil distinguir o estado vegetativo, em que o paciente apresenta apenas reflexos involuntários, do chamado estado de consciência mínima. Exames padronizados e novos equipamentos podem ajudar a evitar erros nos diagnósticos.

Para quem pergunta como o belga conseguiu sobreviver imóvel, durante mais de duas décadas, ele responde que passou grande parte do tempo sonhando.


fonte:G1

domingo, 22 de novembro de 2009

Selo "Declaração de Afeto"



Recebi este selinho das amigas Leila (http://leilafranca.blogspot.com) e Rê Bonelli (http://rebonelli.blogspot.com).
Agradeço a lembrança e tentarei seguir as regras...rsrs...é a primeira vez que recebo um selinho e ainda não "dominei" a tecnica de lidar com ele.

As regras:

- nomeamos 10 pessoas e em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.
- cada um deverá nomear mais 10 e assim sucessivamente.
- não há prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.
- se receber o selo de volta é porque você é realmente considerado um grande amigo.


Será difícil selecionar, afinal são tantos amigos e todos são merecedores do meu afeto....mas regras são regras né....então vamos lá....rsrs

Amigos indicados:

http://www.ligadamedulaossea.blogspot.com
http://www.blogdocatarino.com
http://castroinfonet.blogspot.com
http://mardepossibilidades.blogspot.com
http://www.muraldoantena.blogspot.com
http://blogdomaha.blogspot.com
http://deboramartins.blogspot.com
http://mardelcardoso.blogspot.com
http://lilika-forever.blogspot.com
http://blogdoivandro.blogspot.com

Um grande abraço a todos!!!!!!

Coragem

Aceitar com tranqüilidade as mudanças que a vida traz para a nossa vida, é um aprendizado difícil e, por isso, nossa tendência inicial é resistir a elas durante algum tempo.

Para muitos seres humanos, os imprevistos são vistos como ameaças durante toda a vida. Eles seguem cultivando um medo do novo que pode tornar sua jornada muito mais difícil, levando-os a desenvolver distúrbios emocionais bastante sérios, como a síndrome do pânico.

Quanto mais resistência há em enfrentar as transformações, maiores são as chances de que a doença e o desequilíbrio se instalem rapidamente. Só há uma maneira de minimizar o temor e a ansiedade que uma mudança traz, é enxergá-la como uma valiosa oportunidade para que provemos nossa força interior.

Essa diferença de postura é essencial para que possamos vencer nossos bloqueios e inseguranças diante de situações desconhecidas. Existem inúmeros recursos terapêuticos que podem nos ajudar neste caminho, só precisamos tomar a decisão e ir à busca daqueles que podem tornar o desafio da mudança menos árduo.

Resistir ao novo como se ele significasse sempre uma promessa de infelicidade, é parte da estratégia da mente para nos manter paralisados, vitimas da estagnação e do medo.

Muitas vezes, aquilo que visualizamos como segurança, não passa de uma prisão, na qual permanecemos durante muito tempo, agarrando-nos à ilusão de que ali o sofrimento não irá nos atingir. Mas o pior que poderíamos experimentar já se encontra presente, que é a incapacidade de nos movermos de modo confiante para outras direções.

Enquanto cultivarmos essa resistência, tudo continuará obscuro, e a luz da consciência jamais se fará presente. Derrubar o muro que nos separa da felicidade e da paz, exige muita força de vontade e, acima de tudo, uma grande coragem para ir de encontro ao desconhecido sem qualquer temor.

"Eu estou tateando no escuro. Osho, você poderia tirar-me disso?"

"Eu não vejo escuridão em lugar algum. Você é que está mantendo os olhos fechados. A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem.

....Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu pudesse tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não seria muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente.

Alguma vez você já observou uma criança tentando abrir à força um botão de flor? O botão pode ser aberto, mas não será uma flor, alguma coisa ficará faltando, algo de grande significado. A alma estará faltando. A flor tem alma quando ela floresce espontaneamente, daí ela tem vida. Quando você a força, você a destrói. Tudo que é belo na vida pode apenas acontecer; não pode ser feito.

....Você está mantendo os seus olhos fechados, e despendendo muita energia para mantê-los fechados. A mesma energia que os está mantendo fechados, se relaxados, irá ajudá-los a se abrirem.

...Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você.

Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar.... A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde.

Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la.

... Ninguém pode ser acordado antes da sua hora, nem deve ser.

...Olhe para meu punho: se eu tiver que mantê-lo como um punho, eu terei que mantê-lo fechado, cerrado. No momento em que eu parar de fechá-lo, ele começará a se abrir espontaneamente. Estar aberto é natural, estar fechado é antinatural. Para mantê-lo fechado você tem que colocar muita energia nele. Para abrir, nenhuma energia é necessária.

...Um punho cerrado é antinatural; uma mão aberta é natural.. Qualquer dia, mantenha o seu punho fechado por todo o tempo e ao final da tarde você se sentirá realmente cansado. O natural é a mão aberta.

Um coração aberto é um fenômeno natural; um ser aberto é simplesmente natural. Um ser fechado é muito antinatural, muito artificial; você tem que colocar toda a sua energia nisso. Essa é a minha observação em milhares de pessoas: elas dão toda a sua energia para se manterem miseráveis.

Permanecer no inferno é um grande investimento. Não é fácil, é muito difícil. Você precisa ser muito forte para estar no inferno, muito teimoso, decidido. (...) Você tem que ser duro como um diamante, somente então você pode permanecer no inferno. Se não for assim... ninguém está impedindo o seu caminho. Basta relaxar e você entra no céu, o relaxamento é a porta.

Você diz: Eu estou tateando no escuro. Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta.

Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir...
Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho." .



fonte::: Elisabeth Cavalcante ::

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra



O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.

A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.



fonte:Wikipedia

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Dê um "olé" em seus medos, seja criativo e viva de verdade!

Por que ser criativo dá medo? Milhões de pessoas sonhavam em ser astronautas, músicos, bombeiros, cantores(as), dançarinos(as), atores/atrizes, professores(as) etc. e desistiram de seus sonhos por perguntas do tipo: "Você não tem medo de dar errado? De passar fome? De se frustrar? De quebrar a cara? De ser um fracassado na vida?"

A resposta: "É claro que sim! Quem nunca teve medo de dar errado?"

Obviamente ninguém perguntava se as pessoas tinham medo de se tornar engenheiros, médicos, advogados, economistas, administradores, arquitetos ou outra profissão facilmente acolhida pela era industrial. Mas, será que estas profissões "sólidas" estão trazendo a realização para as pessoas que queriam seguir outro rumo na vida?

Será que sua decisão foi por sua escolha deliberada?

Segundo Elizabeth Gilbert, autora do Bestseller "Comer, Rezar, Amar", os gênios aprenderam a captar momentos de intuição e transcrever para algo físico (uma música, um livro, uma inovação, uma jogada brilhante etc.). É um momento de transcendência quando algo mágico acontece. Um momento de "Olé!".

Quando você faz o que ama, seu canal intuitivo estará em boa forma e você naturalmente terá vários momentos mágicos. "Olé", segundo a história que narra a invasão da Espanha pelos Mouros, é uma variação da pronúncia da palavra "Alá", que significa "Deus".

Ainda nos dias de hoje, durante as danças flamencas ou nas touradas, as pessoas gritam "Olé" quando sentem que o artista fez algo impossível ou mágico. Então, "Olé" é quando algo divino se manifesta no mundo.

E você? Tem vivenciado momentos divinos em sua vida?



por Caio Cesar Santos

WWF

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