Britânicos querem vendem rins para pagar dívidas
Londres - A atual crise econômica afetou alguns britânicos de tal forma que puseram à venda seus rins para pagar suas dívidas, informa o "The Sunday Times" deste domingo.
Pelo menos uma dúzia de anúncios apareceram ultimamente na internet nos quais doadores britânicos oferecem um de seus rins por 25 mil libras (27.500s euro) ou mais.
Cinco dos vendedores foram contatados por repórteres do periódico, que se fizeram passar por amigos ou parentes de doentes para negociar o preço.
Uma das pessoas dispostas a vender um rim é uma enfermeira de 26 anos que disse necessitar o dinheiro para pagar as dívidas depois que fracassou o negócio que tinha montado.
Outro é um taxista de 43 anos do condado de Lancashire, que quer pagar parte de sua hipoteca e comprar um novo fogão.
Depois que se revelou esses casos, o ex-presidente da Sociedade Britânica de Transplantes, Peter Friend, disse que chegou a hora de debater publicamente o fenômeno da venda de órgãos.
Segundo Friend, os países ocidentais proibiram essas práticas, "mas o resultado é que o comércio virou clandestino, por isso que é importante um debate ao respeito".
fonte:Último Segundo
domingo, 27 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Isso sim é uma verdadeira prova de amor....
Vira-lata se arrisca para salvar dono em incêndio, no Chile
Lucky subiu escada em chamas e mordeu braço de garoto de 15 anos.
O adolescente jogava vídeo-game quando a casa começou a pegar fogo.

Um adolescente chileno de 15 anos foi salvo de um incêndio pelo próprio cachorro, em Concepcíón, a 500 quilômetros de Santiago, informou neste domingo (20) a imprensa local.
O garoto, identificado como Christián, jogava vídeogame no segundo andar de sua casa enquanto os familiares celebravam as festas pátrias do Chile no térreo, na madrugada de sábado.
De repente, houve um curto-circuito, e o fogo começou a consumir rapidamente o piso superior da casa, quase todo feito de madeira.
"Foi tudo num abrir e fechar de olhos. Eu havia saído para procurar meu pai e logo ouvi que gritavam: "incêndio!". Corri até minha casa porque meu filho estava no segundo andar", contou a mãe de Christián, María Cuevas.
Segundo ela, ninguém havia lembrado do garoto. Foi então que Lucky, o vira-lata da família, subiu correndo até o segundo piso, atrás de seu dono.
"O cachorro subiu entre as chamas até o segundo piso. Como meu filho estava desesperado e não conseguia nem se mexer, o cachorro mordeu o braço de Christián e o puxou", disse María ao jornal 'Crónica de Concepción'.
O menino escapou ileso do incêndio, e o cão teve alguns pelos chamuscados. O segundo andar da casa ficou totalmente destruído.
"Ainda que o lugar estivesse envolto em chamas, foi o cachorro que o salvou. Lucky agora é meu herói", disse a mãe do garoto.
fonte:G1
Lucky subiu escada em chamas e mordeu braço de garoto de 15 anos.
O adolescente jogava vídeo-game quando a casa começou a pegar fogo.

Um adolescente chileno de 15 anos foi salvo de um incêndio pelo próprio cachorro, em Concepcíón, a 500 quilômetros de Santiago, informou neste domingo (20) a imprensa local.
O garoto, identificado como Christián, jogava vídeogame no segundo andar de sua casa enquanto os familiares celebravam as festas pátrias do Chile no térreo, na madrugada de sábado.
De repente, houve um curto-circuito, e o fogo começou a consumir rapidamente o piso superior da casa, quase todo feito de madeira.
"Foi tudo num abrir e fechar de olhos. Eu havia saído para procurar meu pai e logo ouvi que gritavam: "incêndio!". Corri até minha casa porque meu filho estava no segundo andar", contou a mãe de Christián, María Cuevas.
Segundo ela, ninguém havia lembrado do garoto. Foi então que Lucky, o vira-lata da família, subiu correndo até o segundo piso, atrás de seu dono.
"O cachorro subiu entre as chamas até o segundo piso. Como meu filho estava desesperado e não conseguia nem se mexer, o cachorro mordeu o braço de Christián e o puxou", disse María ao jornal 'Crónica de Concepción'.
O menino escapou ileso do incêndio, e o cão teve alguns pelos chamuscados. O segundo andar da casa ficou totalmente destruído.
"Ainda que o lugar estivesse envolto em chamas, foi o cachorro que o salvou. Lucky agora é meu herói", disse a mãe do garoto.
fonte:G1
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Se essa moda pega.....
Justiça espanhola decide que insultar o chefe não é motivo para demissão
Trabalhador foi demitido por chamar o gerente de 'filho da puta'.
Para tribunal, expressão é de uso corrente e não serve de justificativa.
O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), na Espanha, decidiu que chamar o chefe de "filho da puta" não é motivo para demissão, já que a expressão é "de uso corrente", segundo reportagem do jornal espanhol "El Mundo".
De acordo com o periódico, a decisão do tribunal obriga a empresa a readmitir o trabalhador, que foi demitido por ter insultado o gerente. A companhia também terá que pagar uma indenização de 6.483 euros (cerca de R$ 17,2 mil).
Na sentença, os juízes do TSJC destacaram que devido à degradação social da linguagem certas expressões tornaram-se habitais, especialmente durante discussões. Por esse motivo, eles decidiram que a demissão foi desproporcional.
O código dos Trabalhadores na Espanha contempla os insultos como justificativas para demissão disciplinar, mas expressões como "filho da puta" não são suficientes para levar à demissão do funcionário, porque são "consideradas de uso corrente".
O incidente aconteceu em 14 de janeiro de 2008, quando o funcionário e o gerente da empresa discutiram de forma ríspida por causa de questões salariais. A sentença aconteceu em fevereiro deste ano, mas foi divulgada nesta quarta-feira pela imprensa.
fonte: G1
Trabalhador foi demitido por chamar o gerente de 'filho da puta'.
Para tribunal, expressão é de uso corrente e não serve de justificativa.
O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), na Espanha, decidiu que chamar o chefe de "filho da puta" não é motivo para demissão, já que a expressão é "de uso corrente", segundo reportagem do jornal espanhol "El Mundo".
De acordo com o periódico, a decisão do tribunal obriga a empresa a readmitir o trabalhador, que foi demitido por ter insultado o gerente. A companhia também terá que pagar uma indenização de 6.483 euros (cerca de R$ 17,2 mil).
Na sentença, os juízes do TSJC destacaram que devido à degradação social da linguagem certas expressões tornaram-se habitais, especialmente durante discussões. Por esse motivo, eles decidiram que a demissão foi desproporcional.
O código dos Trabalhadores na Espanha contempla os insultos como justificativas para demissão disciplinar, mas expressões como "filho da puta" não são suficientes para levar à demissão do funcionário, porque são "consideradas de uso corrente".
O incidente aconteceu em 14 de janeiro de 2008, quando o funcionário e o gerente da empresa discutiram de forma ríspida por causa de questões salariais. A sentença aconteceu em fevereiro deste ano, mas foi divulgada nesta quarta-feira pela imprensa.
fonte: G1
domingo, 13 de setembro de 2009
Quase 60 mil pessoas aguardam por uma doação no País; saiba quais são os critérios
Atualmente, no Brasil, 59.444 pessoas aguardam na fila por um órgão. Muitas, dizem os médicos, não chegarão ao começo da lista. “Como no Titanic, não há boias para todos, precisamos de critérios de escolha. A compatibilidade é o principal, depois o tempo de espera na lista e o grau de gravidade”, afirma Sônia Coria, da Central de Transplantes do Estado de São Paulo.
A fila com maior tempo de espera é a do rim, com 31.270 pessoas. Isso, por um motivo claro: as pessoas têm possibilidade de fazer hemodiálise e viver por anos nessa condição. “Pacientes que aguardam por coração, fígado e pulmão não têm a mesma chance. Morrem porque não há uma máquina que substitua a função destes órgãos”, explica Reginaldo Boni, coordenador da Central de Transplantes do Estado e diretor de captação de órgãos da Santa Casa de São Paulo.
O tipo mais comum de doação de órgãos é realizado após a morte encefálica de um paciente. O diagnóstico deste tipo de morte tem início com a abertura de um protocolo – onde são realizados exames clínicos – até no máximo 48h após a constatação.
São duas fases de exames, cujos intervalos dependem da idade do paciente: de sete dias a dois meses incompletos, 48h; de dois meses a um ano, 24h; de um a dois anos, 12h. Acima disso, o intervalo previsto em lei é de seis horas. “Qualquer médico pode realizar o exame, desde que o primeiro seja feito por um e o segundo, por outro”, afirma Marcelo Oliveira, médico do Hospital das Clínicas em São Paulo.
Oliveira afirma que a família do paciente deve ser avisada de que o protocolo foi aberto. Os remédios que podem afetar outros órgãos devem ser suspensos. Ele ressalta que o diagnóstico deve ser urgente já que um pulmão dificilmente é aproveitado depois de 48h e, um coração, após 72h. Além disso, a pessoa pode ter uma parada cardíaca o que inviabiliza toda a doação (menos de tecidos).
Com a confirmação, o hospital aciona diretamente a Central de Transplantes ou uma Organização de Procura de Órgãos (OPO). No Estado de São Paulo, há 10 OPOs, sendo quatro na capital: Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Hospital São Paulo e Instituto Dante Pazzanese. As outras estão nas cidades de Marília, Botucatu, São José do Rio Preto, Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto.
A Central verifica quem será o receptor e entra em contato com a equipe transplantadora. É ela quem vai realizar a extração, que pode ser feita no próprio hospital onde está o doador.
Reginaldo Boni afirma que a doação não é “algo democrático” e é preciso que todo o núcleo familiar da vítima esteja de acordo. Pai e mãe devem assinar a autorização no caso de filhos com menos de 18 anos.
Mesmo que a pessoa deixe registrada, por escrito, a sua vontade de doar órgãos quando morrer, se a sua família não autorizar, ela não será realizada.
Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, desde 1997, os pacientes podem acompanhar pela internet a situação em que estão na lista de espera.
Doação entre vivos
Pessoas vivas só podem doar parte do fígado, a medula óssea, um dos rins e parte do pulmão. Pela lei, só é possível que essa doação seja para transplante em cônjuge ou parentes de até quarto grau. Em outros casos, é necessária uma autorização judicial, exceto para medula.
Conforme o Ministério da Saúde, qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos, que não tenha nenhuma doença infecciosa, pode ser doadora de medula óssea. Os interessados devem procurar os hemocentros dos Estados onde moram para coletar uma pequena quantidade de sangue e preencher uma ficha com informações pessoais. Esta amostra de sangue será tipificada e incluída no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que é um cadastro nacional e, hoje, conta com cerca de um milhão de voluntários cadastrados.


fonte: Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
A fila com maior tempo de espera é a do rim, com 31.270 pessoas. Isso, por um motivo claro: as pessoas têm possibilidade de fazer hemodiálise e viver por anos nessa condição. “Pacientes que aguardam por coração, fígado e pulmão não têm a mesma chance. Morrem porque não há uma máquina que substitua a função destes órgãos”, explica Reginaldo Boni, coordenador da Central de Transplantes do Estado e diretor de captação de órgãos da Santa Casa de São Paulo.
O tipo mais comum de doação de órgãos é realizado após a morte encefálica de um paciente. O diagnóstico deste tipo de morte tem início com a abertura de um protocolo – onde são realizados exames clínicos – até no máximo 48h após a constatação.
São duas fases de exames, cujos intervalos dependem da idade do paciente: de sete dias a dois meses incompletos, 48h; de dois meses a um ano, 24h; de um a dois anos, 12h. Acima disso, o intervalo previsto em lei é de seis horas. “Qualquer médico pode realizar o exame, desde que o primeiro seja feito por um e o segundo, por outro”, afirma Marcelo Oliveira, médico do Hospital das Clínicas em São Paulo.
Oliveira afirma que a família do paciente deve ser avisada de que o protocolo foi aberto. Os remédios que podem afetar outros órgãos devem ser suspensos. Ele ressalta que o diagnóstico deve ser urgente já que um pulmão dificilmente é aproveitado depois de 48h e, um coração, após 72h. Além disso, a pessoa pode ter uma parada cardíaca o que inviabiliza toda a doação (menos de tecidos).
Com a confirmação, o hospital aciona diretamente a Central de Transplantes ou uma Organização de Procura de Órgãos (OPO). No Estado de São Paulo, há 10 OPOs, sendo quatro na capital: Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Hospital São Paulo e Instituto Dante Pazzanese. As outras estão nas cidades de Marília, Botucatu, São José do Rio Preto, Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto.
A Central verifica quem será o receptor e entra em contato com a equipe transplantadora. É ela quem vai realizar a extração, que pode ser feita no próprio hospital onde está o doador.
Reginaldo Boni afirma que a doação não é “algo democrático” e é preciso que todo o núcleo familiar da vítima esteja de acordo. Pai e mãe devem assinar a autorização no caso de filhos com menos de 18 anos.
Mesmo que a pessoa deixe registrada, por escrito, a sua vontade de doar órgãos quando morrer, se a sua família não autorizar, ela não será realizada.
Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, desde 1997, os pacientes podem acompanhar pela internet a situação em que estão na lista de espera.
Doação entre vivos
Pessoas vivas só podem doar parte do fígado, a medula óssea, um dos rins e parte do pulmão. Pela lei, só é possível que essa doação seja para transplante em cônjuge ou parentes de até quarto grau. Em outros casos, é necessária uma autorização judicial, exceto para medula.
Conforme o Ministério da Saúde, qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos, que não tenha nenhuma doença infecciosa, pode ser doadora de medula óssea. Os interessados devem procurar os hemocentros dos Estados onde moram para coletar uma pequena quantidade de sangue e preencher uma ficha com informações pessoais. Esta amostra de sangue será tipificada e incluída no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que é um cadastro nacional e, hoje, conta com cerca de um milhão de voluntários cadastrados.


fonte: Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
sábado, 12 de setembro de 2009
Falta de médicos capacitados impede aumento da doação de órgãos no País
SÃO PAULO – De cada seis potenciais doadores de órgãos no Estado de São Paulo apenas um é identificado, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Ao contrário do que se possa imaginar, o aumento da doação de órgãos não acontece por resistência das famílias, mas pela falta de preparo dos médicos em identificar os possíveis doadores.
“Hoje, aproximadamente 70% das famílias autorizam o transplante. Mesmo em um momento de luto, as pessoas são extremamente solidárias”, afirma Sonia A. Coria, da Central Estadual de Transplantes.
Segundo informações da Secretaria de Saúde, o Estado de São Paulo registrou um crescimento de 61% na doação de órgãos de janeiro a agosto de 2009 frente ao mesmo período de 2008. Foram 430 pessoas que tiveram pelo menos um dos órgãos aproveitados, contra 266 do ano anterior.
O número ainda pode aumentar substancialmente nos próximos anos. Mas, para isso, segundo especialistas ouvidos pelo Último Segundo, é preciso investir na formação dos profissionais da área de saúde.
Para os profissionais, mais do que investir em grandes campanhas midiáticas de conscientização o governo deve priorizar a formação dos médicos
A falta de critérios é o principal empecilho para o crescimento. “Temos muitas notificações [avisos de órgãos para doação], mas que são contraindicadas assim que chegam porque os médicos simplesmente acham que não servem”, critica Reginaldo Carlos Boni, coordenador da Central de Transplantes do Estado e diretor de captação de órgãos da Santa Casa de São Paulo. “Alguns médicos chegam a dizer às famílias para não doar porque é complicado”, acrescenta.

Segundo Boni, ainda há resistência no diagnóstico da morte encefálica – que permite a doação do maior número de órgãos – porque, culturalmente, ela não é bem aceita na sociedade. Pelo fato do coração bater, acredita-se que o paciente esteja vivo. “O cérebro morreu, mas o paciente continua quente, corado. É difícil para a família entender”, acrescenta Leonardo Borges, Coordenador da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas.
A Finlândia foi o 1º país a reconhecer a morte encefálica como outra morte qualquer, em 1977. No Brasil, porém, apenas com a resolução 1480, de 1997, a morte encefálica foi equiparada à morte clínica.
Segundo Borges, o assunto precisa ser tratado com mais rigor também nas universidades. “Os alunos têm aula de morte encefálica, mas não entendem o processo como um todo”, diz. “É essencial que eles saibam como funciona do início ao fim - desde o diagnóstico, até a entrevista familiar e o transplante”, afirma.
“Tivemos que correr atrás”
Luciene doou órgãos do filho Matheus
A falta de profissionais preparados para atender essa situação não é um problema só do Estado de São Paulo. A secretária Luciene Aparecida Lajes, de 28 anos, de Belo Horizonte (MG), conta que teve dificuldades para doar os órgãos do filho Matheus Henrique, de 8 anos, que morreu após um acidente de carro em março de 2007.
“Depois que aceitei a doação, ninguém nos deu atenção. A gente que tinha de ligar para saber como estava o processo”, afirma ela, explicando que seu filho morreu em uma terça-feira e os órgãos só foram retirados na madrugada de quinta-feira.

Mesmo assim, ela diz que não se arrependeu do ato e aconselha outras famílias a tomar a mesma decisão. “É muito difícil fazer isso em um momento de perda, mas deixar que seis pessoas renasçam é uma forma de acalento”, diz. “Hoje, sei que tenho seis filhos espalhados por esse mundo”.
"É uma covardia culpar a população pela falta de gestão pública”
Crescimento das doações
O Estado de São Paulo realiza cerca de 50% dos transplantes de todo o País, conforme a Secretaria de Saúde.
A média de doações no Estado é de 16,8 doadores por milhão de habitantes. Se considerados apenas os municípios da Grande São Paulo, este número sobe para 28 doadores por milhão. A região está bem à frente da média nacional, que no primeiro semestre de 2009 foi de 8,6 doadores por milhão de população, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). São Paulo ultrapassou inclusive Santa Catarina, tido como Estado modelo na doação de órgãos, que atingiu 16,8 doadores por milhão de população.
Reginaldo Boni afirma que na Santa Casa de São Paulo a meta é chegar a 40 doadores por milhão. O segredo para isso: capacitar os profissionais. “Não podemos ficar na dependência da vontade do médico em identificar o potencial doador. O indivíduo tem que ser pago para essa função”, defende.
É exatamente a recente criação do cargo de coordenadores intra-hospitalares de doação - onde um profissional é destacado para auxiliar na identificação e notificação do potencial doador – que a Secretaria de Saúde atribui como fator principal para o aumento das doações.
Criado em maio, o projeto “Doar São Paulo” garante remuneração extra de R$ 4 mil a estes profissionais, que passam por cursos de 3 dias de especialização.
Eles são indicados pela diretoria dos hospitais, que, por sua vez, são escolhidos com bases em dados demográficos. Atualmente, há 31 hospitais que contam com este tipo de serviço.
Campanhas X treinamento Divulgação
Para os profissionais, mais do que investir em grandes campanhas midiáticas de conscientização o governo deve priorizar a formação dos médicos. “Dizer na TV seja doador não funciona”, critica Borges. É preciso, segundo ele, primeiro explicar à população o que é morte encefálica, para que não conheçam o termo somente na hora de um sofrimento extremo.
O coordenador hospitalar também pode desempenhar um papel educacional. “A população não pode andar na frente dos médicos, senão chega uma família em um hospital sem assistência e vive a verdadeira condenação do processo: ‘eu queria doar, mas não consegui’”, critica Joel de Andrade, coordenador da Central de Transplantes de Santa Catarina, acrescentando que é uma “covardia culpar a população pela falta de gestão pública”.
Boni, da Central de Transplantes de São Paulo, partilha da mesma opinião dos demais médicos: quando o recurso é escasso, deve ser priorizado. “O dinheiro público tem que ser bem aplicado e hoje, fundamentalmente, precisamos dele nos hospitais”.
Quanto o assunto é doação, a solidariedade não é o essencial, é complemento
Modelo a ser seguido
Criada em 1989, a Organização Nacional de Transplantes (ONT) da Espanha permitiu que o País saltasse de 14 para 35 doadores por milhão. Hoje, é o primeiro do mundo em doação de órgãos, com cerca de 70 mil transplantes todos os anos.

Além da criação de uma rede voltada para o transplante, o médico Antón Fernández Garcia, do Complexo Hospitalar Juan Canalejo, em La Coruña, explica que o sucesso se deve também à possibilidade dos hospitais de receber um reembolso do governo com o que gastam com captação e transplantes de órgãos.
Quanto o assunto é doação, a solidariedade não é o essencial, é complemento. Segundo Garcia, uma pesquisa de rua mostrou que apenas 57% dos espanhóis consultados são a favor da doação de órgãos, o que coloca o País dentro da média europeia. “O motivo do sucesso é uma boa gestão”, afirma.
fonte: Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
“Hoje, aproximadamente 70% das famílias autorizam o transplante. Mesmo em um momento de luto, as pessoas são extremamente solidárias”, afirma Sonia A. Coria, da Central Estadual de Transplantes.
Segundo informações da Secretaria de Saúde, o Estado de São Paulo registrou um crescimento de 61% na doação de órgãos de janeiro a agosto de 2009 frente ao mesmo período de 2008. Foram 430 pessoas que tiveram pelo menos um dos órgãos aproveitados, contra 266 do ano anterior.
O número ainda pode aumentar substancialmente nos próximos anos. Mas, para isso, segundo especialistas ouvidos pelo Último Segundo, é preciso investir na formação dos profissionais da área de saúde.
Para os profissionais, mais do que investir em grandes campanhas midiáticas de conscientização o governo deve priorizar a formação dos médicos
A falta de critérios é o principal empecilho para o crescimento. “Temos muitas notificações [avisos de órgãos para doação], mas que são contraindicadas assim que chegam porque os médicos simplesmente acham que não servem”, critica Reginaldo Carlos Boni, coordenador da Central de Transplantes do Estado e diretor de captação de órgãos da Santa Casa de São Paulo. “Alguns médicos chegam a dizer às famílias para não doar porque é complicado”, acrescenta.

Segundo Boni, ainda há resistência no diagnóstico da morte encefálica – que permite a doação do maior número de órgãos – porque, culturalmente, ela não é bem aceita na sociedade. Pelo fato do coração bater, acredita-se que o paciente esteja vivo. “O cérebro morreu, mas o paciente continua quente, corado. É difícil para a família entender”, acrescenta Leonardo Borges, Coordenador da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas.
A Finlândia foi o 1º país a reconhecer a morte encefálica como outra morte qualquer, em 1977. No Brasil, porém, apenas com a resolução 1480, de 1997, a morte encefálica foi equiparada à morte clínica.
Segundo Borges, o assunto precisa ser tratado com mais rigor também nas universidades. “Os alunos têm aula de morte encefálica, mas não entendem o processo como um todo”, diz. “É essencial que eles saibam como funciona do início ao fim - desde o diagnóstico, até a entrevista familiar e o transplante”, afirma.
“Tivemos que correr atrás”
Luciene doou órgãos do filho Matheus
A falta de profissionais preparados para atender essa situação não é um problema só do Estado de São Paulo. A secretária Luciene Aparecida Lajes, de 28 anos, de Belo Horizonte (MG), conta que teve dificuldades para doar os órgãos do filho Matheus Henrique, de 8 anos, que morreu após um acidente de carro em março de 2007.
“Depois que aceitei a doação, ninguém nos deu atenção. A gente que tinha de ligar para saber como estava o processo”, afirma ela, explicando que seu filho morreu em uma terça-feira e os órgãos só foram retirados na madrugada de quinta-feira.

Mesmo assim, ela diz que não se arrependeu do ato e aconselha outras famílias a tomar a mesma decisão. “É muito difícil fazer isso em um momento de perda, mas deixar que seis pessoas renasçam é uma forma de acalento”, diz. “Hoje, sei que tenho seis filhos espalhados por esse mundo”.
"É uma covardia culpar a população pela falta de gestão pública”
Crescimento das doações
O Estado de São Paulo realiza cerca de 50% dos transplantes de todo o País, conforme a Secretaria de Saúde.
A média de doações no Estado é de 16,8 doadores por milhão de habitantes. Se considerados apenas os municípios da Grande São Paulo, este número sobe para 28 doadores por milhão. A região está bem à frente da média nacional, que no primeiro semestre de 2009 foi de 8,6 doadores por milhão de população, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). São Paulo ultrapassou inclusive Santa Catarina, tido como Estado modelo na doação de órgãos, que atingiu 16,8 doadores por milhão de população.
Reginaldo Boni afirma que na Santa Casa de São Paulo a meta é chegar a 40 doadores por milhão. O segredo para isso: capacitar os profissionais. “Não podemos ficar na dependência da vontade do médico em identificar o potencial doador. O indivíduo tem que ser pago para essa função”, defende.
É exatamente a recente criação do cargo de coordenadores intra-hospitalares de doação - onde um profissional é destacado para auxiliar na identificação e notificação do potencial doador – que a Secretaria de Saúde atribui como fator principal para o aumento das doações.
Criado em maio, o projeto “Doar São Paulo” garante remuneração extra de R$ 4 mil a estes profissionais, que passam por cursos de 3 dias de especialização.
Eles são indicados pela diretoria dos hospitais, que, por sua vez, são escolhidos com bases em dados demográficos. Atualmente, há 31 hospitais que contam com este tipo de serviço.
Campanhas X treinamento Divulgação
Para os profissionais, mais do que investir em grandes campanhas midiáticas de conscientização o governo deve priorizar a formação dos médicos. “Dizer na TV seja doador não funciona”, critica Borges. É preciso, segundo ele, primeiro explicar à população o que é morte encefálica, para que não conheçam o termo somente na hora de um sofrimento extremo.
O coordenador hospitalar também pode desempenhar um papel educacional. “A população não pode andar na frente dos médicos, senão chega uma família em um hospital sem assistência e vive a verdadeira condenação do processo: ‘eu queria doar, mas não consegui’”, critica Joel de Andrade, coordenador da Central de Transplantes de Santa Catarina, acrescentando que é uma “covardia culpar a população pela falta de gestão pública”.
Boni, da Central de Transplantes de São Paulo, partilha da mesma opinião dos demais médicos: quando o recurso é escasso, deve ser priorizado. “O dinheiro público tem que ser bem aplicado e hoje, fundamentalmente, precisamos dele nos hospitais”.
Quanto o assunto é doação, a solidariedade não é o essencial, é complemento
Modelo a ser seguido
Criada em 1989, a Organização Nacional de Transplantes (ONT) da Espanha permitiu que o País saltasse de 14 para 35 doadores por milhão. Hoje, é o primeiro do mundo em doação de órgãos, com cerca de 70 mil transplantes todos os anos.

Além da criação de uma rede voltada para o transplante, o médico Antón Fernández Garcia, do Complexo Hospitalar Juan Canalejo, em La Coruña, explica que o sucesso se deve também à possibilidade dos hospitais de receber um reembolso do governo com o que gastam com captação e transplantes de órgãos.
Quanto o assunto é doação, a solidariedade não é o essencial, é complemento. Segundo Garcia, uma pesquisa de rua mostrou que apenas 57% dos espanhóis consultados são a favor da doação de órgãos, o que coloca o País dentro da média europeia. “O motivo do sucesso é uma boa gestão”, afirma.
fonte: Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
Criatividade
Artista norte-americano cria par de tênis a partir de sucata de computador
Gabriel Dishaw usa metal, arame, peças de PC e máquina de escrever.
'Junk Dunk' foi inspirada em paixão do escultor por calçados esportivos.

Obra de arte assinada pelo norte-americano Gabriel Dishaw, o 'Junk Dunk' é um tênis, de tamanho 41, criado a partir de sucata de computador. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)

"Eu usei muito pouco fio e mais cola para manter a peça mais limpa e menos volumosa", disse ao blog "Like Cool" o escultor, que usou e abusou de placas, chips e circuitos de computador em sua obra. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)

"Minha paixão por calçados esportivos foi um dos motivos principais para que eu criasse esta peça. Com o 'Junk Dunk', a abordagem foi um sentimento mais abstrato, com esta peça eu queria mostrar uma representação mais realista do sapato", explicou Gabriel Dishaw. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)

"Também adicionei novos detalhes, uma lingueta articulada e logotipo da Nike - tanto na lingueta como na parte traseira do calçado", continuou o artista norte-americano. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)
fonte:G1
Gabriel Dishaw usa metal, arame, peças de PC e máquina de escrever.
'Junk Dunk' foi inspirada em paixão do escultor por calçados esportivos.

Obra de arte assinada pelo norte-americano Gabriel Dishaw, o 'Junk Dunk' é um tênis, de tamanho 41, criado a partir de sucata de computador. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)

"Eu usei muito pouco fio e mais cola para manter a peça mais limpa e menos volumosa", disse ao blog "Like Cool" o escultor, que usou e abusou de placas, chips e circuitos de computador em sua obra. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)

"Minha paixão por calçados esportivos foi um dos motivos principais para que eu criasse esta peça. Com o 'Junk Dunk', a abordagem foi um sentimento mais abstrato, com esta peça eu queria mostrar uma representação mais realista do sapato", explicou Gabriel Dishaw. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)

"Também adicionei novos detalhes, uma lingueta articulada e logotipo da Nike - tanto na lingueta como na parte traseira do calçado", continuou o artista norte-americano. (Foto: Reprodução/Gabriel Dishaw)
fonte:G1
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