sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Gordura de lipo pode ajudar na regeneração muscular




Pesquisa com células-tronco são polêmicas, sobretudo quando a matéria-prima usada é embrionária. Por isso, as células-tronco adultas têm uma grande vantagem: são descarte biológico, ou seja, polpa de dente de leite, tecido do cordão umbilical e gordura de lipoaspiração. Esta última fonte mostrou-se a melhor das três para a regeneração muscular, segundo estudo do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP publicado neste mês no portal científico PubMed. Liderada pela professora Mayana Zatz, a pesquisa comparou o potencial de diferentes fontes de célula tronco (cordão, dente e gordura) para atuar especificamente sobre músculos.

Em testes in vitro, as três fontes se mostraram igualmente capazes de se transformar em célula muscular. Na segunda etapa do estudo, os pesquisadores injetaram células-tronco oriundas de cordão umbilical e tecido adiposo em camundongos com distrofia muscular. "Tivemos uma surpresa. As células têm uma espécie de memória da onde vieram e uma vocação maior para se tranformar em um tipo ou outro de célula", afirma Mayana. Como resultado, as células do tecido adiposo tiveram maior vocação para formar músculo. Segundo pesquisas recentes, as células do cordão umbilical têm bons resultados na tranformação em tecido ósseo, bem como as de polpa de dente de leite.
Para que sejam usadas, essas três fontes passam por um cultivo especial.

A gordura que veio de uma cirurgia de lipoaspiração, por exemplo, é lavada (para tirar o sangue que vem com ela), depois caracterizada, cultivada e só então pode ser chamada de célula-tronco. Nessa etapa, ela terá de ser capaz de formar quatro tipo de linhagens: osso, músculo, cartilagem e gordura. "Numa lipo tem muito mais material. As melhores células-tronco não são de pessoas obesas, mas daquelas que têm só um pneuzinho", afirma. E não é difícil conseguir o material, já que mulheres e homens estão cada vez mais adeptos desse tipo de plástica. Mais abundante do que a polpa de um pequeno dente-de-leite, sem dúvida.

Fonte: Revista Época.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Alimentos: os top 5 da contaminação

Na rua ou em casa, eles podem estar infectados de bactérias nocivas à saúde. Veja como se proteger.

Quem nunca teve um mal-estar, acompanhado de dor de barriga e vômitos depois de comer alguma coisa na rua?

Só no ano passado, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), do governo do Estado de São Paulo, notificou 7253 casos de doenças transmitidas por água e alimentos (DTA) – tendo como agentes bactérias como a Salmonella e a E. coli, entre outras. Desse total, foram 384 surtos e seis óbitos.

O perigo que pode estar no carrinho de cachorro-quente e no restaurante próximo ao trabalho também pode ser encontrado na geladeira de casa.
“Todos os alimentos são de riscos se preparados sem higiene e/ou mantidos sem refrigeração ou aquecimento adequado”, alerta Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Centro de Vigilância Epidemiológica/SES-SP.

Na rua

Alguns alimentos exigem cuidado dobrado antes de serem colocados no prato, ainda mais quando não se conhece a sua procedência. Confira os cinco alimentos mais relacionados a riscos de contaminação nas ruas:

Ovo

Pode abrigar a bactéria Salmonella, que causa diarreia, febre e vômitos, e até óbito em crianças, gestantes e pessoas com o sistema imunológico debilitado. “O maior risco é ingerir mal cozido (com a gema mole) ou cru (usado em alguns preparos como a maionese)”, alerta a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital Bandeirantes, de São Paulo.
Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria, um em cada 200 ovos em uma granja pode conter a Salmonella. A dica é optar pelo produto pasteurizado. “O processo de pasteurização elimina a bactéria”, diz o especialista. Acontece que na rua nem sempre é possível confiar na procedência do alimento.
“Se o ovo estiver contaminado, a alta temperatura do cozimento será capaz de eliminar o microorganismo”, completa a nutricionista Jaqueline Bernardini, da Clínica Medicina Integrada, de São Paulo.

Folhas

Larvas e bactérias podem estar escondidas entre as folhas verdinhas expostas nas travessas dos restaurantes a quilo. “Só lavar com água não basta. É preciso realizar uma desinfecção química para eliminar os microorganismos”, explica a nutricionista Patrícia Ramos. Isso significa que antes de serem oferecidas ao consumo, as verduras devem ficar mergulhadas por pelo menos 15 minutos em uma mistura de água e água sanitária (hipoclorito de sódio) – para cada litro de água, uma colher de sopa de água sanitária de boa procedência e não odorizada.
Não é o caso de eliminar a salada do prato, claro. “Mas fique atento à higiene do local e às condições de preparo e armazenamento dos alimentos”, reforça Maria Bernadete de Paula Eduardo, do CVE.

Carnes

Espetinhos, churrasquinhos, sanduíches de carne assada podem conter a bactéria Clostridium perfringens, causadora de cólicas e diarreia. Esse microorganismo é resistente muitas vezes até ao cozimento. “A carne deve ser armazenada sempre em temperatura inferior a cinco graus. Na hora de consumir, opte pela preparada na hora e bem passada, sendo mantida acima de 60 graus”, ensina Dr. Bactéria.

Cachorro-quente

O problema principal está na salsicha, que pode conter a bactéria Listeria monocytogenes. Após sua ingestão, costumam aparecer diarreia e fortes cólicas abdominais, por 24 horas. Não é indicado consumir a salsicha que esteja fora de refrigeração, crua ou aquela mergulhada há horas na panela do carrinho de cachorro-quente, a não ser que a água emane vapores, isto é, esteja acima de 60 graus.
“Ela deve ser cozida na hora e por cinco minutos após levantar fervura”, aconselha Dr. Bactéria. Cuidado ainda com o purê que acompanha o sanduíche: por ser preparado com leite e muitas vezes ficar exposto inadequadamente – o que também pode causar problemas.

Maionese

Para passar a ideia de saborosa e sem aditivos químicos, muitos comerciantes oferecem a “maionese caseira”. Além do risco da contaminação pelo uso de ovos crus no preparo, a falta de higiene da embalagem (bisnagas) e a refrigeração inadequada transformam o alimento em uma bomba de contaminação.
“Nunca coma maionese feita com ovos crus ou em embalagens que ficam fora da geladeira. Prefira os sachês industrializados para maionese, mostarda e catchup”, diz Maria Bernadete.

Em casa

Nem a segurança do lar está imune aos microorganismos. Aliás, pesquisas apontam que a maior parte dos casos de contaminação acontece dentro de casa. Conheça os top 5 da contaminação residencial.

Sobras do almoço

Aquele arroz com feijão que sobrou do almoço podem ficar para o jantar e até para o dia seguinte. Desde que manipulados de maneira adequada. “Tire das panelas, acondicione-os em outro recipiente e leve-os à geladeira”, ensina Jaqueline Bernardini.
“Pode guardá-los até mesmo quentes. Isso não estraga a geladeira, nem a comida”, diz Dr. Bactéria. Mas até que esfriem, mantenha o recipiente aberto. “Aquelas gotículas de água que se formam na tampa (umidade) podem facilitar a proliferação de bactérias”, completa a nutricionista.
A geladeira doméstica geralmente trabalha a 10 graus: nessa temperatura é capaz de conservar a comida por 24 horas. Se estiver a cinco graus, o prazo se estende até três dias. Agora, se a sobra foi grande e não será consumida rapidamente, melhor congelar.

Frios

Retire-os da embalagem original e coloque-os em recipientes com tampas. Na hora de se servir de uma fatia, utilize um garfo, evitando manipular o alimento com as mãos. “Consuma-os em até dois dias”, sugere a nutricionista da Clínica Medicina Integrada. Ranço e gosma na superfície dos frios significam microorganismos em ação – e problemas de contaminação na certa se forem ingeridos.

Bolo de aniversário

Geralmente recheados e preparados com leite e ovos, eles costumam ficar expostos, enfeitando a mesa do aniversariante.
“Esse tipo de alimento não pode ficar mais de duas horas em temperatura ambiente, sob o risco de favorecer a proliferação de bactérias e toxinas”, alerta Dr. Bactéria.
Mas o risco maior está na hora de apagar as velinhas. “O aniversariante assopra e espalha gotículas de saliva cheias de Staphylococus aureus, que podem produzir toxinas que provocam intoxicações com náuseas e vômitos.

Palmito

Ao comprar o produto verifique as informações da embalagem: o rótulo deve conter a data de validade, o número do lote e os dados do fabricante. Um alimento de má procedência pode conter a toxina botulínica, bactéria transmissora do botulismo, doença que pode levar à morte.
”Palmito em conserva só deve ser adquirido de marca e estabelecimentos confiáveis. Por ser um vegetal mole, ele não resiste a altas temperaturas e para que não venha desenvolver a toxina botulínica deve ser preparado industrialmente com quantidades de ácido e sal adequadas. As conservas clandestinas, caseiras ou adquiridas em beira de estrada são de extremo risco”, avisa Maria Bernadete, do CVE. E antes de consumi-lo em casa, a recomendação é fervê-lo durante 10 minutos.

Enlatados

O cuidado aqui é com a embalagem. “As latas têm um verniz interno, que preserva seu conteúdo. Pequenas batidas podem romper essa proteção e comprometer o alimento”, diz a nutricionista Patrícia Ramos. É importante também higienizá-las (lavar com água e detergente) antes de abri-las.
“Ao abrir, verifique se não contém bolhas, como se estivesse fermentado. Drene a água e consuma ou prepare imediatamente. Se não for utilizar todo conteúdo da lata, retire da embalagem, coloque em outro recipiente com tampa, marque a data e consuma em até três dias”.



Fonte:IG

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Cientistas desenvolvem rim implantável

Equipe cria primeiro rim artificial que poderá ser implantado em humanos.

Pela primeira vez, uma equipe de cientistas conseguiu desenvolver um rim artificial que poderá ser implantado em seres humanos. Ele será capaz de substituir as seções de diálise e as longas filas de espera por um transplante.

A equipe da Universidade da Califórnia anunciou nesta semana que conseguiu desenvolver um protótipo funcional do rim, mas ainda em grande escala – o dispositivo é quase do tamanho de uma sala. Eles pretendem usar os processos usados na fabricação de chips de silício para reduzir o órgão artificial para o tamanho de um órgão natural.

É a primeira tecnologia deste tipo que poderá ser reduzida e implantada em doentes. Os cientistas usaram as mais modernas técnicas da nanotecnologia e da geração de tecidos para desenvolver o sistema.

O dispositivo usa milhares de filtros minúsculos para retirar as impurezas do sangue. Enquanto isso, um cartucho feito de células renais artificiais deverá copiar outras tarefas dos rins, como seu papel metabólico. O sistema usará a força da pressão sanguínea do próprio paciente para fazer o filtro funcionar e bombear o sangue.





fonte:Revista Galileu

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

cartão pré-pago para serviços médicos

Quem acha que os planos de saúde são demasiadamente caros porém não quer depender somente do sistema público tem uma alternativa: o cartão pré-pago para serviços médicos.

O usuário adquire um desses cartões e o carrega com créditos da maneira que achar melhor para depois utilizá-lo em clínicas e consultórios conveniados.

Cada consulta sai por R$ 50. Pode-se também fazer exames diversos pelo mesmo valor que as operadoras de plano de saúde repassam aos laboratórios –um preço bem inferior, portanto, ao que se gastaria com o serviço particular. Por exemplo, em São Paulo, uma consulta médica custa a partir de R$ 150.

No momento, o cartão está disponível em algumas partes do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Minas Gerais e do Pará, e em breve também será encontrado na Bahia e no Paraná. As emissoras do instrumento são diferentes em cada localidade.

“Essa ferramenta facilita o acesso rápido a bons serviços e bons profissionais. Na rede pública, às vezes demora muito para se conseguir marcar uma consulta, o que posterga o início do tratamento. Começar a cuidar de um problema cedo melhora o prognóstico para a doença”, diz Euclides Carpi, presidente da federação de Unimeds do Rio, que lançou a ideia. O cartão da empresa se chama I-Saúde e circula no norte fluminense, no sul capixaba e na região de Pouso Alegre, em Minas.

O instrumento não serve, entretanto, para procedimentos que requeiram internação.

Fora do circuito das Unimeds, o cartão possui a bandeira da rede Sempre e é oferecido por empresas do ramo, como farmácias. Esse é o caso do Pará, onde começará a ser emitido pelo grupo Extra Farma, de Belém.

A recarga pode ser realizada em pontos autorizados e também por meio de boleto bancário.

“Conforme a estrutura for crescendo, o cliente poderá usar o cartão em qualquer clínica credenciada no Brasil”, explica Alberto Techera, diretor da unidade de negócios de saúde da APPI Tecnologia, responsável pelo sistema. A rede ainda possui um programa de fidelidade, que concede pontos de acordo com o uso da ferramenta, os quais podem ser trocados por serviços.

A expectativa da companhia é alcançar 10 milhões de cartões em dois anos. Atualmente, são cerca de 60 mil usuários. Há 600 estabelecimentos médicos conveniados.


fonte:IG

sábado, 21 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O segredo da longevidade

Pela primeira vez, cientistas identificaram o conjunto de genes que nos faz viver mais. Seremos capazes de retardar nosso envelhecimento?

A gaúcha Olivia Franco da Silva faz questão de manter os costumes nutridos ao longo de seus 101 anos. Assim que acorda em sua casa em Alvorada, região metropolitana de Porto Alegre, acende um cigarro. A única diferença é que ela trocou há 15 anos o fumo enrolado em palha, igual ao que roubava da mãe desde os 8 anos, pelos cigarros industrializados. Torresmo, ovo frito e linguiça fazem parte do seu café da manhã. “Se não tiver isso, ela não come”, diz Hevelin Ferreira, de 28 anos, uma de suas mais de 20 netas. Olivia não gosta de comidas “finas” – como chama o arroz e feijão feito com pouco óleo. Para ela, os alimentos devem ser preparados em banha de porco, como seus pais faziam quando moravam na roça. Nos finais de semana, Olivia não recusa uma dose de cerveja preta. Caipirinha só se for de cachaça artesanal, porque a industrializada “parece água de tão fraca”. Com seus costumes simples Olivia cruzou a fronteira dos 100 anos, o que só acontece com uma em cada 6 mil pessoas. Mais. Ela fez isso contradizendo a fórmula da vida longeva prescrita pelos médicos: alimentação equilibrada, atividade física e uma existência livre de vícios. Apesar de seus hábitos pouco saudáveis, Olivia nunca foi internada nem toma remédios (diz se proteger com reza e chá caseiro). Não tem sequer colesterol alto.

A vida longa e saudável de Olivia não inspira só aqueles que não conseguem abdicar de seus pequenos pecados cotidianos. Para muitos cientistas, gente como ela guarda o segredo da longevidade. Por que essas pessoas, com tantos anos a mais, parecem ter menos problemas de saúde do que a maioria de nós – que, já no meio da vida, sofremos com hipertensão, colesterol alto, diabetes e doenças cardíacas? “Os centenários são um modelo de como envelhecer porque conseguem postergar o aparecimento de doenças”, diz o geriatra Thomas Perls, pesquisador da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. “Cerca de 90% permanecem sem problemas de saúde pelo menos até os 93 anos.” Na semana passada, Perls levou um grupo de cientistas ao mais próximo que a ciência já esteve de revelar o segredo da longevidade. Sua equipe publicou na revista científica Science, uma das mais importantes do mundo, uma análise da genética de 1.055 idosos entre 95 anos e 119 anos. Os cientistas investigaram o genoma dos centenários de Boston e arredores que integram um dos mais importantes projetos de pesquisa sobre envelhecimento, o New England Centenarian Study. Também participaram da análise genética idosos recrutados por uma empresa de biotecnologia americana.



Frente a frente com um grupo tão singular, os cientistas tiveram a chance de avaliar se a receita para uma vida longa estava escondida entre as letras químicas do nosso código genético. Eles compararam os genes encontrados nesses voluntários centenários aos genes de filhos de pessoas que morreram com menos de 73 anos. O resultado da pesquisa mostrou que o grupo de centenários compartilha cerca de 150 variações de genes, que seriam os responsáveis pela longevidade fora do comum – ou excepcional, como chamaram os pesquisadores.

Trata-se da vida longa, sem grandes problemas de saúde, experimentada pela brasileira Olivia e por vários velhinhos ou velhinhas que andam por aí. Se houver um desses em sua família, há bons motivos para comemorar, segundo o estudo liderado por Perls. A descoberta de genes mais frequentes entre as pessoas longevas mostra que, nesses casos, os fatores genéticos são mais importantes na determinação da duração da vida do que os ambientais (o tipo de alimentação e a prática de atividades físicas). Mas atenção: esses casos são exceção. Para a maioria dos mortais, os genes determinam apenas 30% da extensão da vida. Os outros 70% ficam a cargo de nossas escolhas, de como nos cuidamos.



fonte:Revista Época

WWF

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