Aceitar com tranqüilidade as mudanças que a vida traz para a nossa vida, é um aprendizado difícil e, por isso, nossa tendência inicial é resistir a elas durante algum tempo.
Para muitos seres humanos, os imprevistos são vistos como ameaças durante toda a vida. Eles seguem cultivando um medo do novo que pode tornar sua jornada muito mais difícil, levando-os a desenvolver distúrbios emocionais bastante sérios, como a síndrome do pânico.
Quanto mais resistência há em enfrentar as transformações, maiores são as chances de que a doença e o desequilíbrio se instalem rapidamente. Só há uma maneira de minimizar o temor e a ansiedade que uma mudança traz, é enxergá-la como uma valiosa oportunidade para que provemos nossa força interior.
Essa diferença de postura é essencial para que possamos vencer nossos bloqueios e inseguranças diante de situações desconhecidas. Existem inúmeros recursos terapêuticos que podem nos ajudar neste caminho, só precisamos tomar a decisão e ir à busca daqueles que podem tornar o desafio da mudança menos árduo.
Resistir ao novo como se ele significasse sempre uma promessa de infelicidade, é parte da estratégia da mente para nos manter paralisados, vitimas da estagnação e do medo.
Muitas vezes, aquilo que visualizamos como segurança, não passa de uma prisão, na qual permanecemos durante muito tempo, agarrando-nos à ilusão de que ali o sofrimento não irá nos atingir. Mas o pior que poderíamos experimentar já se encontra presente, que é a incapacidade de nos movermos de modo confiante para outras direções.
Enquanto cultivarmos essa resistência, tudo continuará obscuro, e a luz da consciência jamais se fará presente. Derrubar o muro que nos separa da felicidade e da paz, exige muita força de vontade e, acima de tudo, uma grande coragem para ir de encontro ao desconhecido sem qualquer temor.
"Eu estou tateando no escuro. Osho, você poderia tirar-me disso?"
"Eu não vejo escuridão em lugar algum. Você é que está mantendo os olhos fechados. A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem.
....Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu pudesse tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não seria muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente.
Alguma vez você já observou uma criança tentando abrir à força um botão de flor? O botão pode ser aberto, mas não será uma flor, alguma coisa ficará faltando, algo de grande significado. A alma estará faltando. A flor tem alma quando ela floresce espontaneamente, daí ela tem vida. Quando você a força, você a destrói. Tudo que é belo na vida pode apenas acontecer; não pode ser feito.
....Você está mantendo os seus olhos fechados, e despendendo muita energia para mantê-los fechados. A mesma energia que os está mantendo fechados, se relaxados, irá ajudá-los a se abrirem.
...Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você.
Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar.... A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde.
Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la.
... Ninguém pode ser acordado antes da sua hora, nem deve ser.
...Olhe para meu punho: se eu tiver que mantê-lo como um punho, eu terei que mantê-lo fechado, cerrado. No momento em que eu parar de fechá-lo, ele começará a se abrir espontaneamente. Estar aberto é natural, estar fechado é antinatural. Para mantê-lo fechado você tem que colocar muita energia nele. Para abrir, nenhuma energia é necessária.
...Um punho cerrado é antinatural; uma mão aberta é natural.. Qualquer dia, mantenha o seu punho fechado por todo o tempo e ao final da tarde você se sentirá realmente cansado. O natural é a mão aberta.
Um coração aberto é um fenômeno natural; um ser aberto é simplesmente natural. Um ser fechado é muito antinatural, muito artificial; você tem que colocar toda a sua energia nisso. Essa é a minha observação em milhares de pessoas: elas dão toda a sua energia para se manterem miseráveis.
Permanecer no inferno é um grande investimento. Não é fácil, é muito difícil. Você precisa ser muito forte para estar no inferno, muito teimoso, decidido. (...) Você tem que ser duro como um diamante, somente então você pode permanecer no inferno. Se não for assim... ninguém está impedindo o seu caminho. Basta relaxar e você entra no céu, o relaxamento é a porta.
Você diz: Eu estou tateando no escuro. Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta.
Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir...
Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho." .
fonte::: Elisabeth Cavalcante ::
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
fonte:Wikipedia
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Dê um "olé" em seus medos, seja criativo e viva de verdade!
Por que ser criativo dá medo? Milhões de pessoas sonhavam em ser astronautas, músicos, bombeiros, cantores(as), dançarinos(as), atores/atrizes, professores(as) etc. e desistiram de seus sonhos por perguntas do tipo: "Você não tem medo de dar errado? De passar fome? De se frustrar? De quebrar a cara? De ser um fracassado na vida?"
A resposta: "É claro que sim! Quem nunca teve medo de dar errado?"
Obviamente ninguém perguntava se as pessoas tinham medo de se tornar engenheiros, médicos, advogados, economistas, administradores, arquitetos ou outra profissão facilmente acolhida pela era industrial. Mas, será que estas profissões "sólidas" estão trazendo a realização para as pessoas que queriam seguir outro rumo na vida?
Será que sua decisão foi por sua escolha deliberada?
Segundo Elizabeth Gilbert, autora do Bestseller "Comer, Rezar, Amar", os gênios aprenderam a captar momentos de intuição e transcrever para algo físico (uma música, um livro, uma inovação, uma jogada brilhante etc.). É um momento de transcendência quando algo mágico acontece. Um momento de "Olé!".
Quando você faz o que ama, seu canal intuitivo estará em boa forma e você naturalmente terá vários momentos mágicos. "Olé", segundo a história que narra a invasão da Espanha pelos Mouros, é uma variação da pronúncia da palavra "Alá", que significa "Deus".
Ainda nos dias de hoje, durante as danças flamencas ou nas touradas, as pessoas gritam "Olé" quando sentem que o artista fez algo impossível ou mágico. Então, "Olé" é quando algo divino se manifesta no mundo.
E você? Tem vivenciado momentos divinos em sua vida?
por Caio Cesar Santos
A resposta: "É claro que sim! Quem nunca teve medo de dar errado?"
Obviamente ninguém perguntava se as pessoas tinham medo de se tornar engenheiros, médicos, advogados, economistas, administradores, arquitetos ou outra profissão facilmente acolhida pela era industrial. Mas, será que estas profissões "sólidas" estão trazendo a realização para as pessoas que queriam seguir outro rumo na vida?
Será que sua decisão foi por sua escolha deliberada?
Segundo Elizabeth Gilbert, autora do Bestseller "Comer, Rezar, Amar", os gênios aprenderam a captar momentos de intuição e transcrever para algo físico (uma música, um livro, uma inovação, uma jogada brilhante etc.). É um momento de transcendência quando algo mágico acontece. Um momento de "Olé!".
Quando você faz o que ama, seu canal intuitivo estará em boa forma e você naturalmente terá vários momentos mágicos. "Olé", segundo a história que narra a invasão da Espanha pelos Mouros, é uma variação da pronúncia da palavra "Alá", que significa "Deus".
Ainda nos dias de hoje, durante as danças flamencas ou nas touradas, as pessoas gritam "Olé" quando sentem que o artista fez algo impossível ou mágico. Então, "Olé" é quando algo divino se manifesta no mundo.
E você? Tem vivenciado momentos divinos em sua vida?
por Caio Cesar Santos
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Parar de evitar a si mesmo
Em geral, evitamos olhar de frente para os conflitos, sejam eles dentro ou fora de nós. Vamos protelando os fatos desagradáveis da vida com a "esperança" de que eles mudem com o tempo. Alguns se resolvem por si mesmos: outros, no entanto, quando vêm à tona, são verdadeiras explosões.
Tendencialmente, preferimos nos acomodar. Evitamos o confronto tanto externo como interno. No entanto, é ao admitir nossas falhas e fraquezas que começamos a cultivar uma boa estima, a confiança em nossa capacidade de refletir e de enfrentar os desafios básicos da vida. Na medida em que evitamos a nós mesmos nos tornamos vítimas passivas dos infortúnios da vida. Isto é, deixamos de contestar o que vemos e sabemos a respeito de nós mesmos. Quando recusamos a nós mesmos, perdemos a oportunidade de transformação.
Olhar de frente requer aceitação, um antídoto direto da tendência de evitar o que nos incomoda.
Aceitar nossas falhas é uma atitude que desperta o autocomprometimento. Quanto mais aceitamos o que ocorre em nosso interior, mais perto estamos de nós mesmos e assim, podemos nos tornar agentes ativos em nosso desenvolvimento interior.
Aceitar é um modo de parar de lutar contra nós mesmos e de adquirir autorespeito. Quando aceitamos nossas falhas deixamos de sentir vergonha de nós mesmos. Nos tornamos testemunhas de nosso próprio processo de sofrimento. Aqui ocorre a verdadeira mudança: uma vez que não temos mais porque evitar a consciência de nossas falhas, torna-se mais difícil deixar de admiti-las! Uma vez tão próximos de nossa verdade interna, surge o desejo autêntico de fazer algo melhor por nós mesmos.
A esta altura, o desejo de mudar não está mais sustentado pelo desconforto de ser quem somos, mas sim pela vontade de nos oferecermos melhores condições!
A partir do momento em que aceitamos nossas falhas, elas deixam de ser fardos que temos que carregar inevitavelmente. Há um novo acordo interno. A autoresponsabilidade faz com que nos sintamos dignos de nós mesmos.
Quando nos decepcionamos, sentimos raiva de nós mesmos. Nestes momentos, aceitar nossas falhas poderia parecer concordar com nosso mal estar. Mas, não é isto... aceitar nossas falhas não quer dizer dar a mão à palmatória! É, sim, um ato de autocompaixão.
A ação compassiva baseia-se principalmente em não lutar contra, mas "com". A medida em que deixamos de atuar contra nós, mas com nós mesmos, desenvolvemos a autocompaixão.
O budismo nos inspira a sermos guiados pela sabedoria da compaixão. Yongey Rinpoche escreve em Alegria de Viver (Ed.Campus): "Quanto mais claramente vemos as coisas como são, mais dispostos e capazes nos tornamos de abrir nossos corações a outros seres."... "Ao aprender ver de onde a outra pessoa está vindo, qual é sua real condição, teremos menos chances de nos envolver num conflito, pois a clareza de saber distinguir as nossas limitações das limitações criadas pela outra pessoa irá nos proteger de não continuar agindo unilateralmente."
Neste sentido, ver com clareza gera energia, disposição para enfrentar o que em geral evitamos. Se aplicarmos a frase "Ao aprender ver de onde a outra pessoa está vindo" a nós mesmos, estaremos tendo uma atitude de autocompaixão. Admitir nossa real condição torna-se um modo de não gerarmos mais conflitos para nós mesmos, pois a clareza de saber distinguir as nossas limitações das limitações criadas por nosso hábito de evitar o confronto irá nos proteger de não continuar implicando com nós mesmos.
Quando passamos a acolher nossas falhas, nossa mente sossega, pois não precisamos mais escapar ou resistir. Aliás, para quem busca despertar a coragem de encarar a si mesmo, há uma frase poderosa a ser dita para antes de dormir: "Universo me revele a verdade".
fonte::: Bel Cesar ::
Tendencialmente, preferimos nos acomodar. Evitamos o confronto tanto externo como interno. No entanto, é ao admitir nossas falhas e fraquezas que começamos a cultivar uma boa estima, a confiança em nossa capacidade de refletir e de enfrentar os desafios básicos da vida. Na medida em que evitamos a nós mesmos nos tornamos vítimas passivas dos infortúnios da vida. Isto é, deixamos de contestar o que vemos e sabemos a respeito de nós mesmos. Quando recusamos a nós mesmos, perdemos a oportunidade de transformação.
Olhar de frente requer aceitação, um antídoto direto da tendência de evitar o que nos incomoda.
Aceitar nossas falhas é uma atitude que desperta o autocomprometimento. Quanto mais aceitamos o que ocorre em nosso interior, mais perto estamos de nós mesmos e assim, podemos nos tornar agentes ativos em nosso desenvolvimento interior.
Aceitar é um modo de parar de lutar contra nós mesmos e de adquirir autorespeito. Quando aceitamos nossas falhas deixamos de sentir vergonha de nós mesmos. Nos tornamos testemunhas de nosso próprio processo de sofrimento. Aqui ocorre a verdadeira mudança: uma vez que não temos mais porque evitar a consciência de nossas falhas, torna-se mais difícil deixar de admiti-las! Uma vez tão próximos de nossa verdade interna, surge o desejo autêntico de fazer algo melhor por nós mesmos.
A esta altura, o desejo de mudar não está mais sustentado pelo desconforto de ser quem somos, mas sim pela vontade de nos oferecermos melhores condições!
A partir do momento em que aceitamos nossas falhas, elas deixam de ser fardos que temos que carregar inevitavelmente. Há um novo acordo interno. A autoresponsabilidade faz com que nos sintamos dignos de nós mesmos.
Quando nos decepcionamos, sentimos raiva de nós mesmos. Nestes momentos, aceitar nossas falhas poderia parecer concordar com nosso mal estar. Mas, não é isto... aceitar nossas falhas não quer dizer dar a mão à palmatória! É, sim, um ato de autocompaixão.
A ação compassiva baseia-se principalmente em não lutar contra, mas "com". A medida em que deixamos de atuar contra nós, mas com nós mesmos, desenvolvemos a autocompaixão.
O budismo nos inspira a sermos guiados pela sabedoria da compaixão. Yongey Rinpoche escreve em Alegria de Viver (Ed.Campus): "Quanto mais claramente vemos as coisas como são, mais dispostos e capazes nos tornamos de abrir nossos corações a outros seres."... "Ao aprender ver de onde a outra pessoa está vindo, qual é sua real condição, teremos menos chances de nos envolver num conflito, pois a clareza de saber distinguir as nossas limitações das limitações criadas pela outra pessoa irá nos proteger de não continuar agindo unilateralmente."
Neste sentido, ver com clareza gera energia, disposição para enfrentar o que em geral evitamos. Se aplicarmos a frase "Ao aprender ver de onde a outra pessoa está vindo" a nós mesmos, estaremos tendo uma atitude de autocompaixão. Admitir nossa real condição torna-se um modo de não gerarmos mais conflitos para nós mesmos, pois a clareza de saber distinguir as nossas limitações das limitações criadas por nosso hábito de evitar o confronto irá nos proteger de não continuar implicando com nós mesmos.
Quando passamos a acolher nossas falhas, nossa mente sossega, pois não precisamos mais escapar ou resistir. Aliás, para quem busca despertar a coragem de encarar a si mesmo, há uma frase poderosa a ser dita para antes de dormir: "Universo me revele a verdade".
fonte::: Bel Cesar ::
sábado, 14 de novembro de 2009
Destino ou escolha?
Muitas vezes ouvimos dizer que algo acontece em nossas vidas porque é o nosso destino. Será? ou talvez possamos mudá-lo ao invés de simplesmente aceitá-lo?
Salva pela mãe quando bebê, índia do AM faz mestrado na mesma escola de ObamaLinda Vargas se encontrou com o presidente dos EUA em junho deste ano.
Ela foi convidada a estudar nos Estados Unidos em 2010.
índia Lindomar da Silva Vargas, 34 anos, da tribo marubo, recebeu um convite para fazer mestrado na Trachetenberg School Policy and Public Administration, da George Washington University. Ela será a primeira índia a participar do programa mundial que forma líderes políticos, intitulado Alumi Small Grants Announcement, na mesma universidade por onde já passaram Barack Obama, Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso.
"Meu pai quis me matar, mas minha mãe lutou pela minha vida"
Ela está no penúltimo período do curso de administração pública na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Linda, como é conhecida, foi beneficiada com as cotas destinadas aos povos indígenas no estado. Em junho deste ano, ela já esteve nos Estados Unidos, a convite do governo norte-americano, para falar sobre política indígena no Amazonas.
"Quero primeiro pensar na minha conclusão de curso. De qualquer forma, acredito que seja um passo importante para fazer com que minha possível passagem pelos Estados Unidos, estudando em um local de formação de líderes políticos mundiais, possa refletir em benefícios para o povo de minha tribo. Esse seria meu maior sonho", disse Linda.
Ela lembrou do encontro de meia hora que teve com Barack Obama, em junho deste ano. "Vários representantes indígenas do mundo todo estiveram presentes. A conversa foi muito rápida e suficiente apenas para me identificar e falar um pouco sobre meu povo", afirmou a índia marubo.
Ameaçada de morte
Linda nasceu em Atalaia do Norte (AM), na tribo marubo. "Vivi na cabeceira do Rio Curuçá, no Vale do Javari, até meus 9 anos, quando descobri que só estava viva por causa de minha mãe." Ela revelou que, por tradição da cultura marubo, o primeiro filho de um casal indígena deveria nascer homem e herdar os dons curativos do pai. "Nasci mulher e não receberia esse dom. Meu pai quis me matar, mas minha mãe lutou pela minha vida."
Quase virei freira. Como não queria a vida religiosa, saí da escola após a conclusão dos estudos"
Ao saber do desejo de seu pai em matá-la quando ainda era bebê, Linda disse que ficou revoltada, mas que a dor maior veio dias depois, ao descobrir que o pai, na condição de dexá-la viver, a prometeu em casamento a um índio da tribo. "Soube que não poderia escolher com quem casar e me revoltei ainda mais. Não conseguia entender por que teria de casar com um índio que já tinha três mulheres. Eu seria a quarta esposa", disse ela.
Decidida, Linda disse ao G1 que, apesar dos 9 anos de idade, entrou na Floresta Amazônica e fugiu da tribo. "Entrei em uma picada, que nem sabia para onde me levaria. Corri muito, mas os índios descobriram que eu tinha fugido e, como andam muito rápido no meio da selva, conseguiram me capturar e levar de volta para a tribo. Meu pai me prometeu uma grande festa de casamento, mas não quis."
Iniciação escolar
Um missionário religioso que atuava na região da tribo marubo intercedeu e a levou para estudar em um colégio de freiras em Cruzeiro do Sul (AC). "Terminei o que hoje seria o Ensino Fundamental, e quase virei freira. Como não queria a vida religiosa, saí da escola após a conclusão dos estudos. Em seguida, conheci um coronel do Exército, com quem me casei. Me separei aos 20 anos ao descobrir que ele queria virar índio e ter mais de uma mulher", brincou Linda.
Ela se mudou para Porto Velho, onde terminou o Ensino Médio e conheceu o pai de seus filhos, Andreza, de 12 anos, e Marlon, de 11 anos. "Minha família me descobriu novamente e pediu para me buscar. Depois de tanto tempo, eles já tinham evoluído e eu também tinha amadurecido. Conversamos, mas decidi ir para Manaus."
Rumo aos Estados Unidos
Linda disse que entrou na Universidade do Estado do Amazonas em 2006 por meio do sistema de cotas e pretende concluir o curso de administração pública em 2010. "Eu aceitei a bolsa de mestrado, mas tem um pequeno detalhe que precisa ser negociado. Tenho dois filhos e não falo inglês perfeitamente."
Enquanto se prepara para aprimorar o conhecimento da língua inglesa, Linda assumiu o cargo de chefe do departamento de Orçamento e Finanças da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind). Ela controla um orçamento de R$ 3 milhões, em 2009, mas que pode alcançar R$ 10 milhões em 2010, segundo o secretário Jecinaldo Sateré, titular da pasta.
fonte:G1
Salva pela mãe quando bebê, índia do AM faz mestrado na mesma escola de ObamaLinda Vargas se encontrou com o presidente dos EUA em junho deste ano.
Ela foi convidada a estudar nos Estados Unidos em 2010.
índia Lindomar da Silva Vargas, 34 anos, da tribo marubo, recebeu um convite para fazer mestrado na Trachetenberg School Policy and Public Administration, da George Washington University. Ela será a primeira índia a participar do programa mundial que forma líderes políticos, intitulado Alumi Small Grants Announcement, na mesma universidade por onde já passaram Barack Obama, Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso.
"Meu pai quis me matar, mas minha mãe lutou pela minha vida"
Ela está no penúltimo período do curso de administração pública na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Linda, como é conhecida, foi beneficiada com as cotas destinadas aos povos indígenas no estado. Em junho deste ano, ela já esteve nos Estados Unidos, a convite do governo norte-americano, para falar sobre política indígena no Amazonas.
"Quero primeiro pensar na minha conclusão de curso. De qualquer forma, acredito que seja um passo importante para fazer com que minha possível passagem pelos Estados Unidos, estudando em um local de formação de líderes políticos mundiais, possa refletir em benefícios para o povo de minha tribo. Esse seria meu maior sonho", disse Linda.
Ela lembrou do encontro de meia hora que teve com Barack Obama, em junho deste ano. "Vários representantes indígenas do mundo todo estiveram presentes. A conversa foi muito rápida e suficiente apenas para me identificar e falar um pouco sobre meu povo", afirmou a índia marubo.
Ameaçada de morte
Linda nasceu em Atalaia do Norte (AM), na tribo marubo. "Vivi na cabeceira do Rio Curuçá, no Vale do Javari, até meus 9 anos, quando descobri que só estava viva por causa de minha mãe." Ela revelou que, por tradição da cultura marubo, o primeiro filho de um casal indígena deveria nascer homem e herdar os dons curativos do pai. "Nasci mulher e não receberia esse dom. Meu pai quis me matar, mas minha mãe lutou pela minha vida."
Quase virei freira. Como não queria a vida religiosa, saí da escola após a conclusão dos estudos"
Ao saber do desejo de seu pai em matá-la quando ainda era bebê, Linda disse que ficou revoltada, mas que a dor maior veio dias depois, ao descobrir que o pai, na condição de dexá-la viver, a prometeu em casamento a um índio da tribo. "Soube que não poderia escolher com quem casar e me revoltei ainda mais. Não conseguia entender por que teria de casar com um índio que já tinha três mulheres. Eu seria a quarta esposa", disse ela.
Decidida, Linda disse ao G1 que, apesar dos 9 anos de idade, entrou na Floresta Amazônica e fugiu da tribo. "Entrei em uma picada, que nem sabia para onde me levaria. Corri muito, mas os índios descobriram que eu tinha fugido e, como andam muito rápido no meio da selva, conseguiram me capturar e levar de volta para a tribo. Meu pai me prometeu uma grande festa de casamento, mas não quis."
Iniciação escolar
Um missionário religioso que atuava na região da tribo marubo intercedeu e a levou para estudar em um colégio de freiras em Cruzeiro do Sul (AC). "Terminei o que hoje seria o Ensino Fundamental, e quase virei freira. Como não queria a vida religiosa, saí da escola após a conclusão dos estudos. Em seguida, conheci um coronel do Exército, com quem me casei. Me separei aos 20 anos ao descobrir que ele queria virar índio e ter mais de uma mulher", brincou Linda.
Ela se mudou para Porto Velho, onde terminou o Ensino Médio e conheceu o pai de seus filhos, Andreza, de 12 anos, e Marlon, de 11 anos. "Minha família me descobriu novamente e pediu para me buscar. Depois de tanto tempo, eles já tinham evoluído e eu também tinha amadurecido. Conversamos, mas decidi ir para Manaus."
Rumo aos Estados Unidos
Linda disse que entrou na Universidade do Estado do Amazonas em 2006 por meio do sistema de cotas e pretende concluir o curso de administração pública em 2010. "Eu aceitei a bolsa de mestrado, mas tem um pequeno detalhe que precisa ser negociado. Tenho dois filhos e não falo inglês perfeitamente."
Enquanto se prepara para aprimorar o conhecimento da língua inglesa, Linda assumiu o cargo de chefe do departamento de Orçamento e Finanças da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind). Ela controla um orçamento de R$ 3 milhões, em 2009, mas que pode alcançar R$ 10 milhões em 2010, segundo o secretário Jecinaldo Sateré, titular da pasta.
fonte:G1
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Leite com chocolate em pó faz bem ao coração, diz estudo
Duas colheres de sopa de cacau por dia podem ser o novo vinho. Veja a opinião de especialistas
Uma pequisa publicada na edição de novembro do The American Journal of Clinical Nutrition informa que a dupla leite desnatado e chocolate em pó sem açúcar ajuda a combater e a afastar doenças do coração. Melhor ainda se, no lugar do chocolate, for utilizado cacau em pó.
Antes de correr para a cozinha, no entanto, veja como os nutricionistas consultados pelo iG Gourmet avaliam esta informação.
Primeiro, às bases: um pedacinho de chocolate amargo por dia é um hábito que muita gente já adquiriu para cuidar do coração. No ano passado, a Associação Americana de Nutrição disse que comer todos os dias um quadradinho de um tablete de chocolate amargo, durante duas semanas, ajudaria a diminuir os riscos de doenças cardíacas.
Foi apenas mais uma peça na pilha de informações a favor de substâncias como os flavonóides, as mesmas estrelas do vinho, da laranja, da tangerina... e que comprovadamente ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas.
Esse tipo de chocolate costuma ter maior concentração de cacau, que, por sua vez, é apontado com importante fonte dos tais flavonóides que, entre outras coisas, contribuem para diminuir a pressão sanguínea.
Moderação - Segundo a nutricionista Kátia Gavranich Camargo, a teobromina é outra importante constituinte do chocolate. Parente próxima da cafeína, é rica em ácidos graxos essenciais, que poderiam de fato ter o efeito antiinflamatório apontado no estudo. “O recomendado, no contexto de uma alimentação saudável, é consumir duas colheres de sopa por dia de chocolate em pó, ou o próprio cacau".
O leite desnatado é indicado para dietas de emagrecimento ou para quem tem níveis de colesterol elevados. “Os achocolatados não são as melhores opções por possuírem muito açúcar e leite em pó na composição, o que aumenta o valor calórico e diminuiu as propriedades funcionais do chocolate”, diz Kátia.
Aliás, é importante a anotação de que o pó de cacau não é a mesma coisa que o achocolatado industrializado e docinho, que repousa nas prateleiras dos supermercados. “O estudo fala de pó de cacau, nada parecido com chocolate, menos ainda com achocolatado”, questiona Daniel Bandoni, nutricionista da Universidade de São Paulo (USP). “A concentração dos flavonóides no achocolatado comum é muito pequena, por isso acho que a recomendação básica é ainda evitar o consumo desse tipo de produto rico em açúcar e de alta densidade calórica.”
Dito isso, o cacau vence.
Maria Rita Fava, iG São Paulo
Uma pequisa publicada na edição de novembro do The American Journal of Clinical Nutrition informa que a dupla leite desnatado e chocolate em pó sem açúcar ajuda a combater e a afastar doenças do coração. Melhor ainda se, no lugar do chocolate, for utilizado cacau em pó.
Antes de correr para a cozinha, no entanto, veja como os nutricionistas consultados pelo iG Gourmet avaliam esta informação.
Primeiro, às bases: um pedacinho de chocolate amargo por dia é um hábito que muita gente já adquiriu para cuidar do coração. No ano passado, a Associação Americana de Nutrição disse que comer todos os dias um quadradinho de um tablete de chocolate amargo, durante duas semanas, ajudaria a diminuir os riscos de doenças cardíacas.
Foi apenas mais uma peça na pilha de informações a favor de substâncias como os flavonóides, as mesmas estrelas do vinho, da laranja, da tangerina... e que comprovadamente ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas.
Esse tipo de chocolate costuma ter maior concentração de cacau, que, por sua vez, é apontado com importante fonte dos tais flavonóides que, entre outras coisas, contribuem para diminuir a pressão sanguínea.
Moderação - Segundo a nutricionista Kátia Gavranich Camargo, a teobromina é outra importante constituinte do chocolate. Parente próxima da cafeína, é rica em ácidos graxos essenciais, que poderiam de fato ter o efeito antiinflamatório apontado no estudo. “O recomendado, no contexto de uma alimentação saudável, é consumir duas colheres de sopa por dia de chocolate em pó, ou o próprio cacau".
O leite desnatado é indicado para dietas de emagrecimento ou para quem tem níveis de colesterol elevados. “Os achocolatados não são as melhores opções por possuírem muito açúcar e leite em pó na composição, o que aumenta o valor calórico e diminuiu as propriedades funcionais do chocolate”, diz Kátia.
Aliás, é importante a anotação de que o pó de cacau não é a mesma coisa que o achocolatado industrializado e docinho, que repousa nas prateleiras dos supermercados. “O estudo fala de pó de cacau, nada parecido com chocolate, menos ainda com achocolatado”, questiona Daniel Bandoni, nutricionista da Universidade de São Paulo (USP). “A concentração dos flavonóides no achocolatado comum é muito pequena, por isso acho que a recomendação básica é ainda evitar o consumo desse tipo de produto rico em açúcar e de alta densidade calórica.”
Dito isso, o cacau vence.
Maria Rita Fava, iG São Paulo
Computador simplificado para idosos é lançado na Grã-Bretanha
Chamado de SimplicITy, equipamento oferece apenas funções básicas e custa R$ 862.
Um novo computador direcionado para idosos com mais de 60 anos que não têm prática com computadores ou com a internet foi lançado na Grã-Bretanha.
O computador, chamado de SimplicITy, é operado através de uma tela inicial básica que oferece apenas seis opções, que direcionam os usuários para atividades básicas como envio e leitura de e-mails e conversas online.
Produzido em parceria entre a empresa de informática Wessex Computers e o website de descontos para idosos Discount Age, os computadores usam o sistema operacional livre Linux.
Os computadores custam entre 299 libras (R$ 862) e 526 libras (R$ 1.514) e já vêm instalados com 17 vídeos que ensinam os usuários a trabalhar com o equipamento.
O SimplicITy não apresenta os menus convencionais. Ao ser ligado, uma tela chamada de Square One é aberta, oferecendo seis opções que podem ser clicadas para levar o usuário aos e-mails, navegar na internet, arquivos (documentos, fotos, etc), conversas online e um perfil do usuário.
A apresentadora de televisão britânica Valerie Singleton, que dirige o website Discount Age e apresenta os vídeos que acompanham os computadores, afirmou acreditar que os idosos "não entendem os computadores".
"Eu uso computadores já há algum tempo e não entendo tudo. Cada vez aprendo uma coisa nova e preciso escrever para não esquecer", disse.
De acordo com Andrew Harrop, diretor de políticas públicas das ONGs britânicas Age Concern e Help the Aged, que trabalham com idosos, os esforços para tentar levar os mais velhos para o ambiente online devem ser "aplaudidos".
"Aposentados que não estão online estão perdendo dinheiro em descontos potenciais em suas compras e com freqüência perdem as melhores taxas de juros para contas de investimento, sem contar os benefícios sociais de estar conectado", afirmou.
fonte:G1
Um novo computador direcionado para idosos com mais de 60 anos que não têm prática com computadores ou com a internet foi lançado na Grã-Bretanha.
O computador, chamado de SimplicITy, é operado através de uma tela inicial básica que oferece apenas seis opções, que direcionam os usuários para atividades básicas como envio e leitura de e-mails e conversas online.
Produzido em parceria entre a empresa de informática Wessex Computers e o website de descontos para idosos Discount Age, os computadores usam o sistema operacional livre Linux.
Os computadores custam entre 299 libras (R$ 862) e 526 libras (R$ 1.514) e já vêm instalados com 17 vídeos que ensinam os usuários a trabalhar com o equipamento.
O SimplicITy não apresenta os menus convencionais. Ao ser ligado, uma tela chamada de Square One é aberta, oferecendo seis opções que podem ser clicadas para levar o usuário aos e-mails, navegar na internet, arquivos (documentos, fotos, etc), conversas online e um perfil do usuário.
A apresentadora de televisão britânica Valerie Singleton, que dirige o website Discount Age e apresenta os vídeos que acompanham os computadores, afirmou acreditar que os idosos "não entendem os computadores".
"Eu uso computadores já há algum tempo e não entendo tudo. Cada vez aprendo uma coisa nova e preciso escrever para não esquecer", disse.
De acordo com Andrew Harrop, diretor de políticas públicas das ONGs britânicas Age Concern e Help the Aged, que trabalham com idosos, os esforços para tentar levar os mais velhos para o ambiente online devem ser "aplaudidos".
"Aposentados que não estão online estão perdendo dinheiro em descontos potenciais em suas compras e com freqüência perdem as melhores taxas de juros para contas de investimento, sem contar os benefícios sociais de estar conectado", afirmou.
fonte:G1
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